Ministro da Presidência insiste que o Governo não recebeu informação privilegiada sobre o negócio PT/TVI. E acusa a comissão de inquérito de "não ter factos" que comprovem "as falsas acusações" que faz. (Veja vídeo SIC no final do texto)Clique para visitar o dossiê Face Oculta
Silva Pereira reiterou que o Governo não recebeu qualquer informação privilegiada sobre o negócio PT/TVI
Alberto Frias (foto tirada com telemóvel)
Pela primeira vez, em mais de 50 audições parlamentares (entre comissão de ética e comissão de inquérito), um depoente recorreu a meios tecnológicos para auxiliar a sua audição. O ministro da Presidência recorreu às imagens da conferência de Imprensa, no final do Conselho de Ministros, de dia 25 de Junho, em que se referiu ao negócio da PT para mostrar que a oposição teve um "acto falhado" quando o chamaram a depor. Com grande veemência e alguma agressividade, o ministro desvalorizou os trabalhos da comissão e acusou os deputados de andarem "desesperadamente" à procura de provas para incriminar o Governo.
A base do depoimento de Silva Pereira está nas declarações do ministro, nas quais afirma que "não há perspectiva de negócio" com a Prisa, de acordo com informações dos "intervenientes no processo". Foi com a recuperação destas declarações que, quinta-feira passada, o deputado do Bloco de Esquerda, João Semedo requereu a presença do ministro no Parlamento. Em resposta, o ministro acusou o deputado e relator da comissão de "falta de isenção", de "tirar conclusões" sobre bases "falsas" e de "truncar com demasiada ligeira" as declarações proferidas.
Ministro fala em provas
Com efeito, o ministro referiu o comunicado da PT, de 23 de Junho, à CMVM, uma declaração de Henrique Granadeiro à agência Lusa e o comunicado da Prisa, ambos de dia 25. "São provas", diz o ministro, de que havia informação pública que permitia ao Governo referir-se ao negócio sem qualquer "informação privilegiada".
João Semedo reagiu, considerando que o ministro mostrou, na conferência de Imprensa no final do Conselho de Ministro, saber que "o negócio não iria para a frente", com grande certeza, o que "na altura não era possível afirmar, apenas com base na informação pública disponível".
"Percebo o desespero dos que têm uma tese para provar", afirmou Silva Pereira, negando todas as dúvidas que lhe foram colocadas pela oposição. O PSD, pela voz de Agostinho Branquinho, acusou o ministro de usar um "tom intimidatório" e de "tirar conclusões, que não lhe compete fazer".
Desde o início que aqui me pronunciei contra esta Comissão de Inquerito, que não passa de chincana politica, de onde não sai prestigiado o Parlamento, os Deputados, nem os politicos em geral. Fui do mesmo modo contra todas as Comissões desde o caso BPN e dos Submarinos. O seu a seu dono e a César o que é de César. Nem a politica se deve meter na Justiça nem a Justiça na politica. A verdadeira Comissão de Inquerito em politica são as eleições e só o povo é soberano no seu julgamento politico, mal ou bem, mas deve ser respeitada a sua vontade, que é o que não está a acontecer em Portugal. O povo pode ainda não ser culto na sua maioria, mas já deixou de ser analfabeto na sua totalidade e a acreditar na sondagem que foi feita, não atribui qualquer importância. Isto só de quem não tem mais nada que fazer e quem não consegue apresentar qualquer ideia para resolver os problemas graves do País, é que se pode entretem com palermices destas.
Para quem nunca percebeu concretamente o porquê de continuarmos na cauda da Europa e até que nível pode chegar a incompetência nacional, basta assistir a um punhado de sessões das comissões parlamentares para se ficar esclarecido sobre este estranho fenómeno.
As limitações técnicas, a falta de objectividade, a ineficiente gestão do tempo, a discussão prolongada e infrutífera de pormenores sem importância em detrimento da análise de questões nucleares e a imposição forçada de resoluções/opiniões por parte de uma minoria ajudam a explicar o estado da nossa sociedade e do nosso país.
Que degradante e confrangedor exemplo este, de fraca educação e deficiente produtividade é oferecido diariamente por esta gente soberba, a quem tem a infeliz ideia de desviar os olhos nos dias que correm e por instantes que sejam, para os corredores do poder luso.
O que está em causa não é o apuramento da verdade. O que está realmente em causa é a tentativa de imposição de uma versão da verdade, por aqueles que não tendo tido a capacidade nem o engenho de ganhar o jogo dentro das quatro linhas e do tempo regulamentar não desistem desse seu desejo, tentando agora a sua sorte com jogadas de diversão e de bastidores.
Gostava de ter visto o baile que a Comissão Para-Lamentar deve ter levado!!!!
Estas comissões metem-me NOJO! Sério, verdadeira REPULSA!
Acho que os seus actores são criaturas execráveis que desmerecem de uma República digna desse nome! São individuos mediocres que, numa empresa privada, não passariam de funcionários medianos. No entanto, fazem parte do baluarde da República. Por isso a República está como está!!!....
Pelo tom agressivo e forma pouco elevada como são apresentadas algumas das questões, a apenas determinados depoentes, é possível depreender, sem margem para qualquer dúvida, que o veredicto desta comissão foi há muito traçado e que por isso os seus desígnios estão completamente inquinados. ESTAS COMISSÕES ESTÃO VICIADAS.
Alguém no seu perfeito juízo julga possível que as certezas demonstradas convictamente pelos deputados da oposição, nas suas inúmeras intervenções, resulte no afastamento da hipótese de interferência do Sr. Sócrates no alegado processo de silenciamento da comunicação social Portuguesa, mesmo que sejam incapazes de provar com base em provas irrefutáveis o que quer que seja?
Para quê perder tempo a convocar e ouvir pessoas com as mais diversas responsabilidades, quando à partida os deputados da oposição se arrogam o direito de tirar ilações do que não é afirmado ou proferir respostas às questões que vão colocando? Não seria mais fácil, corajoso e mais honesto apresentarem de vez uma moção de censura ao governo com base em coisa nenhuma?
Tal como D. Sebastião, o exército de acéfalos, produto directo e esperado da campanha de intoxicação mediática constante em torno de inúmeras falsas questões sobre o governo actual do país, nunca chegou a romper o espesso nevoeiro cinzento que teimosamente alguns insistem em criar.
1) Porque se deu inicio a uma comissão de inquérito sem que se tenha concluído a comissão de ética?
2) Para quando é esperada a publicação das conclusões da comissão de ética?
3) Como é possível numa mesma sessão da comissão de inquérito ao caso PT/TVI serem efectuadas as mesmas perguntas aos depoentes 2, 3 ou 4 vezes por deputados de partidos distintos?
4) Como se justifica a colocação de perguntas na comissão de inquérito ao caso PT/TVI em tudo idênticas às perguntas efectuadas pelos mesmos partidos durante a comissão de ética? Porventura pretenderão os Senhores deputados, responsáveis pela colocação de perguntas às quais já se obtiveram respostas, dar um exemplo de produtividade ao país? Será que se vai propor a constituição de uma terceira comissão para que se possam colocar novamente as mesmas questões pela enésima vez?
5) Se não existissem estas comissões pós-modernas o que é que os deputados que as constituem estariam a fazer? Querem reduzir os custos da nossa democracia? Reduzam o número de deputados em pelo menos 50% pois se estes deixaram de fazer outras tarefas para se dedicarem a este espectáculo inútil é porque as suas outras incumbências devem ser ainda mais inúteis.
Silva Pereira compareceu nesta comissão de inquérito como, pelas declarações proferidas na altura, tivesse informação privilegiada sobre o negócio que a ser provada comprometeria o Governo.
Mas Silva Pereira foi à comissão de inquérito com todas as provas do que disse na altura e confrontou os deputados, e os cretinos do bota abaixo, com essas mesmas provas.
Em conclusão, verifica-se que os deputados da oposição já não sabem o que hão-de fazer para disfarçar a ridicularidade que ficaram expostos assim como, alguns nestes forum, já não sabem o que hão de dizer para disfarçar a sua cretinisse a sua postura desonesta.
mentiu ou não acerca da PT e TVI? Então as 24 horas de cada dia e durante séculos, não chegavam para todas as comissóes de inquerito acerca das mentiras dos politicos neo liberais que afundaram o País, a começar não só pelo S, mas também o PSD e o CDS.
Afinal o Sr. Ministro, para além de negar tudo,ainda se permitiu, fazer acusações.
É um comportamento de quem está habituado à prepotência e se considera acima de tudo e todos.
Este é um simples facto, mas sobejamente demonstrativo de que este país governado por gente desta, só pode continuar a caminhar para o abismo.
Para reduzir o déficite há muito onde cortar, são os grandes prémios auferidos pelos gestores, são os serviços supérfluos sem qualquer utilidade que existem por todo o país, são os desperdicios enormes que se verificam em todos os serviços do estado e não só, são os desvios de material hospitalar e não só destinado ao serviço público, para fins particulares, etc., etc.Exige-se uma fiscalização apertada e honesta á saída dos serviços públicos, como se faz no sector privado, de certeza que o estado gastaria muitos milhões de €uros a menos.
A guerra feita ao governo de Sócrates nos ultimos 2 anos tem algum sentido, a ladroagem estava a ver a sua actividade em risco, era preciso fazer alguma coisa e então há que montar caballas atraz de caballas para provocar o descrédito e assim empurrá-lo borda fora, só que ele é mais forte do que muitos pensam e continua firme no seu posto para acabar com esta roubalheira
Isto é o que dá um médico que não exerce medicina (vá-se lá saber porquê com tanta falta de médicos), ser deputado de um partido de extrema esquerda (BE/UDP) armado em investigador judicial à moda típica das comissões de saneamento de triste memória. Afinal quais são realmente as suas competências?
O Ministro SP deu uma lição de assertividade, objectidade e coerência. Fez substituir o 'parece-me que', o 'deduzo que', o 'parece que' por factos comprovados por documentos e imagens. Calou-os a todos. Pacheco Pereira ainda tentou moralizar os seus pupilos mas não tinha hipóteses perante a catadupa de FACTOS. Foi a vitória da verdade contra as suspeições.