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BPI entregou a Carlos Costa um relatório explosivo

Uma equipa de técnicos do BPI estudou a fundo as contas do Grupo Espírito Santo, referentes a 2010 e 2011. O resultado dessa análise está condensado num relatório, datado de janeiro de 2013. O documento foi entregue em mãos a Carlos Costa. A SIC tem uma cópia desse documento, que irá revelar no episódio 2 da Grande Reportagem “Assalto ao Castelo”, no Jornal da Noite desta quinta-feira

Fernando Ulrich esteve na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao BES, em março de 2015, mas nunca mostrou o relatório aos deputados.

Em 2013, data da emissão do relatório, o BPI estava exposto ao setor mais sensível do GES, o imobiliário, com uma participação de 75 milhões de euros no capital da Rio Forte, a holding não financeira do grupo liderado por Ricardo Salgado.

Recorrendo a informação que, na CPI, Ulrich reconheceu ser pública, o BPI detalhou toda a estrutura do GES, destacando um conjunto de dados que expõem a situação de falência do grupo de Ricardo Salgado. Em dezembro de 2011, a dívida estava próxima dos seis mil milhões de euros (5880), o capital próprio era negativo em 2250 milhões de euros. O relatório do BPI alerta, igualmente, para a utilização massiva dos depósitos dos clientes de retalho na aquisição de dívida das empresas do grupo.

Em resposta à SIC, o Banco de Portugal afirma ter integrado os dados do relatório no mapa de procedimentos inspetivos que tinha definido para o BES.

O relatório do BPI data de janeiro de 2013. O Banco de Portugal terá sido informado da sua existência em maio. Em agosto, Carlos Costa coloca a sua assinatura no rosto do documento, confirmando que o recebera. O BES foi resolvido um ano depois, a 3 de agosto de 2014.