26/05/2012 atualizado às 20:05

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Os políticos são todos iguais, considera Margarida Vieira. "Mas voto sempre, sempre!", diz. Este é o último de uma série de oito vídeos. Clique para visitar os postais Eleições no Lagarteiro.

Pedro Neves e José Bacelar (www.expresso.pt)
18:31 Sexta feira, 25 de setembro de 2009

As eleições vistas do Bairro do Lagarteiro

Em tempo de eleições o Expresso foi para um dos mais problemáticos bairros da cidade do Porto fazer duas perguntas: "Vota?" e "Porque é que vota?". O resultado foi uma série de vídeos e fotografias sobre o bairro e as pessoas que responderam às nossas questões. São homens e mulheres de diferentes idades e que moram em pontos diferentes do bairro. Convidamo-lo a visitar connosco o Lagarteiro e a saber a o que dizem dez dos seus habitantes 1766 habitantes.

Clique para aceder ao índice dos Postais Eleições no Lagarteiro

O Bairro do Lagarteiro é constituído por 446 fogos, onde residem cerca de 1766 pessoas, totalizando cerca de 442 agregados familiares. De acordo com o Instituto Nacional de Habitação (INH, 2006),14,3% da população do bairro são jovens, com taxas de abandono escolar de 15,8% e de 36,6% no que respeita ao absentismo.

A frequência escolar de grande parte da população limita-se ao 1º ciclo (48,4%), 20% concluiu o 2º ciclo, 8,5% o 3º ciclo e apenas 4% da população completaram o ensino secundário, factos que denunciam as fracas condições dos indivíduos para enfrentar os desafios da sociedade actual, nomeadamente no que se refere à empregabilidade e à vida em comunidade. As qualificações profissionais da população são marcadas pelo baixo nível de qualificação, revelando uma elevada fragilidade face aos desafios do emprego, que se reflecte nos 48% de trabalhadores não qualificados. As características do desemprego são vincadamente negativas, quer pelo número de desempregados (16,6%, em 2001) quer pelas fracas perspectivas de retoma de uma actividade profissional tendo em conta os níveis de qualificação profissional dos desempregados.

A economia informal de natureza diversa e as prestações sociais que asseguram um rendimento de sobrevivência (72,3% dos agregados familiares beneficiam de RSI ou de outros apoios da Segurança Social) são duas dinâmicas de "remediação" pouco estimulantes para o trabalho. Do ponto de vista sócio-familiar denota-se desestruturação e disfuncionalidade com acentuado déficit de competências individuais e colectivas, reflectido pelo número de famílias monoparentais (20,3%), sobretudo maternas, bem como a maternidade na adolescência que, em 2006, rondava os 11,1%. Esta disfuncionalidade reflecte-se também ao nível das dinâmicas das crianças mais novas, que frequentemente permanecem na rua até bastante tarde, iniciando aí os seus primeiros contactos com os jovens mais velhos e com práticas desviantes (tráfico e consumo de estupefacientes, actos de vandalismo, agressões verbais e físicas, etc.).

É este o contexto de socialização onde as crianças e jovens estruturam a maior parte das suas vivências e redes de sociabilidade. A identidade face ao espaço residencial é marcada pela visão externa do bairro, vinculada muitas vezes pela comunicação social, que divulga um conjunto de problemáticas sociais existentes no seu interior contribuindo para o agravamento do grau de exclusão e marginalização da população.

No bairro do Lagarteiro há quatro mesas de voto. Na mesa 1 há 1097 inscritos. Nas últimas eleições votaram 510 pessoas e abstiveram-se 587. Na mesa 2 há 1098 inscritos. Votaram 475 e abstiveram-se 623. Na mesa 3 há 1097 inscritos. Votaram 376 pessoas e abstiveram-se 721. Finalmente, na mesa 4, onde há 1076 inscritos, votaram 323 e abstiveram-se 753.

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Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:58 | Sexta feira, 25 de setembro de 2009
Sempre tive esperança que os portugueses não fossem ingratos e irresponsaveis. Todos sabemos que neste momento só há um, que é o Sócrates e mais nenhum. A flagelação era prática na Idade média, para ganhar o Reino dos Céus, mas dar tiros no pé não é o mais aconselhado para que Portugal continue a avançar e no caminho do progresso. Vêm aí tempos difíceis e só um Primeiro Ministro determinado os pode enfrentar. Teremos de fazer sacrifícios, mas estaremos a deixar um futuro melhor para os nossos filhos. Por mais que custe Sócrates não pode ser comparado a qualquer um dos outros candidatos. Ainda há bem pouco tempo era dito por todos os quadrantes politicos, que se tratava do melhor Primeiro Ministro que Portugal já teve depois de 74. Só uma maioria absoluta interrompe a caminhada coletiva para a queda no precípicio. Independente das ideologias de cada um, ninguém consciente e de bom senso deve querer arcar com essa responsabilidade. Não podemos hipotecar o nosso futuro e o dos nossos filhos e netos.
 
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