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S.F.F., não arquivar o 'Freeport'

Henrique Monteiro
8:00 Segunda feira, 6 de abril de 2009

No 'caso Freeport', de duas uma: ou estamos perante corrupção ou, o que é pior, conspiração. Eu, como cidadão, penso ter o direito de exigir que não se arquive o caso. Para que saibamos toda a verdade.

Nos meios da magistratura discute-se uma hipótese que me deixa sem palavras: a possibilidade de arquivar o 'caso Freeport'. Nada seria mais nocivo para este país e para a imagem já ultradegradada da nossa Justiça.

Suspeições e preferências à parte - quem sou eu para suspeitar?, mas as minhas preferências vão para um primeiro-ministro eticamente irrepreensível, pelo que desejo que ele não tenha nada a ver com o caso -, estamos perante uma dicotomia da qual não podemos fugir: ou houve corrupção (seja para acto lícito ou ilícito) ou houve coisa pior - conspiração para desprestigiar, atacar ou mesmo derrubar um primeiro-ministro democraticamente eleito.

Goste-se ao não de Sócrates, a segunda hipótese é mais temível do que a primeira. Porque, em boa verdade, a corrupção supera-se com punição e a conspiração, se não for desmascarada, deixa um país à mercê de um grupo obscuro de pessoas cujos interesses e meios de actuação não conhecemos.

Não é, pois, irrelevante - ainda que expirados os prazos legais para a punição prevista na Lei - que se investigue ou não o caso.

Eu, que só sei o que todos sabem e que quero crer que o nosso primeiro-ministro não está envolvido, exijo, como cidadão, uma investigação profunda ao caso. Uma investigação sem tibiezas nem barreiras ou pressões. Uma investigação com os meios que forem necessários. Não é possível um país admitir que tem um grupo de pessoas que envolve políticos, jornalistas, magistrados e polícias capazes de tamanha campanha negra e de tão poderosa conspiração.

Se, no âmbito de tal investigação, se determinar que houve corrupção, e que portanto as denúncias e cartas anónimas se baseavam em suspeitas firmes e não em mera conspiração, que sejam punidos os corruptores e os corruptos. Se legalmente se entender que o prazo para a punição já prescreveu, há que entender que do ponto de vista político e moral esses prazos não existem. Se, por absurdo, houver provas concludentes contra o primeiro-ministro (ou alguém ligado de alguma forma ao poder nacional ou local), é natural que haja sanção política e moral sobre essas pessoas.

O refúgio no paradoxal segredo de Justiça, aliás regularmente violado, ou nas pregas e dobras da lei para que nada fique esclarecido é, neste caso, um duplo crime! É ocultar-nos, uma vez mais, o que se passou e é permitir que um dos crimes (corrupção ou conspiração) se repita.
É intolerável os cidadãos permitirem o arquivamento do caso. Por favor, não o façam!

Henrique Monteiro

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Justiça à portuguesa
Trapezio (seguir utilizador), 5 pontos (Interessante), 15:24 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Em Portugal, devido ao "respeitinho é muito bonito" herdado de séculos de colonialismo e ainda mais 40 anos de ditadura salazarista, tudo o que seja investigar Poderosos é visto como um atentado à Ordem e Progresso do país (quase como um atentado terrorista), e não como funcionamento do Estado de Direito, no qual, perante a lei, todos os cidadãos são iguais. Foi assim que, por exemplo, se PREFERIU ENCERRAR UMA UNIVERSIDADE SUSPEITA DE PASSAR DIPLOMAS FALSOS, AO INVÉS DE SE INVESTIGAR A FUNDO AS LIGAÇÕES DESTA COM O PODER ...

Já nem me interessa saber se há culpados ou não no caso Freeport, a mim bastou-me o caso Independente para ter uma ideia bastante concreta do tipo de políticos que anda por aí e do tipo de seita que os apoia ...
 
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VISCOPE (seguir utilizador), 1 ponto , 22:21 | Sábado, 11 de abril de 2009
SFF NÃO ARQUIVEM O FREEPORT
odisseia na terra (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 17:06 | Terça feira, 7 de abril de 2009
TUDO É ESTRANHO NESTE NOSSO PORTUGAL…

Aos atropelos diários da VERDADE feitos pelo governo Socrático junta-se a inércia do Presidente em receber o representante do Sindicatos dos Magistrados do Ministério Publico.

É TUDO NO MINIMO MUITO ESTRANHO

Vamos assistindo todos os dias a episódios que consubstanciam a mais descarada e grosseira violação da obrigação de TRANSPARENCIA a que as instituições devem estar obrigadas numa DEMOCRACIA.

O que está em causa no caso FREEPORT é muito grave.

O governo, este governo há muito que perdeu a calma e a postura de estado recomendada para gerir situações do calibre do caso FREEPORT. Insiste na fuga prá frente, na tese da campanha negra, na movimentação dissimulada, oculta, maçónica... mobilizam altos magistrados de nomeação politica e inclusivamente ministros para tudo fazerem em desfavor do esclarecimento que este país dramaticamente clama… saber se Sócrates é ou não corrupto.

Numa DEMOCRACIA os sustentáculos da mesma são o poder politico, o poder judicial e o poder dos média… existem para mutuamente se controlarem e infelizmente por cá nada é assim.

Quanto ao poder politico já estamos todos devidamente esclarecidos... é o que é.
O poder dos media quase que Não existe... a imensa maioria dos jornalistas estão nas mãos das Agencias de Comunicação e os poucos que presumem de independência têm receio de beliscar os poderes instituídos... No presente caso os socialistas de Sócrates tudo têm feito para intoxicar e demonizar inicialmente o Publico e nos últimos tempos a TVI. Esta estação de televisão tem-se limitado a divulgar o que em qualquer país civicamente evoluído seria NOTICIA… só em Portugal é que um DVD com o conteúdo do que foi divulgado é que pode ser considerado por alguns como uma campanha de intoxicação.

Antes todos podemos ler, agora todos ouvimos e vimos um dos protagonista deste folhetim, o tal Smith, a dizer que Sócrates é corrupto... convenhamos que CAMPANHA NEGRA a existir é de parte do governo em relação ao dever de informação e transparência que deve ter para com todos os cidadãos desta miserável republica.

A situação é tão ridícula que o nosso primeiro-ministro propõe-se agora processar um jornalista por um artigo de opinião publicado no DN… é sem duvida alguma a fuga prá frente e um aviso á navegação ao estilo de “quem se mete com o PS, leva”.

O episódio do presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Publico a falar de pressões incomportáveis é muito grave e devia preocupar todos os que se arrogam de Democratas sejam eles de esquerda ou de direita. As pressões pelos vistos existiram e têm uma cara, a do magistrado Lopes da Mota.
   
Já não bastavam as histórias macabras em que este moço de recados do PS esteve envolvido (FELGUEIRAS - suspeitas sobre um alegado favorecimento a Fátima Felgueiras, fornecendo-lhe uma cópia da denúncia ainda antes da PJ de Braga iniciar investigações) como agora ficámos a saber que é ele o elemento de contacto entre as autoridades nacionais e inglesas sobre as investigações do caso FREEPORT… SOMOS TODOS EFECTIVAMENTE UNS MENINOS!

Tem sido cómico ver este alto magistrado que vive em Haia unicamente por nomeação politica do PS multiplicar-se em explicações sobra as alegadas pressões que diz que não exerceu sobre os magistrados que investigam o caso FREEPORT.

Parece que em dois contactos, quarta e quinta-feira da semana passada, este socialista, o Lopes da Mota, disse aos procuradores que investigam o caso Freeport SÓ isto: "Isto (caso Freeport) vai ser outro processo Casa Pia para o Ministério Público", "vocês estão sozinhos nisto e lixados", isto a fazer fé no que vem hoje nos jornais. E mais disse, "isto vai ter pesadas consequências para vocês". Quem é este INIGMÁTICO “vocês"?
Na quinta-feira, em novo contacto, Lopes da Mota invocou páginas exactas do Comentário Conimbricense do Código Penal, na questão da prescrição do crime de corrupção para acto ilícito, considerando que os eventuais crimes em causa no Freeport estavam prescritos… este Lopes da Mota é mesmo um gajo porreiro que se preocupa com os seus amigalhaços
   
Eloquente. ALGUEM ME DIZ O QUE ISTO É?
               
Em todo este folhetim quem é constantemente desrespeitado somos todos nós, os portugueses… toda esta historia merecia um outro tratamento… de parte do Ministério Publico mais elevação e objectividade (adoro ver aquela magistrada que perante qualquer questão sobre o FREEPORT responde com risos e sorrisos tal qual uma simpática avó a falar dos seus queridos netos), do Governo mais sobriedade e disponibilidade para o apuramento da verdade, dos media mais elevação e exigência… é dos jornalistas que já só espero que surja a VERDADE… mas como vivemos em Portugal muito temo que as coisas se vão prolongando no tempo até caírem no esquecimento.
 
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Freeport
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 16:08 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Em referência ao seu brilhante artigo, limito-me a a transcrever as suas últimas palavras, que têm toda a razão de ser, dada a situação a que chegámos neste caso:
"E INTOLERÁVEL OS CIDADÃOS PERMITIREM O ARQUIVAMENTO DO CASO. POR FAVOR, NÃO O FAÇAM"
 
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Falso!
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 18:51 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
"... a corrupção supera-se com punição e a conspiração, se não for desmascarada, deixa um país à mercê de um grupo obscuro de pessoas cujos interesses e meios de actuação não conhecemos." (Henrique Monteiro)
___________________________________________

Se a corrupção se supera com punição a conspiração também!

Porque é que não recupera tudo o que foi escrito por si e pelos seus (então) colegas do Expresso (JAS/JAL/FM/etc) sobre o caso Moderna?

Nessa altura não se colocou do lado da tese conspirativa, pois não? Nessa altura, a tese que importava destacar era a da corrupção e não a tese da conspiração, ou não é assim?

Quando o Expresso contribuiu, semana após semana, mês após mês, para a tese conspirativa contra Paulo Portas, tese que depois não deu em nada, já não se preocupou nada que o país estivesse "à mercê de um grupo obscuro de pessoas cujos interesses e meios de actuação não conhecemos", pois não?

Diga-nos, HM, porque é que se coloca aqui no lugar de alguém que acha que JS não tem nada a ver com o assunto?

Sabe, alguém me disse que um Secretário de Estado deste governo adjudicou um fornecimento a uma empresa, tendo-lhe pedido para aumentar a proposta em mais 50 mil euros. Depois, quando a empresa recebesse o pagamento, ser-lhe-ia comunicado o NIB da conta para onde deveriam transferir 40 mil. É um Secretário de Estado que o HM também deve achar que nada tem a ver com o assunto. Ah, e eu, obviamente, faço parte da tese conspirativa! Pois, pois!
 
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Não arquivem o 'Freeport' S.F.F
Nanquim (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 6:08 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Plenamente de acordo com o pedido implícito no título.
De acordo com a argumrntação que o justifica.
Desacordo total com o último paragrafo pois está demasiado próximo de um apelo á desobediência civil.
Em vez dele eu escreveria: Por favor senhores magistrados... vejam o que os cidadãos pensam de vocês e comecem a trabalhar de acordo com os vossos juramentos de tomada de posse antes que a sociedade fique fora de controle!!!
E CUIDADO!!! Pois a desobediência civil pode virar-se precisamente contra Socrates, pois é mais fácil as massas populares criticarem o que está mal do que apoiarem o que está bem... e quanto ao primeiro ministro de quem manifestamente não gosto não podemos esquecer:
-o caso Freeport, em que esperou todo este tempo para atacar os seus detratores;
-o caso da sua licenciatura na Universidade Independente.
-o caso dos projetos da guarda.
-o caso do fumo no avião fretado.
-e politicamente o primeiro-ministro atravessou o mandato debaixo de acusações de arrogância, autoritarismo e intolerância e vendo multiplicar-se os manifestantes, nas ruas, chegando ao ponto de tomar atitudes que beliscam a democracia: polícias a invadir sindicatos antes de manifestações, processos por delito de opinião, e para se defender agastado, invoca campanhas negras e manipulações.
-As promessas como a dos 150.000 esquecem-se com facilidade.
-A demagogia: Robin dos Bosques.
-No partido a imposição de ideias é um absurdo e quem tem opiniões é estigmatizado, ofendido e marginalizado.
-A presença do enviado de Hugo Chaves ao congresso e sequente erradicação do orçamento da Venezuela, das verbas para o contrato comercial com portugueses.
-A ausência da cimeira europeia.
-Os erros do Magalhães e a exportação do mesmo.
-As declarações intempestivas sobre a manifestação ao voltar da sua viagem.
-A cena da opereta do CCB
-O teatro trágico-cómico das pressões sobre o sistema judicial.
Até já Mário Soares avisou que os portugueses estão indignados com tanta coisa... e ele não costumar enganar-se!!!
 
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Quem não deve não tem medo da inversão do ónus!
ajotaef (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 3:06 | Quinta feira, 9 de abril de 2009
O primeiro-ministro rejeitou hoje a proposta do PSD que criminaliza o enriquecimento ilícito por considerar que inverte o ónus da prova e o líder parlamentar social-democrata concluiu que o PS não quer combater a corrupção.
Que se saiba o PM não é jurista e estanha-se que saiba tanto de ónus da prova nesta matéria!
Se Paulo Rangel contestou que o diploma do PSD inverta o ónus da prova e disse que a posição de José Sócrates "entra em contradição com várias pessoas do PS, com Ana Gomes, com João Cravinho, mas também, curiosamente, com Vital Moreira"cabeça-de-lista do PS às eleições europeias…nós poderemos concluir que o PM tem medo de ser o primeiro a ser punido pelo crime do enriquecimento ilícito!
Por isso é que agora se entende porque é que o PM e os seus amigos estão tão seguros de sair ilibado do caso Freeport!
As provas materiais do crime foram meticulosamente destruídas por quem sabia bem o que estava a fazer.
O que caracteriza o crime de corrupção é precisamente esta mestria em fazer tudo por debaixo da mesa sem deixar qualquer rasto, prova física, indício nem qualquer testemunha viva.
Os crimes de sangue que andam associados e este tipo de crime mafioso resultam precisamente da necessidade de calar quem sabe demais.
Diz o PM:
Nós estamos disponíveis para punir severamente todas as ilicitudes e o enriquecimento que seja ilícito também, se é ilícito deve ser penalizado. Não estamos de acordo com a inversão do ónus da prova quando se pretende punir um crime, atribuir culpa", respondeu o primeiro-ministro, rejeitando a proposta do PSD.
O que é que o engenheiro Sócrates entende por inversão do ónus da prova?
Terá aprendido isso com o professor de inglês que lhe deu as 4 ultimas cadeiras da suposta licenciatura em engenharia?
"Vital Moreira, no dia 30 de Março, escreveu no seu blogue a respeito do crime de enriquecimento ilícito e até defendendo a inversão do ónus da prova, que é uma coisa que a nossa proposta não está", invocou Rangel, citando o constitucionalista: "Pessoalmente, penso que em caso de enriquecimento injustificado de titulares de cargos políticos deveria encarar-se tal possibilidade".
O líder parlamentar do PSD alegou ainda que "a jurisprudência do Tribunal Constitucional, diz que não há inversão do ónus da prova neste tipo de crimes, que são os crimes de perigo abstracto".
"O PS que não quer travar o combate à corrupção", concluiu Paulo Rangel. "Não está de alma e coração com o combate à corrupção, não está interessado no combate à corrupção"….porque tem o Freeport à porta!
 
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A Berlusconização da República
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 8:48 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Concordo integralmente com mais este lúcido artigo de Henrique Monteiro. Só quero fazer uma pequena adenda. No caso de, hipoteticamente, se provar a culpa do PM, não ficarão automaticamente apagados todos os atropelos cometidos, principalmente, pela TVI e o Sol. A sua sede de intervir no tabuleiro político a seu bel-prazer, em vez de investigar e informar de uma forma isenta, não será saciada com uma vitória no caso Freeport e caminhar-se-á mais um passo em direcção à Berlusconização da República. Em Itália chegou-se por esta via a um regime no qual a corrupção do PM ficou provada em tribunal, resultando na condenação do seu corruptor, e o PM nem sequer pode ser constituído arguido, em "virtude" de uma lei que ele próprio fez passar no parlamento. Por isso, prefiro continuar a acreditar na inocência de Sócrates e na sua capacidade de resistência. Julgando do nível intelectual e moral demonstrado especialmente pelos linchadores da TVI, creio que esta hipótese ainda é a mais plausível.
 
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    Re: A Berlusconização da República    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 11:13 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
    Re: A Berlusconização da República    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 9:29 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    TVI e Sol    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 10:29 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Re: TVI e Sol    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 11:48 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Processo em hibernação    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 12:03 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Re: Processo em hibernação    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 13:58 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Pró-forma    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 14:22 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Re: TVI e Sol    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:40 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Re: TVI e Sol    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 9:52 | Quinta feira, 9 de abril de 2009
    Re: TVI e Sol    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 9:58 | Quinta feira, 9 de abril de 2009
    Re: TVI e Sol    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 11:49 | Quinta feira, 9 de abril de 2009
    Re: TVI e Sol    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 2:30 | Quinta feira, 9 de abril de 2009
    Re: A Berlusconização da República    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 10:51 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Aqui não há censura    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 11:13 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Re: Aqui não há censura    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 19:06 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Re: Aqui não há censura    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 2:38 | Quinta feira, 9 de abril de 2009
    Re: A Berlusconização da República    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 2:34 | Quinta feira, 9 de abril de 2009
    JSD    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 13:58 | Sábado, 11 de abril de 2009
    JSD = joventude socialdemocrata    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 19:04 | Sábado, 11 de abril de 2009
    Vituperações    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 19:27 | Sábado, 11 de abril de 2009
Sórdido
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 11:36 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Sordidez, vileza, ineficácia, inacção, compadrio, são algumas formas de caracterizar aquilo a que se convencionou chamar, em Portugal, Justiça. Ao que parece também são Meninos queixinhas, incapazes de se afirmarem como Homens.
Não espero absolutamente NADA da Justiça Portuguesa, sobretudo desde que OUÇO o sepulcral silêncio do mais alto magistrado da Nação...
NENHUM esclarecimento, sobre a acusação que tem vindo a ser feita pela imprensa-justiceira ao PM de Portugal, vai sair deste caso, até às eleições. Vai uma aposta?
 
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Nem mais meu caro ...
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Segunda feira, 6 de abril de 2009

Estará Sócrates metido na embrulhada ou foi esratégicamente preparada a embrulhada para o denegrir ??

Assumo que não gosto dele mas como cidadão exijo que seja punido quem infringiu ( se é que existe ) ou então que seja severamente punido quem engendrou tamanha cabala ...

Impunidade e/ou prescrição não é solução , para bem dos envolvidos e do país .

Celeridade , isenção e justiça EXIGE-SE !!!!

 
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    Desobediência civil?    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 11:53 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
    Ooops    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 11:59 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
    Re: Desobediência civil?    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 14:35 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
    Re: Nem mais meu caro ...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 14:04 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Parabens a Henrique Monteiro...
vasil (seguir utilizador), 1 ponto , 11:54 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
É preciso não calar. É preciso repetir e tornar a repetir se ainda queremos conserver uma réstia de dignidade como cidadãos e como Nação.

Repetir os princípios e fazé-los cumprir. Exigir o cumprimento, exigir o esclarecimento total da questão.

Exigir Justiça! Porque senão não passaremos de um 'bando', de uma alcateia (ou mais), e de vários rebanhos.

É preciso não deixar esquecer...
É preciso em nome das gerações futuras, da formação da juventude, em nome da nossa sociedade e do nosso futuro, que se saiba tudo o que aconteceu... Com ou sem 'prescrição', até porque a prescrição é uma questão formal...

A justiça em Portugal choca sempre com 'questões de forma'... Subterfúgio dos mandantes e dos que vivem à custa de quem trabalha...

A questão foi muito bem colocada pelo autor do artigo... É preciso incorporar as ideias expostas e repeti-las aos mais diversos níveis para que os portugueses não venham a perder totalmente a sua dignidade.
 
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    Re: Parabens a Henrique Monteiro...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 14:45 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Desobediência civil?
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 11:56 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Será que estamos perante uma incitação à desobediência civil?
 
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    Re: Desobediência civil?    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 3:31 | Quinta feira, 9 de abril de 2009
Henrique Monteiro
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 12:02 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
Henrique Monteiro: PERFEITO! (a inteligencia ao serviço do jornalismo)
 
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Freeport...
Cool Carlos (seguir utilizador), 1 ponto , 13:08 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
O nome é sugestivo: Porto Livre!
É nisto que se transformou Portugal, um país - o meu país - que mais parece um sítio mal frequentado de gente intelectualmente indigente onde o verso e o reverso são possíveis em simultâneo e onde TUDO é passível do maior estardalhaço desde que inconsequente, inócuo e indolor para todos.
Mas é preciso dizer "...doa a quem doer...", etc, etc, etc.
Não há condição, SEQUER, para comentar!
 
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A inquinação do processo Freeport ...
CãodaRosa (seguir utilizador), 1 ponto , 13:42 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
O chamado caso Freeport teve origem, tanto quanto se sabe, numa carta anónima remetida para o Departamento de Investigação Criminal de Setúbal da Polícia Judiciária. A forma como os factos foram dados a conhece, é tão legítima como qualquer outra, está prevista na nossa legislação processual penal (cfr. Livro VI - Título I - Capítulo I - Artigos 242º e sgts, do CPP), e no caso da denúncia anónima, dispõe o Artº. 246º, nº 5, alíneas a) e b), que esta só pode determinar a abertura de inquérito se houver indícios da prática de crime, ou se constituir crime. Foi considerada a primeira hipótese e instaurado o competente procedimento criminal, com comunicação à Autoridade Judiciária competente, no caso o Ministério Público da Comarca do Montijo. A oportunidade da denúncia, levantou logo na altura os habituais clamores políticos, com o rosário de suspeições que a relacionavam com o período eleitoral em curso na época. Começa aqui a estar inquinado um processo que, em condições normais, num país normal, com políticos normais, seguiria os seus trâmites sem turbulências até ao cabal esclarecimento dos factos. Assim não foi sucedendo-se cirúrgicas fugas de informação, após uma aparente paragem da investigação durante três ou quatro anos. Decorrido este tempo e como que por milagre, ressuscita-se um processo para comunicação social apenas para ser usado como arma de arremesso politiqueira e manda-se para as malvas o interesse da JUSTIÇA, que devia funcionar fosse quem fosse o corrupto.
 
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Magistrado?
Lumiare (seguir utilizador), 1 ponto , 14:14 | Segunda feira, 6 de abril de 2009
É raro o dia que não ouvimos falar do Ministério Público, quando não é a Dra. Maria José Morgado a dar-nos lições de moral é o (sr.) Palma a lançar suspeitas sobre intimidações a investigadores. Os nossos magistrados do Ministério Público são uns verdadeiros sacerdotes da democracia, levam muito a sério a defesa da democracia (que pouco ou nada lhes deve) e dos bons valores.
Mas será que a democracia está assim tão protegida por este clube de sacerdotes? Quem os escolheu, quem os controla, quem verifica os seus actos, como adquiriram valores democráticos? A verdade é que são funcionários públicos como todos os outros, andaram nas mesmas escolas, gostam dos mesmos carros, ambicionam as mesmas aposentações tranquilas. Não receberam nenhum certificado de honestidade que os coloquem acima das nossas suspeitas, não andaram em nenhuma escola que os tenha transformado em seres superiores. Conheci alguns enquanto estudante e já como funcionários, são seres comuns como eu, uns mais burros, outros mais inteligentes, uns mais modestos, outros mais ambiciosos, uns do Benfica outros do Sporting ou do Porto. Não estão acima dos nossos defeitos, não estão menos empenhados politica ou partidariamente quanto os outros.
Então porque se sentem acima dos outros? Porque podem propor que os outros sejam pesos, porque podem lançar acusações e mandar os segredos, muitos deles falsos, para a comunicação social.
Depois é o espectáculo triste a que todos os dias assistimos na comunicação social, é raro o telejornal que não noticia mais um falhanço nas salas dos tribunais, o Pinto da Costa, a Fátima Felgueiras, o Ferreira Torres, todos saem dos tribunais a gozar com os magistrados do Ministério Público. Mas estes continuam armados em sacerdotes intocáveis e acima de qualquer instituição enquanto o povo, vítima da sua incompetência, descrê numa democracia incapaz de julgar alguém, de separar o trigo do joio da sua classe política.
É tempo de avaliar o Ministério Público, de conferir se é assim tão independente dos partidos como é suposto, se cumpre as regras que lhe cabe velar, se as suas investigações servem para condenar nos tribunais ou na praça pública com recurso a processos difamatórios. Já que estamos em Abril seria interessante fazer um balanço deste Ministério Público na perspectiva do funcionamento da democracia
Cuidados a ter quando se almoça com um procurador
Nos tempos que correm não basta saber escolher os talheres, ordenar os copos e colocar o toalhete suavemente sobre as pernas para almoçar com um procurador, é indispensável porque são gente fina e socialmente elevada, para além de terem o estatuto de sacerdotes da democracia pois exercem um “ministério”, mas não basta.
Nos tempos que correm nunca sabemos quando um procurador se pode sentir, ofendido, ameaçado, intimidado, pressionado, influenciado ou outras coisas próprias de gente sensível e temerária. Corremos um sério risco de ainda estarmos a fazer a digestão e enquanto nos esticamos no sofá tomar um digestivo ligarmos a televisão e darmos de caras com o senhor Palma a denunciar uma intimidação sobre os seus colegas e a pedir uma audiência a Cavaco Silva através das câmaras.
Antes de nos sentarmos à mesa com tão distintas e sensíveis personalidades convém mandar estudar o nosso arbusto genealógico para nos certificarmos de que até à quinta geração não temos ninguém na família com ligações a Sócrates ou a qualquer outro potencial inimigo da corporação dos justiceiros, um ministro, um presidente da câmara ou mesmo um presidente de junta se na jurisdição da mesma mora algum procurador. Se um nosso antepassado andou a fazer das suas para os lados da Covilhã e insistirmos no almoço a conversa deve resumir-se a um “olá, bom proveito” e, para finalizar, um “até à próxima se Deus quiser”.
Não convém sequer falar de meteorologia, ninguém sabe se o procurador é agricultor nos fins-de-semana e qualquer previsão de seca se transforma uma praga, se o homem for supersticioso imagina logo que está a desejar que sobre as suas terras caia uma praga de gafanhotos. Vai para casa, não dorme a pensar na desgraça que se avizinha, deixa de poder investigar com a necessária serenidade, acorda sobressaltado a meio da noite, pega no telefone e liga ao senhor Palma a denunciar que foi vítima de uma intimidação. Vão descobrir que o procurador está a investigar os dinheiros numa off-shore, que lá estão depósitos de um primo do seu vizinho com quem toma regularmente a bica, isto é, a praga foi lançada a pedido do vizinho.
Se quiser rogar-lhe uma praga faça-o em pensamento e copie uma das dos cucos de Monte Gordo. Por exemplo “que havia de ter uma febre tão alta que até a fivela do cinto se derretesse”, ou que “havia de ter uma dor de estômago tão grande, tão grande que quanto mais doesse mais corresse, quanto mais corresse mais doesse e quando parasse arrebentasse”. Mas faça-o em silêncio e longe do magistrado, nunca se sabe se já não há por um aí uma nova tecnologia capaz de escutar o que pensamos.
Bem, o melhor é não almoçar com magistrados para ficarmos a salvo dos ouvidos do senhor Palma, vai ver que pode almoçar descontraído e falar de tudo sem recear que o seu interlocutor faça xixi pelas calças abaixo e vá a correr queixar-se ao senhor Palma.
 
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ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 2:57 | Quinta feira, 9 de abril de 2009
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