Simão Sabrosa, extremo do Atlético de Madrid, com 30 anos, renunciou à seleção portuguesa numa missiva endereçada ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
"Venho, pelo presente, e formalmente, comunicar junto de V. Exa. que, a partir desta data, e em virtude de , não poderei estar disponível para representar oficialmente, e como jogador profissional, a Seleção Nacional de Futebol", diz Simão Sabrosa numa carta publicada na página da FPF
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Enquanto jogador, Simão Sabrosa retira-se com um total de 85 internacionalizações AA, com 22 golos marcados.
Orgulho, honra e prazer
"Foi uma tremenda honra e prazer vestir a camisola da seleção nacional e representar e servir Portugal durante todos estes anos, e estou extremamente orgulhoso por ter feito parte de equipas tão extraordinárias que conquistaram tantas vitórias neste mundo do futebol", explica ainda o jogador.
O avançado revela também que, "após uma profunda reflexão", chegou o "momento de colocar um termo" à sua presença "enquanto jogador profissional a representar a seleção dentro de campo, dando assim espaço também a que novos valores possam fazer o seu percurso de sucesso".
Recordo ainda hoje, com muito orgulho, o dia em que, com 15 anos, representei Portugal pela primeira vez, e desde essa data outros fantásticos momentos como ter sido campeão europeu de sub-16, a minha primeira internacionalização A contra Israel, jogo em que marquei também um golo, ter sido vice-campeão europeu em 2004, naquele que foi considerado o melhor Europeu de sempre e organizado pelo nosso país, bem como ainda o Mundial de 2006, em que vivi momentos que jamais esquecerei".
Simão Sabrosa agradece aos "colegas, médicos, massagistas, selecionadores, treinadores, corpo técnico e dirigentes" e aproveita para dizer que continuará "sempre a apoiar a seleção fora das quatro linhas e ainda para desejar a todos os maiores sucessos futuros".
Gilberto Madail emocionado
O presidente da FPF, Gilberto Madail, elogia o percurso de Simão Sabrosa, em
nota publicada também na página do organismo
e salienta o "empenho que o avançado demonstrou ao serviço" de Portugal.
"Fiquei emocionado ao ler a carta que o Simão me enviou. Lamento a decisão, mas tenho, naturalmente, que aceitá-la, respeitando os motivos invocados, para além de registar com agrado as suas palavras de apoio. Nesta altura, devo destacar e agradecer todo o empenho com que o Simão sempre encarou os trabalhos da 'Equipa de Todos Nós'. Tive muitas conversas com ele ao longo dos tempos, até pelo facto de ele ser um dos capitães de equipa e recordo bem o grande orgulho que sentia em representar Portugal. Esse era o valor mais importante para ele. Nunca me esquecerei dos bons momentos que vivemos na seleção - e foram muitos", escreve Gilberto Madaíl.
O líder federativo aplaude ainda o talento do jogador, formado no Sporting. "Quer pelo seu enorme talento, quer por esta enorme vontade de servir o país da melhor maneira possível, o Simão é e será sempre um símbolo da seleção nacional. Agradeço-lhe, em meu nome pessoal, da FPF e do futebol português, tudo o que fez pela nossa seleção, desejando-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais", remata Gilberto Madail.