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Sebastião Salgado e África

1 Desde muito novo que sou um apaixonado pela fotografia de reportagem e por isso não admira que, muito cedo também, tenha tomado contacto com a obra do brasileiro Sebastião Salgado, assim que, a partir de Paris, ele começou o seu trabalho de "freelancer" na agência Sygma. Continuei a segui-lo na Gamma e, mais tarde, quando ele se mudou para a Magnum, passando a integrar o catálogo de referência dessa extraordinária cooperativa de "photo-reporters", cuja história se confunde com a da segunda metade do século XX. Enquanto director da extinta e (para mim) saudosa revista 'Grande Reportagem', tinha conseguido estabelecer um acordo de exclusividade com a Magnum para Portugal, na vigência do qual julgo que me terão passado pelas mãos todas as fotografias que Sebastião Salgado fez nesses anos e que estavam disponíveis para publicação.

Por dever de ofício, eu seguia então, de forma permanente, as deambulações de vários "freelancers" internacionais, alguns dos quais colaboradores permanentes da 'GR'. Sabia quando iam partir para algum lado, que trabalho iriam fazer, quando se esperava que regressassem e quando é que o resultado das suas viagens estaria disponível para negociação. A alguns comprava o trabalho 'no escuro', bastando que eles me telefonassem a dizer "vou para Angola" ou "vou para a Etiópia". Assim, fui seguindo também os passos de Sebastião Salgado e atento ao seu trabalho, que, todavia, nunca me impressionou sobremaneira. Não sei explicar bem, mas havia naquele "désarroi" permanente do seu trabalho alguma coisa que me parecia demasiado óbvia ou demasiado redutora. A miséria é sempre mais fotogénica e mais 'reportável' do que o seu oposto, assim como o preto e branco serve melhor essa causa do que a fotografia de cor. Parecia-me, talvez injustamente, que o caminho que Salgado tinha escolhido era o mais fácil e, em certo sentido, demagógico, para quem buscasse uma visão compreensiva do mundo, e não apenas uma visão fragmentada e politicamente predeterminada. Quando começou a publicar os seus trabalhos sobre a terra e os sem-terra, Salgado era já um ícone da 'esquerda fotográfica' - uma noção absurda, em si mesma. Não que um fotógrafo, como qualquer jornalista ou qualquer testemunha, não possa ter causas, mas essa visão não pode ser restrita, sob pena de ser infiel: não é possível tapar o olho direito e mostrar apenas o que vê o olho esquerdo. Quando, nos anos 90, ele publicou o seu trabalho sobre o exército de formigas humanas da Serra Pelada, por exemplo, não havia nada de falso naquelas imagens bíblicas, a preto e branco, dos mineiros cobertos de lama a esgravatarem as encostas da serra em busca da pepita de ouro que pudesse resgatá-los para sempre da miséria. E, todavia, eu tinha lá estado também, tinha visto, fotografado e filmado as mesmas imagens, mas também vira outras coisas para além delas e que não se viam nas imagens de Sebastião Salgado: havia cor no ambiente, apesar do aparente tom cinzento e uniforme da lama que tudo envolvia; havia sorrisos e expressões de alegria, apesar da dureza daquela vida; e não havia apenas a miséria humana e o desespero, havia também caras de dignidade e de esperança.

Sebastião Salgado acaba de lançar agora em Portugal o seu livro 'África', resumindo o trabalho de trinta anos de fotografia no continente negro, com textos de apoio do moçambicano Mia Couto. O livro (perdoe-se-me a declaração, que seria ridícula se não fosse estritamente pessoal), sepultou todas as minhas dúvidas acumuladas nestes anos e resgatou a meus olhos um trabalho que, até aqui, tinha tido a presunção de achar incoerente. A África que Sebastião Salgado nos mostra é a mais bela e a mais terrível homenagem a esse continente belo e terrível.

O início do livro, com o deserto da Namíbia, Skelleton Coast e a aproximação à região dos Grandes Lagos, funciona como se fosse uma espécie de prefácio primordial: "vejam que bonito que isto é!". Tem algumas fotografias lindíssimas mas já outros tinham feito antes e melhor, como Peter Beard, e não seria por aí que Salgado conseguiria a diferença. As primeiras imagens 'humanas' são também de esperança e de descoberta: Moçambique depois da independência, refugiados de guerra que voltam à sua Pátria, mulheres que fazem penteados para o regresso ou uma deslumbrante fotografia de uma família que observa a cabana onde viveu no exílio e a que pegou fogo simbolicamente, a arder, enquanto os seus membros se preparam para iniciar a caminhada de regresso à terra que haviam deixado para trás.

E fim de tréguas. O resto do livro é um roteiro de uma violência por vezes insustentável sobre estes trinta últimos anos que marcaram a ferro e fogo a história de África. É uma viagem terrível às profundezas do Mal, ao mais fundo da bestialidade humana, à mais devastadora doença dos tempos modernos, que é, como diz o Fernando Nobre, a indiferença. Esta África que as fotografias de Salgado nos mostram é de uma crueldade e de uma beleza insuportáveis - tão mais insuportável quanto é bela. No meio das imagens da miséria-limite das povoações exterminadas pelas guerras, pelos massacres, pelas doenças e pela fome, lá estão também outras lindíssimas de embondeiros curvados à passagem do vento e das catástrofes, como estátuas nuas da tragédia, a poeira levantada pelos rebanhos esqueléticos à luz do pôr-do-sol, e mulheres lindas e sensuais segurando crianças de olhares deslumbrantes e tão tristes que custa a crer que a condição humana suporte e crie tanta tristeza. Entre todas, há uma imagem que eu, se fosse crente ou dirigente, mandaria expor em todas as igrejas e templos do mundo, em todos os fóruns onde se discutem os destinos da humanidade e em todas as sedes das multinacionais que acumulam fortunas a negociar com os governos corruptos de África: é a imagem de um pai, absolutamente esquelético mas com uma expressão de dignidade e de dever que eu nunca vi em ninguém, carregando ao colo a pele e os ossos de um filho, chegando a um campo de refugiados no Sudão, depois de ter atravessado todo o deserto desde a Etiópia, em busca de auxílio.

Disse-me um compatriota brasileiro de Sebastião Salgado que "a vida já é tão triste, que não é preciso ainda ter de levar com as fotografias do Salgado!". Sorte a dele - pode passar adiante sem ter olhado para este livro! É sempre possível dizer que não se viu, não se soube de nada. Eu, infelizmente, vi.

2 Eis como se constrói uma fábula: a revista 'Sábado', assim como a 'Visão', telefonou-me para falarem comigo a propósito da saída do meu último livro. Expliquei que só poderia falar com eles mais tarde, pois que de há muito tinha um compromisso com a Cândida Pinto e o Expresso de falar com ela, antes de todos. E como a 'Sábado' queria sair com a história antes do Expresso, eu não poderia falar com eles, sob pena de faltar ao meu compromisso. Sem a minha colaboração, a 'Sábado' fez a história na mesma - o que é um direito seu - mas deu-lhe por título 'O segredo de Miguel' e, logo a abrir, escreveu que "Miguel Sousa Tavares faz um enorme segredo à volta do seu novo livro". Esta semana, um leitor da 'Sábado' somou dois mais dois e tirou a conclusão 'lógica': "O segredo que envolve o novo livro de Miguel Sousa Tavares parece-me descabido, pois não é suposto estarmos perante uma saga do tipo Harry Potter. Quando um escritor se preocupa tanto em resguardar uma história deve ter pouca confiança no seu trabalho...". Que se há-de fazer quando o destino já está traçado?


Opinião


Multimédia

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

O Maradona dos bancos centrais

Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.

Com Deus na alma e o diabo no corpo

Quem os vê de fora pode pensar que estão possuídos. Eles preferem sublinhar o lado espiritual e terapêutico desta dança - chamam-lhe "krump" e nasceu nos bairros pobres dos Estados Unidos. De Los Angeles para Chelas, em Lisboa, já ajudou a tirar jovens do crime. Ligue o som bem alto e entre com o Expresso no bairro. E faça o teste: veja se consegue ficar quieto.

O Cabo da Roca depois da tragédia que matou casal polaco

Os turistas portugueses e estrangeiros que visitam o Cabo da Roca, em Sintra, continuam a desafiar a vida nas falésias, mesmo depois da tragédia que resultou na morte de um casal polaco, cujos filhos menores estavam também no local. Durante a visita do Expresso, um segurança tentou alertar os turistas para o perigo e refere a morte do casal polaco. O apelo não teve grande efeito. Veja as imagens.

Ó Capitão! meu Capitão! ergue-te e ouve os sinos

Ele foi a nossa ama... desajeitada. Ele foi o professor que nos inspirou no liceu. Ele trouxe alegria, mesmo nas alturas mais difíceis. Ele indicou-nos o caminho na faculdade. Ele ensinou-nos a manter a postura, mas também a quebrar preconceitos. Ele ensinou-nos que a vida é para ser aproveitada a cada instante. Ó capitão, meu capitão, crescemos contigo e vamos ter de envelhecer sem ti. 

Crumble. A sobremesa mais fácil do mundo

Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida, especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.


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JC
Ó Miguel, espera um bocadinho que já vais levar forte e feio do JC ..... eh eh eh
Referendar ou não referendar o tratado de Lisboa,
Referendar ou não referendar o tratado de Lisboa, eis a questão.

            O Tratado de Lisboa, tal como esta, constitui um avanço estatutário para a própria instituição Europeia em gestação federalista e não para o fim a que se destina.
           
            Existe uma convergência de factores que estruturalmente impelem cada vez mais a ratificação ou não deste tratado pela via do referendo, como aliás foi amplamente divulgado no palratório político da pré-romana pelo Engenheiro Sócrates, 1ºministro.
 
            O País susceptível pela Crise sente simultaneamente ainda que com a cabeça entre as orelhas a mudança no imobiliário politico da oposição, o diapasão entre Governo, Oposição e Sindicatos, ténue e circunstancial.

            Se por um lado houve oscilações na forma como o Primeiro Ministro geriu o Socialismo abnegado delegado, governando ora a direita derivando de uma classe media “simplexicomplicada” limitando o papel diplomático por enerencia do estado a mesa das negociações a meros fogachos antagónicos ao quadrante politico-ideológico que o Partido Socialista preconiza, por outro lado a oposição com particular ênfase para a esquerda do PS que não aproveitando o flanco perde espaço politico nomeadamente na sensibilização e mobilização do recenseado e das esferas partidárias mais internas. Por outro lado a Presidência Portuguesa da União Europeia fez também vislumbrar o revivalismo de um Cavaquismo reagente interno a-proporcional a Comunidade Económica Europeia de então.

          Para alem do Tratado atingir um grau de especificidade efectivo em questões como a segurança interna, numa visão confederada esbatesse no que toca a jurisprudência de direitos e deveres, a ausência de Pedagogia politica em relação a clarificação e difusão das verdadeiras competências da União Europeia na interacção com a Republica Portuguesa, a reciprocidade e âmbito, obrigações e benefícios no cerne de uma não Europa formatada mas plural

        O significante do Tratado de Lisboa exponencialmente referendado revelaria uma União Europeia parcialmente de costas voltadas para o Europeu médio impelindo simultaneamente que a consulta Popular através do referendo torna-se fulcral progressivamente mais pertinente.

Jorge Batista de Figueiredo
Re: Referendar ou não referendar o tratado de Lisb
Re: Referendar ou não referendar o tratado de Lisb
Re: Referendar ou não referendar o tratado de Lisb
Ó Faralho, não sabes ver?
Ó Faralho, afinal quem é o asno????
Re: Ó Faralho, afinal quem é o asno????++
ver ou nao ver
é realmente preocupante os niveis de indiferença vividos nos dias de hoje em que a unica preocupação e responder perante o patrão isto no caso de quem tem um pelo que ficamos entregues a um sistema muito estranho por vezes assustador...fazendo a devida remissão ao impacto e importancia do assunto, pois aqui no artigo discute-se a vida ou morte de seres vivos, mas mostrando numa analogia bem presente e vivida, como essa indiferença se reflecte nos comportamentos de todos os agentes na sociedade da qual dependemos, que assim em vez de se sentirem responsabilizados pela responsabilidade que representa deterem poder se sentem impunes, passo a demonstrar pois é em tudo relacionado com o que me sucedeu na 6a feira onde estive detido sem saber porque, por 3 horas e meia, duas horas e meia na cela do tribunal e uma hora na esquadra, sem ter podido exercer qualquer direito pois não mos foram apresentados e ter sido obrigado sob ameaça de não poder sair da esquadra os papeis que me punham como arguido dos quais nao constava a acusação, só a formulação do TIR e a notificação para hoje, hoje quando fui responder pela detenção surpresa das surpresas o agente disse que não aconteceu que isto foi há hora em que me soltaram...o que vale e que a minha mulher viu e estava lá...pois senão fosse o caso estaria dependente de quem viu ou não viu, de quem se interessasse ou não...e como não tinha nada no cadastro nem no sangue a justificação é, segundo quem depos, que eu tinha entrado pelo tribunal, (que a essa hora está fechado) e que supostamente comecei a dizer e cito quem o disse "que aquilo era uma palhaçada" e que por isso o agente se sentiu indignado...ora não só tenho testemunhas de como não disse nada, a sorte de ter quem ver na altura, como quem assistiu gravida de 7 meses como está, andou durante horas a chorar pelo tribunal e pela rua a tentar saber o que me tinham feito, a telefonar inclusive a policia a pedir ajuda que foi recusada, e a que propósito me tinham levado pois era a minha esposa...traumatizante...assim pergunto onde nos leva a todos os níveis de egocentrismo e indiferença? que tipo de concertação, correcção podemos todos conseguir? isto aconteceu-me porque não fui indiferente, porque com cidadão relativamente consciente dos seus direitos e deveres, interpelei um agente de autoridade e questionei de forma educada o que me afirmou, que os outros carros em linha tracejada amarela e em 2a linha podiam estar assim o meu é que não, sendo que nunca recusei ou questionei a minha multa apenas pedi ao agente que se identificasse...
que consequencias tem a idiferença, a compactuação com situações criticáveis, a fome, os abusos de autoridade a corrupção? o funcionamento acéfalo e ignorante na lide com as instituições, seus representantes e as situações em que nos envolvem? e da parte de quem pode? o autismo? o dolo e o abuso?
sozinho dá muito mais trabalho meus senhores e senhoras e não se chega muito longe nem de forma muito conseguida...
deixem o Sr. João Campos
Como em tudo na vida é preciso um palhaço que nos faça rir, digamos que é o bobo da côrte.
Agora falando a sério, julgo que já era tempo de alguem o excluir desta secção.Porque o que ele quer é atenção.
Sebastião da Gama não merece MST.
Sebastião da Gama não merece, este MST.
Nem com a propaganda que o Joe Cãocompus lhe faz.
Nem que seja para dizer bem dele. Aliás Sebastião não tem falta de elogios que não são mais que adesivos oportunistas para se tornar (mst) notado.
EMOÇÃO, O RETRATO DA ALMA HUMANA
O Cidadão Miguel Sousa Tavares emocionou-se com a dignidade de um desgraçado pai que ama e quer salvar o seu filho, nessas terras mártires de África, mas que podiam ser da China, da Índia ou de Portugal. O cidadão Miguel Sousa Tavares ao emocionar-se com a tragédia humana de um pobre homem do povo, honra-se, e dá alguma substância de futuro e humanismo efectivo ao seu espírito de livre pensador, tornando-se, se for coerente, um construtor dos “Dias Inteiros”. E quão o Mundo e Portugal precisam destes pequenos-grandes artífices!
            Na pulsão emocional do artigo percepcionei a verve que faz parte do seu património genético e cultural , e dá um conteúdo substantivo, numa perspectiva de melhor futuro para os cidadãos, à sua atitude inconformada, com uma matriz verdadeira, ou trabalhada para o marketing, de livre pensador, de “ l’enfant terrible “, não alinhado, mas, na minha opinião, com um fundamento elitista profundo.
              Todavia a emoção que, como Damásio prova ,é mais racional que a razão, desarticulou a construção narcísica elitista, e levou-o a ver a grandeza da alma humana, não corrompida, de um pai africano, testemunhada numa foto de Sebastião Salgado ( É bom verificar que MST altera a sua posição, espero que por motivos internos. Se assim for julgo que depois de ver, entre outros, os filmes de Manoel de Oliveira: Monte Abraão e Non ou a Vã Glória, mudará de opinião. Estes filmes são para ser vistos, falhou, sim, a promoção).
          É quase certo que MST não lê os comentários,todavia se, acidentalmente, ler este, testemunho-lhe que todos os dias homens e mulheres do Mundo e de Portugal, pais, filhos, órfãos, idosos, desempregados, todos os dias, a todas as horas abeiram-se dos hospitais, dos sítios de socorro, junto das Organizações de solidariedade social, com a dignidade retrata daquele pai, para pedirem vida, um pouco mais de vida, para um seu querido filho, pai, mulher, marido etc.
                Em Lisboa, em Luanda, no Alentejo das caçadas e dos marialvas, em Paris, no Funchal, em tempo real, esta gente digna deambula, muito embora seja desprezada e invisível para quase todos. Eles estão nas nossas ruas, só a miopia egoísta , cega a vista.
            Em Agosto, no Funchal, acompanhei uma velhota, ferida em ambas as pernas, a caminho do Hospital da Cruz de Carvalho, ia hirta, digna, nos seus 70 anos, andrajosa, mas com uma altivez, uma esperança no Futuro que me cortou a alma, e por dentro chorei de raiva, porque Abril já não é um “ DIA INTEIRO”, como o cantou a poetisa de Abril, Sophia.
      Andrade da Silva

                PS: HÁ CAMINHOS PARA DIMINUIR A DOR: UNICEF;AMI; MÉDICOS SEM FRONTEIRAS;ONU;UNIÃO EUROPEIA, AJUDEMOS E EXIJAMOS MELHORES PRÁTICAS.
E o João Campos?????
Mistério. Nem o JC nem o Turbirabo? Que é feito deles?
Re: E o João Campos?????
Re: E o João Campos?????
Re: E o João Campos?????
Re: E o João Campos?????
AH AH AH AH
INTERESSANTE...
Vejo por aqui muita gente com saudades do tal João Campos. Para quem passava os dias a insultá-lo é curioso...
Também é interessante perceber que, sem o tal de João Campos e sem os insultos e as respostas aos insultos, o nosso MST tem tantos ou menos comentários do que os outros.
O fenómeno devia merecer estudo...

M. Albuquerque
Re: INTERESSANTE...
P.S.
Os Fantasmas do PSD e as hipóteses de Referendo
Os Fantasmas do PSD e as hipóteses de Referendo.

                          Na amalgama da Evolução que foi o 25 de Abril de 1974, impelidos para o partidarismo e após a grande cratera franquista o totalitarismo fascista ainda pairava na Europa Setentrional, no cerne da Espiral Direita, Olof Palm e Lech Walesa convergiam e outros percursores iluministas se permeava de osmose à Direita Portuguesa também, sem Jesuítas e plena de Neo-Liberalismo apátrida .

                            Sá Carneiro, o Totem metafísico de do PSD, albergou MRPP´S e outros que tais entretanto mais Europeístas ou menos, outros até de instinto Separatista de índole paroquial, embalados pela falha da Democracia Cristã da AD se foram reajustando em lideres ou núcleo duro proeminente da máxima representatividade daquilo a que se chama da, Social democracia em Portugal.

                              “Vamos Tentar ser dignos disto”…diz Luiz Filipe Menezes ao Telemóvel com Manuela Ferreira Leite, a Vaca Sagrada do PSD ( desculpe o termo ) depois de ter ganho o ultimo congresso do PSD e isto a propósito de escutas.

                            A parte dos Lideres Históricos, alguns deles Carismáticos, deixa-me cá tentar lembrar de alguns , o Lucas Pires e Amaro da Costa , mas…esses eram CDS, a democracia cristã sempre a crepitar PRD´s e Monteiros Manueis.

                            Sintomático o PSD confronta-se com o decalque, desta feita que a montanha pariu um Presidente da Republica, na Sacristia Manuela Ferreira Leite Ajeitando Academismo de Ministério de Finanças e Educação, faz birra…não, (…) não quero o cargo na Assembleia Geral…e retirasse muito Sibila. Monárquico partidário pelo pai, Marques Mendes macambúzio e circunspecto em advento forrobodó de derrota Sectária em Congresso, muita parra e pouca uva, por outro lado Francisco Balsemão, António Capucho, o alter ego de Marcelo Rebelo de Sousa, Marcelo Rebelo de Sousa, o flutuante, possível e muito enjeitado candidato a Presidência da Republica eterno, e mais alguns notáveis do PSD fazem fazer ver o construtivismo benéfico e ate em termos de estratégia politica, acatar e interiorizar a Ideia de um Referendo em relação a Aprovação ou não do Tratado de Lisboa, de qualquer forma a engrenagem do PSD sofre um volte face a quando da sua liderança com um líder de facto, do Norte e Elitista, mais interessado em fazer estratégia Politica dentro do seu partido do que Fora.

                            O PSD actual é um partido que com uma estratégia bicéfala se abstem literalmente de fazer oposição variando entre a ode do veto de Belém e o mostruário flutuante de bancada e numa opção politica mais de inefavel proveito estratégico, almejando a maioria absoluta nas próximas Eleições Legislativas preterindo a clarificação, confronto e ascese politica, enjeita rejeitar a Ideia de que a Aprovação do Tratado de Lisboa, pela via do Referendo se tornaria clara e efectivamente legitima?

                            Que mais de construtivismo politico para Lisboa e Portugal, poder dizer-se que o Tratado de Lisboa pode livremente ser referendado em…Lisboa.

Jorge Batista de Figueiredo
Re: Os Fantasmas do PSD e as hipóteses de Referend
Re: Os Fantasmas do PSD e as hipóteses de Referend
Para melhor conhecer a obra de S.Salgado
Os Fantasmas do PSD e as hipóteses de Referendo

Caro JorgeBatistadeF

- " ... O PSD actual é um partido que com uma estratégia bicéfala se abstem literalmente de fazer oposição variando entre a ode do veto de Belém e o mostruário flutuante de Eleições ..."

O PSD do passado ou o atual nunca fez uma oposição construtiva, cujos interesses fossem os de Portugal enquanto nação. O que o PSD, sempre fez, foi cuidar dos "negócios" dos seus partidários, os que estão mais próximos do Poder. A falta de preocupação com a coisa pública ou quanto aos interesses da nação ficaram mais evidentes com a fuga do Durão para a Europa.

Como os politiqueiros do PSD podem, hoje, explicar à nação, o seu desejo de querer voltar ao Poder, quando em 2004, sem peias nem meias, a meio de um mandato, jogaram-no pela janela ? A saída intempestiva do Durão resultou numa grave crise constitucional, e, por tabela, agravou a econômica.

Esses politiqueiros do PSD podem vomitar o que quiserem, não têm a mínima credibilidade... Se duvidar do que digo ou da maneira de como eles agem, para se colocarem no Poder, basta ler, aqui ao lado, temos um exemplo: as crônicas da Doutora Manuela.

Em seus arrazoados a Manuela vocifera contra o governo, sistematicamente, esquecendo-se de que foi governo e fez a mesmíssima merda, e nem mesmo se exime de pôr em risco a sua credibilidade como profissional de economia...

Certamente, ela sabe que a maioria dos portugueses não passa de um bando de analfabetos... De pai e mãe... E aposta nisso.

  A falta de credibilidade não é só do PSD, atinge todos os partidos, em maior ou menos extensão, isto segundo o seu tamanho.
Re: Os Fantasmas do PSD e as hipóteses de Referend
ORA F.............SSSS
AO FIM DE UMA SEMANA, SÓ VEJO POR AQUI CONVERSA PARVA.
E NÃO ME VENHAM AGORA DIZER QUE ESTE ESPAÇO É PARA DISCUTIR AS OPINIÕES DO TAVARES, PORQUE VOCÊS FALAM DE TUDO MENOS DO TEXTO DO CRETINO.
ISTO É UMA EXIBIÇÃO TRISTE DE ADOLESCENTES COM NECESSIDADE DE SE POREM EM BICOS DOS PÉS.
E NÃO CONSEGUIRAM MAIS DO QUE 23 COMENTÁRIOS... RIDÍCULO! ATÉ A INÊS PEDROSA OU O PUTO ESTÚPIDO DO BLOCO DE ESQUERDA FAZEM MELHOR.

«(...)Sir Buphinder Sing, O Magnífico, sétimo marajá de Patiala, não era o mais rico, mas era seguramente o mais imponente dos príncipes indianos, com o seu metro e noventa de altura e os seus cento e quarenta quilos de peso. Todos os dias, despachava vinte quilos de comida, incluindo três frangos com o chá das cinco, e três mulheres do seu harém, depois do jantar. Para satisfazer as suas duas principais paixões – o pólo e as mulheres – o seu palácio abrigava quinhentos puro-sangues ingleses e trezentas e cinquenta concubinas, servidas por um exército de perfumadores e esteticistas, destinado a mantê-las sempre apetecíveis para o apetite voraz de Sir Buphinder. Tinha também o seu corpo privado (sic) de especialistas em afrodisíacos, de modo a mantê-lo capaz de dar conta de tão ingente tarefa. Com o avançar dos anos, tudo foi sendo experimentado na dieta alimentar do marajá, para melhor estimular o seu apetite sexual: concentrados de ouro, prata e especiarias, miolos de macaco decapitado em vida e até rádio. Finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o tédio» (...).

Miguel Sousa Tavares, «Equador», págs. 245 e 246, 1ª Edição, 2003

«(…) The acknowledged master of his generation in both fields was the Sikh Sir Bhupinder Singh, the Magnificent, the seventh Maharaja of Patiala (...). With his six-foot-four-inch frame, his 300 pounds (…). His appetite was such that he could consume twenty pounds of food in the course of a strenuous day or a couple of chickens as a tea-time snack. (…) To sustain those efforts, his stables harboured 500 of the world’s finest polo ponies. (…) As he came to maturity his devotion to his harem eventually surpassed even his passions for polo and hunting. (…) By the time the institution reached its fullest fruition, it contained 350 ladies. (…) Sir Buphinder opened his harem doors to a parade of perfumers, jewelers, hairdressers, beauticians and dressmakers. (…) Further to stimulate his princely ardours, he converted one wing of the harem into a laboratory whose test tubes and vials produced an exotic blend of scents, cosmetics, lotions and philters. (…) Recourse to aphrodisiacs was inevitable. His Indian doctors worked up a number of savoury concoctions based on gold, pearls, spices, silver, herbs and iron. For a while, their most efficacious potion was based on a mixture of shredded carrots and the crushed brains of a sparrow. When its benefits began to wane, Sir Bhupinder called in a group of French technicians whom he naturally assumed would enjoy special expertise in the matter. Alas, even the effects of their treatment based on radium proved ephemeral (…). His was a malady that plagued not a few of his surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it» (…).

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», págs. 175 e 176. 2ª Edição, 2002

«Quanto ao marajá de Gwalior, esse, imaginou a mais curta e mais extraordinária das linhas férreas de toda a Índia: era um comboio miniatura, também com os carris em prata maciça, que tinha origem na copa do palácio e penetrava na sala de jantar, através da parede. Aí, sentado em frente a um comando cheio de botões, o próprio anfitrião fazia o comboio correr ao longo da extensa mesa, apitando e acendendo luzes e fazendo-o parar diante de cada convidado para que este se servisse do vagão-whisky, do vagão-Porto, do vagão-Madeira ou do vagão-tabaco».

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 247, 1ª Edição, 2003

«The passion of the Maharaja of Gwalior (...) was electric trains. (…) It was laid out over 250 feet of solid silver rails set on a mammoth iron table at the centre of the palace banquet hall. (…) By manipulating his control panel, the prince could pass the vegetables, send the potatoes shuttling through the banquet hall, or order an express to the kitchens for a second helping for a hungry guest».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 171. 2ª Edição, 2002

«(...)Também o marajá de Mysore vivia obcecado com as suas capacidades erectivas: a lenda prescrevia que o segredo do seu poder e prestígio entre os súbditos era a qualidade da ercção do seu príncipe, e, assim, uma vez por ano, durante as festas do Principado, o marajá exibia-se ao seu povo, sobre o dorso de um elefante e em pleno estado de erecção. Para isso também ele recorria a todo o tipo de afrodisíacos que os especialistas de ocasião pudessem recomendar. A sua ruína aconteceu quando fez fé num charlatão que lhe garantiu que o melor remédio para uma erecção sempre pronta era pó de diamante: Sua Majestade Elevadíssima arruinou o tesouro real a engolir chás de diamante em benefício do seu ceptro erguido. (...)»

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003

«(...)Until the turn of the century it had been the custom of the Maharaja of Patiala to appear once a year before his subjects naked except for that diamond breastplate, his organ in full and glorious erection. (…) As at the Maharaja walked about, his subjects gleefully applauded, their cheers acknowledging both the dimensions of the princely organ and the fact that it was supposed to be radiating magic powers… (…).
An early Maharaja of Mysore was informed by a Chinese sage that the most efficacious aphrodisiacs in the world were made of crushed diamonds. That unfortunate discovery led to the rapid impoverishment of the state treasury as hundreds of precious stones were ground to dust in the princely mills. (…)»

                                                                Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 168. 2ª Edição, 2003

«(...) O marajá de Gwalior, esse, era antes um obcecado pela caça: matou o seu primeiro tigre aos 8 anos e nunca mais parou – aos 40 tinha morto mil e quatrocentos tigres, cujas peles revestiam por inteiro todas as divisões do seu palácio. (...)»

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003

«(...) Bharatpur bagged his first tiger at eight. By the time he was 35, the skins of the tigers he’d killed, stitched together, provided the reception rooms of his palace with what amounted to wall to wall carpeting. (…) The Maharaja of Gwalior killed over 1400 tigers in his lifetime… (…)».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 174. 2ª Edição, 2003

«(...)Sir Buphinder Sing, O Magnífico, sétimo marajá de Patiala, não era o mais rico, mas era seguramente o mais imponente dos príncipes indianos, com o seu metro e noventa de altura e os seus cento e quarenta quilos de peso. Todos os dias, despachava vinte quilos de comida, incluindo três frangos com o chá das cinco, e três mulheres do seu harém, depois do jantar. Para satisfazer as suas duas principais paixões – o pólo e as mulheres – o seu palácio abrigava quinhentos puro-sangues ingleses e trezentas e cinquenta concubinas, servidas por um exército de perfumadores e esteticistas, destinado a mantê-las sempre apetecíveis para o apetite voraz de Sir Buphinder. Tinha também o seu corpo privado (sic) de especialistas em afrodisíacos, de modo a mantê-lo capaz de dar conta de tão ingente tarefa. Com o avançar dos anos, tudo foi sendo experimentado na dieta alimentar do marajá, para melhor estimular o seu apetite sexual: concentrados de ouro, prata e especiarias, miolos de macaco decapitado em vida e até rádio. Finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o tédio» (...).

Miguel Sousa Tavares, «Equador», págs. 245 e 246, 1ª Edição, 2003

«(…) The acknowledged master of his generation in both fields was the Sikh Sir Bhupinder Singh, the Magnificent, the seventh Maharaja of Patiala (...). With his six-foot-four-inch frame, his 300 pounds (…). His appetite was such that he could consume twenty pounds of food in the course of a strenuous day or a couple of chickens as a tea-time snack. (…) To sustain those efforts, his stables harboured 500 of the world’s finest polo ponies. (…) As he came to maturity his devotion to his harem eventually surpassed even his passions for polo and hunting. (…) By the time the institution reached its fullest fruition, it contained 350 ladies. (…) Sir Buphinder opened his harem doors to a parade of perfumers, jewelers, hairdressers, beauticians and dressmakers. (…) Further to stimulate his princely ardours, he converted one wing of the harem into a laboratory whose test tubes and vials produced an exotic blend of scents, cosmetics, lotions and philters. (…) Recourse to aphrodisiacs was inevitable. His Indian doctors worked up a number of savoury concoctions based on gold, pearls, spices, silver, herbs and iron. For a while, their most efficacious potion was based on a mixture of shredded carrots and the crushed brains of a sparrow. When its benefits began to wane, Sir Bhupinder called in a group of French technicians whom he naturally assumed would enjoy special expertise in the matter. Alas, even the effects of their treatment based on radium proved ephemeral (…). His was a malady that plagued not a few of his surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it» (…).

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», págs. 175 e 176. 2ª Edição, 2002

«Quanto ao marajá de Gwalior, esse, imaginou a mais curta e mais extraordinária das linhas férreas de toda a Índia: era um comboio miniatura, também com os carris em prata maciça, que tinha origem na copa do palácio e penetrava na sala de jantar, através da parede. Aí, sentado em frente a um comando cheio de botões, o próprio anfitrião fazia o comboio correr ao longo da extensa mesa, apitando e acendendo luzes e fazendo-o parar diante de cada convidado para que este se servisse do vagão-whisky, do vagão-Porto, do vagão-Madeira ou do vagão-tabaco».

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 247, 1ª Edição, 2003

«The passion of the Maharaja of Gwalior (...) was electric trains. (…) It was laid out over 250 feet of solid silver rails set on a mammoth iron table at the centre of the palace banquet hall. (…) By manipulating his control panel, the prince could pass the vegetables, send the potatoes shuttling through the banquet hall, or order an express to the kitchens for a second helping for a hungry guest».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 171. 2ª Edição, 2002

«(...)Também o marajá de Mysore vivia obcecado com as suas capacidades erectivas: a lenda prescrevia que o segredo do seu poder e prestígio entre os súbditos era a qualidade da ercção do seu príncipe, e, assim, uma vez por ano, durante as festas do Principado, o marajá exibia-se ao seu povo, sobre o dorso de um elefante e em pleno estado de erecção. Para isso também ele recorria a todo o tipo de afrodisíacos que os especialistas de ocasião pudessem recomendar. A sua ruína aconteceu quando fez fé num charlatão que lhe garantiu que o melor remédio para uma erecção sempre pronta era pó de diamante: Sua Majestade Elevadíssima arruinou o tesouro real a engolir chás de diamante em benefício do seu ceptro erguido. (...)»

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003

«(...)Until the turn of the century it had been the custom of the Maharaja of Patiala to appear once a year before his subjects naked except for that diamond breastplate, his organ in full and glorious erection. (…) As at the Maharaja walked about, his subjects gleefully applauded, their cheers acknowledging both the dimensions of the princely organ and the fact that it was supposed to be radiating magic powers… (…).
An early Maharaja of Mysore was informed by a Chinese sage that the most efficacious aphrodisiacs in the world were made of crushed diamonds. That unfortunate discovery led to the rapid impoverishment of the state treasury as hundreds of precious stones were ground to dust in the princely mills. (…)»

                                                                Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 168. 2ª Edição, 2003

«(...) O marajá de Gwalior, esse, era antes um obcecado pela caça: matou o seu primeiro tigre aos 8 anos e nunca mais parou – aos 40 tinha morto mil e quatrocentos tigres, cujas peles revestiam por inteiro todas as divisões do seu palácio. (...)»

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003

«(...) Bharatpur bagged his first tiger at eight. By the time he was 35, the skins of the tigers he’d killed, stitched together, provided the reception rooms of his palace with what amounted to wall to wall carpeting. (…) The Maharaja of Gwalior killed over 1400 tigers in his lifetime… (…)».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 174. 2ª Edição, 2003

«(...)Sir Buphinder Sing, O Magnífico, sétimo marajá de Patiala, não era o mais rico, mas era seguramente o mais imponente dos príncipes indianos, com o seu metro e noventa de altura e os seus cento e quarenta quilos de peso. Todos os dias, despachava vinte quilos de comida, incluindo três frangos com o chá das cinco, e três mulheres do seu harém, depois do jantar. Para satisfazer as suas duas principais paixões – o pólo e as mulheres – o seu palácio abrigava quinhentos puro-sangues ingleses e trezentas e cinquenta concubinas, servidas por um exército de perfumadores e esteticistas, destinado a mantê-las sempre apetecíveis para o apetite voraz de Sir Buphinder. Tinha também o seu corpo privado (sic) de especialistas em afrodisíacos, de modo a mantê-lo capaz de dar conta de tão ingente tarefa. Com o avançar dos anos, tudo foi sendo experimentado na dieta alimentar do marajá, para melhor estimular o seu apetite sexual: concentrados de ouro, prata e especiarias, miolos de macaco decapitado em vida e até rádio. Finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o tédio» (...).

Miguel Sousa Tavares, «Equador», págs. 245 e 246, 1ª Edição, 2003

«(…) The acknowledged master of his generation in both fields was the Sikh Sir Bhupinder Singh, the Magnificent, the seventh Maharaja of Patiala (...). With his six-foot-four-inch frame, his 300 pounds (…). His appetite was such that he could consume twenty pounds of food in the course of a strenuous day or a couple of chickens as a tea-time snack. (…) To sustain those efforts, his stables harboured 500 of the world’s finest polo ponies. (…) As he came to maturity his devotion to his harem eventually surpassed even his passions for polo and hunting. (…) By the time the institution reached its fullest fruition, it contained 350 ladies. (…) Sir Buphinder opened his harem doors to a parade of perfumers, jewelers, hairdressers, beauticians and dressmakers. (…) Further to stimulate his princely ardours, he converted one wing of the harem into a laboratory whose test tubes and vials produced an exotic blend of scents, cosmetics, lotions and philters. (…) Recourse to aphrodisiacs was inevitable. His Indian doctors worked up a number of savoury concoctions based on gold, pearls, spices, silver, herbs and iron. For a while, their most efficacious potion was based on a mixture of shredded carrots and the crushed brains of a sparrow. When its benefits began to wane, Sir Bhupinder called in a group of French technicians whom he naturally assumed would enjoy special expertise in the matter. Alas, even the effects of their treatment based on radium proved ephemeral (…). His was a malady that plagued not a few of his surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it» (…).

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», págs. 175 e 176. 2ª Edição, 2002

«Quanto ao marajá de Gwalior, esse, imaginou a mais curta e mais extraordinária das linhas férreas de toda a Índia: era um comboio miniatura, também com os carris em prata maciça, que tinha origem na copa do palácio e penetrava na sala de jantar, através da parede. Aí, sentado em frente a um comando cheio de botões, o próprio anfitrião fazia o comboio correr ao longo da extensa mesa, apitando e acendendo luzes e fazendo-o parar diante de cada convidado para que este se servisse do vagão-whisky, do vagão-Porto, do vagão-Madeira ou do vagão-tabaco».

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 247, 1ª Edição, 2003

«The passion of the Maharaja of Gwalior (...) was electric trains. (…) It was laid out over 250 feet of solid silver rails set on a mammoth iron table at the centre of the palace banquet hall. (…) By manipulating his control panel, the prince could pass the vegetables, send the potatoes shuttling through the banquet hall, or order an express to the kitchens for a second helping for a hungry guest».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 171. 2ª Edição, 2002

«(...)Também o marajá de Mysore vivia obcecado com as suas capacidades erectivas: a lenda prescrevia que o segredo do seu poder e prestígio entre os súbditos era a qualidade da ercção do seu príncipe, e, assim, uma vez por ano, durante as festas do Principado, o marajá exibia-se ao seu povo, sobre o dorso de um elefante e em pleno estado de erecção. Para isso também ele recorria a todo o tipo de afrodisíacos que os especialistas de ocasião pudessem recomendar. A sua ruína aconteceu quando fez fé num charlatão que lhe garantiu que o melor remédio para uma erecção sempre pronta era pó de diamante: Sua Majestade Elevadíssima arruinou o tesouro real a engolir chás de diamante em benefício do seu ceptro erguido. (...)»

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003

«(...)Until the turn of the century it had been the custom of the Maharaja of Patiala to appear once a year before his subjects naked except for that diamond breastplate, his organ in full and glorious erection. (…) As at the Maharaja walked about, his subjects gleefully applauded, their cheers acknowledging both the dimensions of the princely organ and the fact that it was supposed to be radiating magic powers… (…).
An early Maharaja of Mysore was informed by a Chinese sage that the most efficacious aphrodisiacs in the world were made of crushed diamonds. That unfortunate discovery led to the rapid impoverishment of the state treasury as hundreds of precious stones were ground to dust in the princely mills. (…)»

                                                                Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 168. 2ª Edição, 2003

«(...) O marajá de Gwalior, esse, era antes um obcecado pela caça: matou o seu primeiro tigre aos 8 anos e nunca mais parou – aos 40 tinha morto mil e quatrocentos tigres, cujas peles revestiam por inteiro todas as divisões do seu palácio. (...)»

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003

«(...) Bharatpur bagged his first tiger at eight. By the time he was 35, the skins of the tigers he’d killed, stitched together, provided the reception rooms of his palace with what amounted to wall to wall carpeting. (…) The Maharaja of Gwalior killed over 1400 tigers in his lifetime… (…)».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 174. 2ª Edição, 2003

«(...)Sir Buphinder Sing, O Magnífico, sétimo marajá de Patiala, não era o mais rico, mas era seguramente o mais imponente dos príncipes indianos, com o seu metro e noventa de altura e os seus cento e quarenta quilos de peso. Todos os dias, despachava vinte quilos de comida, incluindo três frangos com o chá das cinco, e três mulheres do seu harém, depois do jantar. Para satisfazer as suas duas principais paixões – o pólo e as mulheres – o seu palácio abrigava quinhentos puro-sangues ingleses e trezentas e cinquenta concubinas, servidas por um exército de perfumadores e esteticistas, destinado a mantê-las sempre apetecíveis para o apetite voraz de Sir Buphinder. Tinha também o seu corpo privado (sic) de especialistas em afrodisíacos, de modo a mantê-lo capaz de dar conta de tão ingente tarefa. Com o avançar dos anos, tudo foi sendo experimentado na dieta alimentar do marajá, para melhor estimular o seu apetite sexual: concentrados de ouro, prata e especiarias, miolos de macaco decapitado em vida e até rádio. Finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o tédio» (...).

Miguel Sousa Tavares, «Equador», págs. 245 e 246, 1ª Edição, 2003

«(…) The acknowledged master of his generation in both fields was the Sikh Sir Bhupinder Singh, the Magnificent, the seventh Maharaja of Patiala (...). With his six-foot-four-inch frame, his 300 pounds (…). His appetite was such that he could consume twenty pounds of food in the course of a strenuous day or a couple of chickens as a tea-time snack. (…) To sustain those efforts, his stables harboured 500 of the world’s finest polo ponies. (…) As he came to maturity his devotion to his harem eventually surpassed even his passions for polo and hunting. (…) By the time the institution reached its fullest fruition, it contained 350 ladies. (…) Sir Buphinder opened his harem doors to a parade of perfumers, jewelers, hairdressers, beauticians and dressmakers. (…) Further to stimulate his princely ardours, he converted one wing of the harem into a laboratory whose test tubes and vials produced an exotic blend of scents, cosmetics, lotions and philters. (…) Recourse to aphrodisiacs was inevitable. His Indian doctors worked up a number of savoury concoctions based on gold, pearls, spices, silver, herbs and iron. For a while, their most efficacious potion was based on a mixture of shredded carrots and the crushed brains of a sparrow. When its benefits began to wane, Sir Bhupinder called in a group of French technicians whom he naturally assumed would enjoy special expertise in the matter. Alas, even the effects of their treatment based on radium proved ephemeral (…). His was a malady that plagued not a few of his surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it» (…).

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», págs. 175 e 176. 2ª Edição, 2002

«Quanto ao marajá de Gwalior, esse, imaginou a mais curta e mais extraordinária das linhas férreas de toda a Índia: era um comboio miniatura, também com os carris em prata maciça, que tinha origem na copa do palácio e penetrava na sala de jantar, através da parede. Aí, sentado em frente a um comando cheio de botões, o próprio anfitrião fazia o comboio correr ao longo da extensa mesa, apitando e acendendo luzes e fazendo-o parar diante de cada convidado para que este se servisse do vagão-whisky, do vagão-Porto, do vagão-Madeira ou do vagão-tabaco».

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 247, 1ª Edição, 2003

«The passion of the Maharaja of Gwalior (...) was electric trains. (…) It was laid out over 250 feet of solid silver rails set on a mammoth iron table at the centre of the palace banquet hall. (…) By manipulating his control panel, the prince could pass the vegetables, send the potatoes shuttling through the banquet hall, or order an express to the kitchens for a second helping for a hungry guest».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 171. 2ª Edição, 2002

«(...)Também o marajá de Mysore vivia obcecado com as suas capacidades erectivas: a lenda prescrevia que o segredo do seu poder e prestígio entre os súbditos era a qualidade da ercção do seu príncipe, e, assim, uma vez por ano, durante as festas do Principado, o marajá exibia-se ao seu povo, sobre o dorso de um elefante e em pleno estado de erecção. Para isso também ele recorria a todo o tipo de afrodisíacos que os especialistas de ocasião pudessem recomendar. A sua ruína aconteceu quando fez fé num charlatão que lhe garantiu que o melor remédio para uma erecção sempre pronta era pó de diamante: Sua Majestade Elevadíssima arruinou o tesouro real a engolir chás de diamante em benefício do seu ceptro erguido. (...)»

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003

«(...)Until the turn of the century it had been the custom of the Maharaja of Patiala to appear once a year before his subjects naked except for that diamond breastplate, his organ in full and glorious erection. (…) As at the Maharaja walked about, his subjects gleefully applauded, their cheers acknowledging both the dimensions of the princely organ and the fact that it was supposed to be radiating magic powers… (…).
An early Maharaja of Mysore was informed by a Chinese sage that the most efficacious aphrodisiacs in the world were made of crushed diamonds. That unfortunate discovery led to the rapid impoverishment of the state treasury as hundreds of precious stones were ground to dust in the princely mills. (…)»

                                                                Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 168. 2ª Edição, 2003

«(...) O marajá de Gwalior, esse, era antes um obcecado pela caça: matou o seu primeiro tigre aos 8 anos e nunca mais parou – aos 40 tinha morto mil e quatrocentos tigres, cujas peles revestiam por inteiro todas as divisões do seu palácio. (...)»

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003

«(...) Bharatpur bagged his first tiger at eight. By the time he was 35, the skins of the tigers he’d killed, stitched together, provided the reception rooms of his palace with what amounted to wall to wall carpeting. (…) The Maharaja of Gwalior killed over 1400 tigers in his lifetime… (…)».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 174. 2ª Edição, 2003

«(...)Sir Buphinder Sing, O Magnífico, sétimo marajá de Patiala, não era o mais rico, mas era seguramente o mais imponente dos príncipes indianos, com o seu metro e noventa de altura e os seus cento e quarenta quilos de peso. Todos os dias, despachava vinte quilos de comida, incluindo três frangos com o chá das cinco, e três mulheres do seu harém, depois do jantar. Para satisfazer as suas duas principais paixões – o pólo e as mulheres – o seu palácio abrigava quinhentos puro-sangues ingleses e trezentas e cinquenta concubinas, servidas por um exército de perfumadores e esteticistas, destinado a mantê-las sempre apetecíveis para o apetite voraz de Sir Buphinder. Tinha também o seu corpo privado (sic) de especialistas em afrodisíacos, de modo a mantê-lo capaz de dar conta de tão ingente tarefa. Com o avançar dos anos, tudo foi sendo experimentado na dieta alimentar do marajá, para melhor estimular o seu apetite sexual: concentrados de ouro, prata e especiarias, miolos de macaco decapitado em vida e até rádio. Finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o tédio» (...).

Miguel Sousa Tavares, «Equador», págs. 245 e 246, 1ª Edição, 2003

«(…) The acknowledged master of his generation in both fields was the Sikh Sir Bhupinder Singh, the Magnificent, the seventh Maharaja of Patiala (...). With his six-foot-four-inch frame, his 300 pounds (…). His appetite was such that he could consume twenty pounds of food in the course of a strenuous day or a couple of chickens as a tea-time snack. (…) To sustain those efforts, his stables harboured 500 of the world’s finest polo ponies. (…) As he came to maturity his devotion to his harem eventually surpassed even his passions for polo and hunting. (…) By the time the institution reached its fullest fruition, it contained 350 ladies. (…) Sir Buphinder opened his harem doors to a parade of perfumers, jewelers, hairdressers, beauticians and dressmakers. (…) Further to stimulate his princely ardours, he converted one wing of the harem into a laboratory whose test tubes and vials produced an exotic blend of scents, cosmetics, lotions and philters. (…) Recourse to aphrodisiacs was inevitable. His Indian doctors worked up a number of savoury concoctions based on gold, pearls, spices, silver, herbs and iron. For a while, their most efficacious potion was based on a mixture of shredded carrots and the crushed brains of a sparrow. When its benefits began to wane, Sir Bhupinder called in a group of French technicians whom he naturally assumed would enjoy special expertise in the matter. Alas, even the effects of their treatment based on radium proved ephemeral (…). His was a malady that plagued not a few of his surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it» (…).

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», págs. 175 e 176. 2ª Edição, 2002

«Quanto ao marajá de Gwalior, esse, imaginou a mais curta e mais extraordinária das linhas férreas de toda a Índia: era um comboio miniatura, também com os carris em prata maciça, que tinha origem na copa do palácio e penetrava na sala de jantar, através da parede. Aí, sentado em frente a um comando cheio de botões, o próprio anfitrião fazia o comboio correr ao longo da extensa mesa, apitando e acendendo luzes e fazendo-o parar diante de cada convidado para que este se servisse do vagão-whisky, do vagão-Porto, do vagão-Madeira ou do vagão-tabaco».

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 247, 1ª Edição, 2003

«The passion of the Maharaja of Gwalior (...) was electric trains. (…) It was laid out over 250 feet of solid silver rails set on a mammoth iron table at the centre of the palace banquet hall. (…) By manipulating his control panel, the prince could pass the vegetables, send the potatoes shuttling through the banquet hall, or order an express to the kitchens for a second helping for a hungry guest».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 171. 2ª Edição, 2002

«(...)Também o marajá de Mysore vivia obcecado com as suas capacidades erectivas: a lenda prescrevia que o segredo do seu poder e prestígio entre os súbditos era a qualidade da ercção do seu príncipe, e, assim, uma vez por ano, durante as festas do Principado, o marajá exibia-se ao seu povo, sobre o dorso de um elefante e em pleno estado de erecção. Para isso também ele recorria a todo o tipo de afrodisíacos que os especialistas de ocasião pudessem recomendar. A sua ruína aconteceu quando fez fé num charlatão que lhe garantiu que o melor remédio para uma erecção sempre pronta era pó de diamante: Sua Majestade Elevadíssima arruinou o tesouro real a engolir chás de diamante em benefício do seu ceptro erguido. (...)»

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003

«(...)Until the turn of the century it had been the custom of the Maharaja of Patiala to appear once a year before his subjects naked except for that diamond breastplate, his organ in full and glorious erection. (…) As at the Maharaja walked about, his subjects gleefully applauded, their cheers acknowledging both the dimensions of the princely organ and the fact that it was supposed to be radiating magic powers… (…).
An early Maharaja of Mysore was informed by a Chinese sage that the most efficacious aphrodisiacs in the world were made of crushed diamonds. That unfortunate discovery led to the rapid impoverishment of the state treasury as hundreds of precious stones were ground to dust in the princely mills. (…)»

                                                                Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 168. 2ª Edição, 2003

«(...) O marajá de Gwalior, esse, era antes um obcecado pela caça: matou o seu primeiro tigre aos 8 anos e nunca mais parou – aos 40 tinha morto mil e quatrocentos tigres, cujas peles revestiam por inteiro todas as divisões do seu palácio. (...)»

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003

«(...) Bharatpur bagged his first tiger at eight. By the time he was 35, the skins of the tigers he’d killed, stitched together, provided the reception rooms of his palace with what amounted to wall to wall carpeting. (…) The Maharaja of Gwalior killed over 1400 tigers in his lifetime… (…)».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 174. 2ª Edição, 2003

«(...)Sir Buphinder Sing, O Magnífico, sétimo marajá de Patiala, não era o mais rico, mas era seguramente o mais imponente dos príncipes indianos, com o seu metro e noventa de altura e os seus cento e quarenta quilos de peso. Todos os dias, despachava vinte quilos de comida, incluindo três frangos com o chá das cinco, e três mulheres do seu harém, depois do jantar. Para satisfazer as suas duas principais paixões – o pólo e as mulheres – o seu palácio abrigava quinhentos puro-sangues ingleses e trezentas e cinquenta concubinas, servidas por um exército de perfumadores e esteticistas, destinado a mantê-las sempre apetecíveis para o apetite voraz de Sir Buphinder. Tinha também o seu corpo privado (sic) de especialistas em afrodisíacos, de modo a mantê-lo capaz de dar conta de tão ingente tarefa. Com o avançar dos anos, tudo foi sendo experimentado na dieta alimentar do marajá, para melhor estimular o seu apetite sexual: concentrados de ouro, prata e especiarias, miolos de macaco decapitado em vida e até rádio. Finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o tédio» (...).

Miguel Sousa Tavares, «Equador», págs. 245 e 246, 1ª Edição, 2003

«(…) The acknowledged master of his generation in both fields was the Sikh Sir Bhupinder Singh, the Magnificent, the seventh Maharaja of Patiala (...). With his six-foot-four-inch frame, his 300 pounds (…). His appetite was such that he could consume twenty pounds of food in the course of a strenuous day or a couple of chickens as a tea-time snack. (…) To sustain those efforts, his stables harboured 500 of the world’s finest polo ponies. (…) As he came to maturity his devotion to his harem eventually surpassed even his passions for polo and hunting. (…) By the time the institution reached its fullest fruition, it contained 350 ladies. (…) Sir Buphinder opened his harem doors to a parade of perfumers, jewelers, hairdressers, beauticians and dressmakers. (…) Further to stimulate his princely ardours, he converted one wing of the harem into a laboratory whose test tubes and vials produced an exotic blend of scents, cosmetics, lotions and philters. (…) Recourse to aphrodisiacs was inevitable. His Indian doctors worked up a number of savoury concoctions based on gold, pearls, spices, silver, herbs and iron. For a while, their most efficacious potion was based on a mixture of shredded carrots and the crushed brains of a sparrow. When its benefits began to wane, Sir Bhupinder called in a group of French technicians whom he naturally assumed would enjoy special expertise in the matter. Alas, even the effects of their treatment based on radium proved ephemeral (…). His was a malady that plagued not a few of his surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it» (…).

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», págs. 175 e 176. 2ª Edição, 2002

«Quanto ao marajá de Gwalior, esse, imaginou a mais curta e mais extraordinária das linhas férreas de toda a Índia: era um comboio miniatura, também com os carris em prata maciça, que tinha origem na copa do palácio e penetrava na sala de jantar, através da parede. Aí, sentado em frente a um comando cheio de botões, o próprio anfitrião fazia o comboio correr ao longo da extensa mesa, apitando e acendendo luzes e fazendo-o parar diante de cada convidado para que este se servisse do vagão-whisky, do vagão-Porto, do vagão-Madeira ou do vagão-tabaco».

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 247, 1ª Edição, 2003

«The passion of the Maharaja of Gwalior (...) was electric trains. (…) It was laid out over 250 feet of solid silver rails set on a mammoth iron table at the centre of the palace banquet hall. (…) By manipulating his control panel, the prince could pass the vegetables, send the potatoes shuttling through the banquet hall, or order an express to the kitchens for a second helping for a hungry guest».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 171. 2ª Edição, 2002

«(...)Também o marajá de Mysore vivia obcecado com as suas capacidades erectivas: a lenda prescrevia que o segredo do seu poder e prestígio entre os súbditos era a qualidade da ercção do seu príncipe, e, assim, uma vez por ano, durante as festas do Principado, o marajá exibia-se ao seu povo, sobre o dorso de um elefante e em pleno estado de erecção. Para isso também ele recorria a todo o tipo de afrodisíacos que os especialistas de ocasião pudessem recomendar. A sua ruína aconteceu quando fez fé num charlatão que lhe garantiu que o melor remédio para uma erecção sempre pronta era pó de diamante: Sua Majestade Elevadíssima arruinou o tesouro real a engolir chás de diamante em benefício do seu ceptro erguido. (...)»

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003

«(...)Until the turn of the century it had been the custom of the Maharaja of Patiala to appear once a year before his subjects naked except for that diamond breastplate, his organ in full and glorious erection. (…) As at the Maharaja walked about, his subjects gleefully applauded, their cheers acknowledging both the dimensions of the princely organ and the fact that it was supposed to be radiating magic powers… (…).
An early Maharaja of Mysore was informed by a Chinese sage that the most efficacious aphrodisiacs in the world were made of crushed diamonds. That unfortunate discovery led to the rapid impoverishment of the state treasury as hundreds of precious stones were ground to dust in the princely mills. (…)»

                                                                Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 168. 2ª Edição, 2003

«(...) O marajá de Gwalior, esse, era antes um obcecado pela caça: matou o seu primeiro tigre aos 8 anos e nunca mais parou – aos 40 tinha morto mil e quatrocentos tigres, cujas peles revestiam por inteiro todas as divisões do seu palácio. (...)»

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003

«(...) Bharatpur bagged his first tiger at eight. By the time he was 35, the skins of the tigers he’d killed, stitched together, provided the reception rooms of his palace with what amounted to wall to wall carpeting. (…) The Maharaja of Gwalior killed over 1400 tigers in his lifetime… (…)».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 174. 2ª Edição, 2003

Re: ORA F.............SSSS
Re: ORA F.............SSSS
Re: ORA F.............SSSS
TURBIRABO, QUE GRANDE PACOTADA
TURBIRABO, IUUUUUUUUUIUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!
ONDE ANDAS TU SEU RAPA TÁBUAS?
ISSO É QUE FOI UM FERIADO LÁ NO ALENTEJO COM O TEU NAMORADO, HEIN?
NEM PIAS.
DEVES TER REBENTADO ESSE PACOTE NOJENTO.
E TENS A BOCA CHEIA DE AFTAS, NÃO?
JÁ TE AVISEI PARA NÃO DEIXARES QUE O SERRÃO TE MIJE NA BOCA, PORCALHÃO.
A VACÓRIA DA TUA MÃE, ESTÁ BOA, ESSA VELHA ASQUEROSA?
BEIJINHOS, MEU ANJO.
AH!AH!AH!AH!AH!AH!
SEMPRE A SER TOUREADO, ESTE TURBIRABO PALHAÇO...
CAMPUTAS, O EMPACOTADO
TURBIRABO, O OLHO EM SANGUE
TURBIRABO, PALHAÇO QUERIDO!
PENSEI QUE JÁ NÃO FALAVAS MAIS COMIGO DEPOIS DOS ÚLTIMOS ACHACAMENTOS.
NA OUTRA PÁGINA DESISTISTE NUM INSTANTE.
AH!AH!AH!AH!AH!AH!AH!
ÉS MUITO FRAQUINHO.
PARECES UM PAPAGAIO RABETA: OLHÓPÁRIMÁTCH!
DAVAS PARA ARDINA. ERA UMA FESTA PARA TI. OS CONDUTORES A APALPAREM TE O RABIOSQUE A A CHAMAREM TE FILHO DA PUTA. ADORAS ISSO!
AH!AH!AH!AH!AH!H!AH!AH!AH!AH!AH!
COITADITO.
OLHA, PERDE LÁ A VERGONHA E CONTA LÁ COMO FOI O FERIADO COM O SERRÃO TAVARES.
ANDARAM DE MÃO DADA? ELE FOI-TE À BOCA MUITAS VEZES?
CHUPASTE-O LÁ NA QUINTA, DEBAIXO DE UMA MIMOSA?
QUE BONITO CASALINHO!
UUUUUHHHHHH!UUUUUHHHHHH!
TURBIRABICHOLA! O RAPAZINHO DO SERRÃO!
QUE BELO PANDULO ME SAÍSTE, TURBIRABINHO.
DEVES TER O OLHO EM SANGUE...
AH!AH!AH!AH!AH!AH!AH!
JÁ TINHA SAUDADES DA TUA ESTUPIDEZ, MEU IMBECIL ROTO...
CAMPUTAS, O REI DAS HEMORROIDES
TURBIRABÃO, AMANHÃ É SÁBADO, DIA DE DARES O BEFE
HOJE É SEXTA, DIZ O RABO...
AH!AH!AH!AH!AH!AH!AH!AH!
ÉS UM GÉNIO. EU SABIA QUE ESSA EXIBIÇÃO DIÁRIA DE ESTUPIDEZ CONGÉNITA ERA SÓ PARA DISFARÇAR.
HOJE É SEXTA, DIZ O RABO. CHEGASTE A ESSA CONCLUSÃO SOZINHO?
NÃO MINTAS, CAVALO.
AH!AH!AH!AH!AH!AH!
AMANHÃ VOLTAS COM O TEU AMANTE PARA O MORRO NO ALENTEJO?
ISSO É QUE VAI SER! ELE BIMBA, BIMBA, BIMBA, BIMBA NAS TUAS BIMBAS E TU AOS GRITOS, MEU TURBIRABICHOLÃO. QUE GRANDE AGASALHADOR DE MORANGOS!
PASSAS OS FINS DE SEMANA CO O SERRÃO TAVARES NO TRUCA-TRUCA, NÃO É?
AH!AH!AH!AH!AH!AH!
POR ISSO É QUE ELE ESTÁ COM AQUELE AR DOENTE E COM OLHEIRAS. NÃO TEM DESCANSO COM O RABO DO TURBIRABO.
FORÇA MIÚDO! DIVERTE-TE! SEJAM FELIZES, SEUS POMBINHOS.
AH!AH!AH!AH!AH!AH!AH!Ah!AH!AH!
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Edição Diária 17.Abr.2014

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