26/05/2012 atualizado às 20:05
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Seis medidas de Luís Filipe Pereira para o país

No momento em que deixa a presidência da Efacec, o gestor apela ao entendimento do PS, PSD e PP para o país vencer a crise

Margarida Cardoso (www.expresso.pt)
23:08 Quinta feira, 7 de abril de 2011

O motor do país está nas empresas, com as suas estratégias, recursos humanos e quadros, defende Luís Filipe Pereira, que hoje terminou um mandato de quatro anos na presidência da Efacec, onde é substituído por João Bento.

Sob a sua liderança, a Efacec cresceu ao ritmo de 30% ao ano, em plena conjuntura de crise, e reforçou a vocação exportadora. E, na opinião do gestor, exportar deve ser, mais do que nunca, uma prioridade para as empresas portuguesas e para o país.

"O motor de Portugal está nas empresas, com as suas estratégias, recursos humanos e quadros", defende, ao mesmo tempo que aponta algumas medidas para ajudar o mundo empresarial a fazer este caminho na atual conjuntura.

Reduzir custos de contexto como o burocracia da máquina estatal e custos de produção como as telecomunicações e a energia são duas das medidas necessárias para ajudar as empresas portuguesas a enfrentar a concorrência. Ao mesmo tempo, "é preciso canalizar verbas dos vários programas comunitários para incentivos à exportação", acrescenta.

Esquecer as auto-estradas 


Outro pilar deve estar nos bens transacionáveis. "Durante muitos anos, o país elegeu os bens não transacionáveis, mas hoje é preciso dar condições aos bens transacionáveis, que podemos produzir e vender no mundo, ao contrário das auto-estradas", diz.

"Um esforço para investir nas pessoas, com exigências, sem ter como única preocupação as estatísticas da OCDE" e "a diminuição do fardo fiscal das empresas" são, também, medidas a adotar. E, se é verdade que os benefícios fiscais às empresas podem colidir com regras europeias, o gestor salienta haver "países que sabem rodear estas regras", como acontece em Espanha.

Para o futuro do país, o ex-presidente da Efacec, pede uma campanha eleitoral menos voltada para a discussão de culpas e atribuição de responsabilidades porque "o mais importante, agora, é saber como se resolve o problema e apontar uma luz no fundo do túnel".

Sem complexos, afirma que "passamos para níveis de bem estar que não eram compatíveis com o desenvolvimento económico do país". "O bem estar das famílias, o acesso a bens duradouros como viaturas, ou até a viagens, não foi propiciado por uma economia robusta, competitiva e saudável, mas pelo endividamento das pessoas e isso significa que alguém emprestou e vai cobrar", acrescenta.

Governo maioritário


Assim, antecipando "tempos difíceis", defende a necessidade de uma liderança forte, capaz de fazer o país perceber "as medidas duras que terão de ser adotadas". "Para isso, precisamos de um governo maioritário, do envolvimento do PS, do PSD e do PP. 80% dos eleitores reveem-se nesses partidos e eles terão de fazer um esforço nacional", conclui.

A substituição de Luís Filipe Pereira por João Bento na presidência da Efacec é considerada pelos acionistas da empresa como "uma sucessão natural", decorrente da política do grupo José de Mello, onde os gestores com funções executivas deixam o cargo no final do mandato em que fazem 65 anos.

Economista com experiência académica, executiva e empresarial e ex-ministro da saúde do governo de Cavaco Silva, chegou à empresa detida pelo Grupo Mello e pela Têxtil Manuel Gonçalves em 2007, para um mandato marcado pelo crescimento e internacionalização da Efacec.

João Bento, o novo presidente, vem do grupo Mello. Engenheiro civil de formação, era já administrador não executivo da Efacec e administrador executivo da Brisa. Entre 2001 e 2010 integrou o conselho de administração da EDP - Energias de Portugal, Adamastor Capital, Brisatel e CCR - Companhia de Concessões Rodoviárias.

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siracusa (seguir utilizador), 1 ponto , 9:14 | Sexta feira, 8 de abril de 2011
O homem das parcerias publico-privadas na Saúde, enquanto ministro - vidé Hospital de Braga - com o Grupo José de Mello, que depois foi exactamente trabalhar para o Grupo Mello a dar conselhos ao país. E o país com uma grande vontade de o levar a julgamento !
 
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!
Desiludido... (seguir utilizador), 1 ponto , 13:09 | Sexta feira, 8 de abril de 2011
SÓCRATES GARANTIU 80 MIL MILHÕES DE EUROS EM TROCA DE PEC IV

Quando Sócrates assinou em Bruxelas no passado dia 11 de Março o acordo com as medidas do PEC IV, ficou também estabelecido que a esse acordo se seguia um pedido de ajuda externa a Portugal no valor de 80 000 milhões de euros, apurou o SOL junto de elementos da Comunidade Europei (CE) envolvidos nas negociações. O compromisso assumido pelo primeiro-ministro português com o BCE, a CE e o grupo Euro começou a ser negociado no final de Fevereiro e passou pelo encontro de 2 de Março em Berlim, de Sócrates e Teixeira dos Santos com a chanceler Angela Merkel.
...............................................
...............................................
In.: Jornal SOL
 
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lol
Buma (seguir utilizador), 1 ponto , 14:04 | Sexta feira, 8 de abril de 2011
Esta entrevista até causa arrepios... como é que esta gente ainda tem lata para dizer o que quer que seja?
 
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