Com as cidades cada vez mais sobrepovoadas e poluídas, muitos acreditam que o futuro da habitação está no oceano. Por isso, nos últimos tempos têm-se multiplicado os projectos que prometem uma vida no alto mar. Um dos mais excêntricos é o Freedom Ship (em português, navio da liberdade), uma cidade flutuante com uma milha de comprimento, auto-suficiente energeticamente e com todas as valências necessárias, de condomínios residenciais a escolas, casinos ou centros comerciais. Com 26 andares, o navio teria capacidade para 40 mil residentes permanentes. Apesar de ainda não ter sido construído, um quinto das residências a bordo já foram vendidas. Previsto para 2013, está outro projecto que promete abrir bocas de espanto: o Utopia, um luxuoso navio residencial que terá 200 apartamentos e mansões privadas, com áreas entre os 400 e os 2000 m2, bem como casinos, spa, teatro, discotecas e muito mais. Cada habitação custará entre três e 18 milhões de euros.
Ilhas flutuantes
Para os milionários do futuro, viver numa cidade sobre a água poderá não ser suficiente. A pensar nos bolsos mais recheados, muitos empreendedores têm projectado ilhas flutuantes que prometem fazer as delícias dos mais excêntricos. As propostas vão desde soluções tão díspares como a Wally Island, com distintos cenários facilmente intermutáveis num iate de luxo, até à The Mermaid (a Sereia), uma estrutura flutuante concebida como uma nova abordagem ao eco-turismo - terá um dolfinário, welness center, casas de férias e um hotel.
Um país artificial no meio do mar
Primeiro as casas, depois as cidades, um dia todo um país. A excentricidade no aproveitamento do potencial do imenso lençol de água que compõe o planeta não tem limites. Para o matemático Patri Friedman, neto de Milton Friedman, Prémio Nobel da Economia e uma das mentes mais brilhantes do século XX, a resposta para a refundação da sociedade está no mar. Conhecido pelo seu pensamento anarquista, Friedman defende a criação de estados flutuantes no meio do oceano, onde cada comunidade definiria o seu modelo económico ideal. Segundo as suas previsões, o projecto, ainda sem local definido, poderia estar pronto em 2015 para receber 50 pessoas.
Um arranha-céus debaixo de água
Idealizado pela companhia australiana Zigloo, o The Gear é um projecto conceptual de um arranha-céus subaquático pensado para atingir um profundidade de 400 metros e oferecer confortáveis espaços residenciais, profissionais e recreativos, incluindo lojas, restaurantes e jardins. O seu design único foi pensado para permitir aos utentes observar as profundezas do mar sem perturbar o ecossistema local e para tirar o melhor partido possível da energia das ondas, do vento e do sol, possibilitando ao edifício ser energeticamente auto-sustentável.
Dormir com os peixinhos
Se dormir a olhar para as criaturas marinhas é um dos seus sonhos, então este é o hotel para si. Situado nas Ilhas Fiji, numa lagoa de águas cristalinas, o Poseidon Underseas Resort será o primeiro resort subaquático do mundo. Por algo mais de 10 mil euros, os visitantes poderão passar uma semana nesta excêntrica unidade hoteleira, incluindo dois dias numa das 24 suites e um apartamento de luxo situados a 12 metros de profundidade e equipados com todas as comodidades de um hotel de topo, e quatro dias num dos bungalows localizados na praia ou sobre a água. O empreendimento tem abertura prometida para este ano, mas permanece envolto em grande mistério. A sua localização exacta é ainda desconhecida.
O iate-submarino
A pensar nos turistas que não abdicarão do luxo na hora de explorar o fundo dos oceanos, o designer Jonathan Owen Pearsan concebeu este parte submarino, parte iate de luxo inspirado na forma de uma baleia. Com 44 metros, o Luxury Submarine permitirá observar em conforto os recifes de corais, as espécies marinhas e todo o esplendor que o mar tem para oferecer.