Há mais uma diferença substancial entre os dois relatórios sobre as "secretas" redigidos pela deputada social-democrata Teresa Leal Coelho, avança o "Público". Afinal, os deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais terão, ou não, tido acesso a informação classificada como segredo de Estado por Passos Coelho?
Segundo o jornal, "no relatório de 28 de Outubro lê-se que os deputados da 1.ª comissão tiveram acesso a algumas informações sob segredo de Estado, contidas no primeiro inquérito interno realizado pelos serviços secretos" numa altura em que o Expresso já tinha noticiado as fugas de dados para a Ongoing, por Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, em novembro de 2010.
No entanto, "cerca de dois meses depois, pode ler-se no esboço do relatório conjunto que, afinal, a Comissão de Assuntos Constitucionais não acedeu ao teor das conclusões do mesmo inquérito", tal como o primeiro-ministro teria determinado, ao classificar a matéria como segredo de Estado.
Contactados pelo jornal, diversos deputados da 1.ª comissão garantiram agora não ter tido acesso a informação classificada. Teresa Leal Coelho é que, até à hora de fecho desta edição do "Público", não tinha esclarecido a contradição nos dois relatórios.