26/05/2012 atualizado às 20:05
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Setúbal: paredes laterais do mercado do Livramento em risco

Presidente de Câmara de Setúbal  anunciou que o mercado do Livramento, onde ocorreu uma derrocada que fez cinco mortos, vai encerrar.

9:08 Quarta feira, 8 de fevereiro de 2012
As paredes laterais do mercado do Livramento, onde ocorreu uma derrocada, correm o risco de caírem
As paredes laterais do mercado do Livramento, onde ocorreu uma derrocada, correm o risco de caírem
EPA/Carlos Santos

A presidente da Câmara de Setúbal disse hoje que as paredes laterais do mercado do Livramento, onde ocorreu uma derrocada que provocou cinco mortos, correm o risco de caírem e anunciou o encerramento temporário do espaço.

"O mercado do Livramento vai estar fechado amanhã [quarta-feira]", disse Maria das Dores Meira, adiantando que a "parte já requalificada do edifício não está em perigo".

A autarca setubalense falava aos jornalistas numa conferência de imprensa em que avançou com as primeiras explicações da autarquia depois do acidente que vitimou três trabalhadores portugueses, um guineense e um quinto elemento de nacionalidade ainda não revelada.

Os cinco trabalhadores da empresa ABB - Alexandre Barbosa Borges, ficaram soterrados debaixo de uma parede Centenária, com cerca de 100 metros de comprimento e oito de altura, quando procediam a trabalhos de ampliação do edifício.

"Num dia muito triste para Setúbal, em que se abateu aqui uma grande tragédia, faleceram cinco trabalhadores que estavam a trabalhar para a empresa que estava a requalificar o nosso mercado do Livramento, uma obra emblemática para a cidade de Setúbal", disse a autarca.

Causas do acidente por apurar


Segundo Maria das Dores Meira, os trabalhadores que faleceram participavam nos trabalhos da nova "zona técnica do mercado, que tinha a ver com cargas e descargas, rede de frio e tratamento de lixos".

Apesar do acidente, a Câmara de Setúbal mantém a confiança na empresa ABB, pelo menos até ao apuramento dos motivos que provocaram o acidente.

De acordo com a autarca, a ABB, empresa responsável pela obra, já está a tratar da segurança e da proteção das paredes laterais, que, [após a derrocada], também correm o risco de caírem.

Maria das Dores Meira referiu ainda que a ACT - Autoridade para as Condições de Trabalho, está a apurar os motivos que levaram ao desabamento da parede, salientando que tinha sido contratada uma empresa para fiscalizar a obra.

"A construção estava a ser acompanhada por uma empresa de fiscalização contratada para o efeito, e por técnicos da Câmara Municipal, designadamente uma engenheira que estava diariamente no local a acompanhar a fiscalização e a empresa construtora", disse.

Dia de luto municipal


Após o acidente, o proprietário de uma loja do Mercado do Livramento disse aos jornalistas que a derrocada poderá ter tido origem nas "escavações que estavam a ser feitas, sem escoramento, junto à parede".
Na sessão pública de câmara de quarta-feira, a presidente da Câmara de Setúbal vai propor um dia de luto do município em memória dos trabalhadores que faleceram.

Por outro lado, a autarca setubalense garante que a Câmara Municipal vai disponibilizar todo o apoio aos familiares das vítimas, "incluindo apoio material, se for necessário".

Ao contrário do que tinha sido anunciado, os responsáveis da ABB não compareceram na conferência de imprensa que decorreu no salão nobre da Câmara de Setúbal.

Lusa
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Quando a ACT está no terreno...
papa quase tudo (seguir utilizador), 1 ponto , 9:44 | Quarta feira, 8 de fevereiro
Previne-se o acidente.
papa quase tudo (seguir utilizador), 1 ponto , hoje às 9:11 Só no distrito de Setúbal ontem houve dois acidentes graves, em tempo de vacas esqueleticas, isto é, o parque de obras neste país está reduzido a quase nada.
A maioria das empresas (nem todas) corta onde lhe parece mais evidente economizar sem grandes estudos, na segurança no trabalho; Ora a ACT que noutros tempos tanto se queixava da falta de efetivos para fiscalizar, nesta altura não tem grandes justificações para não andar a ver as condições de segurança em que decorrem as nossas obras, já que as obras de norte a sul são residuais e não houve redução de pessoal neste serviço público que tão útil pode ser para Portugal.

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/...
 
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SHST????
PANTE44 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:45 | Quarta feira, 8 de fevereiro
Podem ser várias as causas deste acidente, erro técnico, erro humano, outros, no entanto chamo aqui a atenção para um ‘pequeno’ pormenor (importante) que raramente se fala aquando de acidentes. Onde estavam os técnicos de SHST e a fazer o quê?
 
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