25 de maio de 2013 às 7:35
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Seguro mantém silêncio sobre limites ao défice na Constituição

"A Europa não precisa de medidas avulso", disse o secretário-geral do PS no encerramento do XVIII Congresso socialista.
Cristina Figueiredo (www.expresso.pt)
"Ou a Europa decide ou morre. Uma decisão que deverá ser precedida de um debate onde o federalismo deverá ser colocado em cima da mesa, sem medos nem tabus”, afirmou Seguro Alberto Frias "Ou a Europa decide ou morre. Uma decisão que deverá ser precedida de um debate onde o federalismo deverá ser colocado em cima da mesa, sem medos nem tabus”, afirmou Seguro
Esperava-se um discurso com mais conteúdo programático, mas António José Seguro preferiu encerrar o XVIII Congresso do PS em Braga enfatizando a mensagem de que, com a sua liderança, o PS irá iniciar um caminho - que ele próprio prevê longo, pedindo tempo para o percorrer - rumo a "um novo futuro", o slogan que hoje apareceu no cenário renovado de verde a acompanhar o mote já conhecido desde sexta-feira, "as pessoas estão primeiro".

Única novidade: o líder socialista anunciou que irá apresentar ao Governo uma proposta para "um regime mais justo e fiscalizado dos subsídios à produção de eletricidade através de co-geração". "Bastariam duas alterações para que os consumidores poupassem por ano, no mínimo, 130 milhões de euros", garantiu, ainda que isso significasse que "deixariam de ser subsidiadas duas das maiores empresas portuguesas", afirmou, sem especificar a quais se referia.

No mais, Seguro voltou a desafiar Pedro Passos Coelho  - tinha-o feito, pela primeira vez, na sua intervenção de sexta-feira - para, em alternativa, ao aumento do IVA sobre o gás e a eletricidade antes "alargar o imposto extraordinário às empresas com lucros superiores a dois milhões de euros".

Reforçou ainda a sua intenção de contribuir com propostas para o crescimento económico do país, salientando que é esse o caminho: "Temos de apostar nas exportações e nas empresas produtoras de bens transacionáveis". Reforçar as linhas de crédito comercial e seguros de crédito, reorientar o QREN para a internacionalização, negociar o próximo quadro financeiro (2014-2020) com esta perspetiva em mente, são as linhas orientadoras da política económica que o PS defende.

Uma Europa federal


Ainda não foi nesta ocasião que ficámos a saber se o PS está ou não disponível para a inscrição de um limite ao endividamento na Constituição, como propõem Nicholas Sarkozy e Angela Merkel e Passos Coelho já disse concordar. Da boca do novo secretário-geral socialista o que mais que se ficou a saber (já o tínhamos ouvido na sexta-feira) é que o PS se revê nesta Constituição e não vê razões para a alterar e que "a Europa não precisa de medidas avulsas, ora propostas pela Alemanha, ora propostas pela França".

Seguro é um federalista e disse-o com todas as letras: "Ou a Europa decide ou morre. Uma decisão que deverá ser precedida de um debate onde o federalismo deverá ser colocado em cima da mesa, sem medos nem tabus". A Europa, na sua opinião, precisa de uma agência de rating autónoma, de um orçamento reforçado e de eurobonds.

A bússola de Seguro


Propôs-se, mais uma vez, ser uma oposição responsável que, em simultâneo, se constituirá como "alternativa política ao atual Governo". Recuperando a terminologia que António Costa usara na intervenção da véspera tranquilizou o presidente da Câmara de Lisboa: "Não contem com o PS para fazer a oposição do 'bota-abaixo', do pessimismo".

"Discordo da política feita a partir das trincheiras", explicou, garantindo  que os socialistas saberão que assumirá os compromissos constantes do memorando da troika mas que analisará,  caso-a-caso, todas as  medidas que não constem do documento. Acreditando que há espaço para compromissos "tanto à nossa direita, como à nossa esquerda", reafirmou (toada comum aos três dias do congresso): "A minha bússola são os valores do PS".

Num dia de efemérides - os 10 anos do 11 de setembro, uma "tragédia" que Seguro referiu logo a abrir o seu discurso -, o secretário-geral do PS anunciou ainda a comemoração dos 40 anos do PS, em 2013 e o convite ao fundador do partido, Mário Soares, para presidir a essas comemorações. E com outra efeméride por meta (os 50 anos do 25 de abril, em 2024, já dificilmente será ele o secretário-geral do PS) estabeleceu um desígnio para o seu partido: colocar Portugal no núcleo duro dos países desenvolvidos da Europa.

António José Seguro elegeu 170 dos 251 lugares da Comissão Nacional (o que corresponde a cerca de 70% dos votos). Francisco Assis garantiu 81 mandatos. Manteve-se a proporção conseguida pelos dois candidatos nas eleições diretas de Julho.
Comentários 13 Comentar
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Informação
Como de costume a imprensa portuguesa continua a dar importância a mexericos e pormenores, que tenta transformar em factos políticos.

Ontem foi a irritação do Costa, por o outro ter ido meter o nariz na sua entrevista, hoje é a história do limite do deficit na constituição.

Pela insistência da Merkel e do Sarkozy se vê a massa desses lideres europeus. A questão não é estar na constituição, a questão é fazer uma governação equilibrada que não implique deficits excessivos.

Numa emergência, se vier uma praga de gafanhotos, que deixe isto tudo rapado, vamos morrer à fome, só para não exceder o deficit ???

Como se diz cá por baixo "só com um pano encharcado!!!"
Re: Informação Ver comentário
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Seguro anda ás "apalpadelas"
O PS agora tem um lider ás"apalpadelas": depois do desastre que foi para Portugal a governação Sócrates, não vai ser fácil com este novo lider os socialistas voltarem a ver a luz do poder ao fundo do túnel.
Porque tão pouco e tão depressa os Portugueses se vão esquecer da bancarrota socialista e do aperto de cinto todos os dias que estão a fazer por causa dela.
Seguro foi o que e pôde arranjar: nenhum pêso pesado se quiz chegar á frente.
Santa Inocência.....!!!
Até parece que não foi o PS a enterrar a nossa economia, afinal quem esteve no governo nos últimos seis anos? Se o limite do déficit estivesse na constituição o governo PS não teria desbaratado as finanças públicas, contra factos não há argumentos!!! A esquerdalha é contra esta medida para fazer uma governação populista e demagógica.
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Internacional Socialista
Veja os amigos dos xuxas ......Internacional Socialista
Internacional Socialista expulsa partido de Mubarak
http://www.diariodigital....
Caiu a máscara ao Seguro !
É claro que este inseguro Seguro é tão «aldra» como o Trócatintas do Sócras ! Acabaste com as minhas esperanças de que o P.S. passasse a ser Socialista Nòvamente ! Afinal o Partido voltou a ser o Partido do Chefe que por acaso se chama Seguro (PS = Partido do Seguro) !
Um discurso cheio de nada
As propostas de Seguro para o País passam por uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.

E quanto ao desastre desgovernativo de Sócrates e Cia, nem uma palavra....

Lentamente o PS tenta descolar a imkagem de Sócrates e fingir que nada aconteceu.

Tentar lançar ideias e propostas para o futuro sem analisar o passado é totalmente irresponsável.

Depois ainda há a própria afirmação de Seguro onde pede um PS unido e responsável - Seguro sabe bem que não conta com ninguém ligado ao último desgoverno.

Assim vai a pobreza política do PS.
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