23 de abril de 2014 às 13:48
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Sector automóvel encerra 2009 com quebra de 24,6%

A crise económica e a elevada fiscalidade são os principais responsáveis pela quebra do mercado automóvel nos últimos anos.
Lusa
Segundo a ACAP, a proposta de redução de CO2 vai penalizar ainda mais o sector automóvel  Alberto Frias Segundo a ACAP, a proposta de redução de CO2 vai penalizar ainda mais o sector automóvel
O mercado de ligeiros de passageiros encerrou o ano de 2009 com 161 mil unidades comercializadas, uma quebra de 24,6% em relação ao ano anterior, revelou hoje a Associação Automóvel de Portugal (ACAP). 
 
Os principais resultados das vendas e da produção do sector automóvel em Portugal no ano anterior e as previsões para 2010 foram apresentadas esta manhã pelo presidente da ACAP, José Ramos, que apontou esta quebra como sendo "o valor mais baixo dos últimos 22 anos", tal como a Lusa já tinha noticiado. 
 
A crise económica e a elevada fiscalidade automóvel são, segundo o presidente da ACAP, "os grandes responsáveis pela forte contração do mercado automóvel nos últimos anos". 
 
No entanto, "as vendas em 2009 teriam sido ainda mais baixas se não estivesse em vigor o programa de incentivos ao abate proposto pelo Governo", mas que foi suspenso em 31 de dezembro último. 
 
A este propósito, a ACAP assume-se totalmente contra a decisão do Executivo, uma vez que "ao decidir alterar o limite máximo de emissões de CO2 de 140 gramas por quilómetro para 130 gramas por quilómetros coloca fora do plano de abate 26% do mercado, ou seja, 478 automóveis ligeiros de passageiros".

Incentivo ao abate de veículos em fim de vida


 
De acordo com o Orçamento do Estado para 2010, há um incentivo de mil euros para veículos com idade entre os dez e os 14 anos, e de 1250 euros para os que tenham idade igual ou superior a 15 anos, ficando assim de fora os veículos que tenham entre oito e 12 anos ou com idade igual ou superior a 13, cujo incentivo para abate era em 2009 de 1250 e 1500 euros, respetivamente.
 
"Não nos podemos esquecer que este programa foi responsável por mais de 25% das vendas de ligeiros de passageiros em 2009, e à semelhança do que ocorreu num grande número de Estados membros da União Europeia, permitiu que o mercado não se afundasse numa crise de proporções inimagináveis", disse José Ramos. 
 
Assim, "não pode a ACAP deixar de manifestar a sua discordância com a redução do limite de CO2 dos veículos novos a adquirir no âmbito deste programa, proposto no novo OE", acrescentou. 
 
No entender do responsável da ACAP, "este tem sido o único estímulo à economia aplicado ao setor automóvel, pelo que esta proposta de redução irá penalizar ainda mais o sector". 
 
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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