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Sebald ainda simboliza a Alemanha?

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A Tempo e a Desmodo - Sebald ainda simboliza a Alemanha?

W. G. Sebald morreu há 10 anos e quase ninguém deu por isso. Não é justo. Sebald não é o génio da moda sebaldista de há uns anos, mas também não é um escritor que mereça um esquecimento prematuro. Até porque nos diz muito sobre esse assunto menor chamado "no início são 11 contra 11, e no fim ganha a Alemanha".

Nunca entrei na moda sebaldista da primeira metade dos anos 2000. Nessa altura, qualquer candidato a literato tinha de dizer que "sim senhor, li o Sebald todo, e em alemão". Como ficcionista (como narrador, se quiserem), Sebald é um chato faraónico. Está demasiado preso ao cliché da morte da narrativa e do romance, e, por isso, as suas histórias são seres híbridos e chatinhos, algures entre o diário, o ensaio e o romance. No final do dia, aquilo é uma pasta disforme e obscura. Mas, como sempre, muitos críticos e literatos confundiram aquela ilegibilidade com sofisticação (não há nada mais previsível do que o literato pós-moderno). Porém, no meio da ilegibilidade, um romance de Sebald merece muita atenção: Austerlitz.

Austerliz começa com o encontro entre o narrador e Austerlitz (Antuérpia, anos 60). Os encontros repetem-se em Londres e em vários locais da Bélgica. Após longa separação, voltam a encontrar-se (anos 90). Ao início, Austerlitz é relutante em falar do seu passado; vive apenas no presente, numa espécie de concepção circular de tempo. Mas, numa segunda fase destes reencontros, Austerlitz já se confessa preocupado com a memória. Acabamos por descobrir que Austerlitz é de origem judia: nasceu em Praga, e, ainda em criança, foi deportado para Inglaterra nos Kindertransporte, enquanto os seus pais ficaram na máquina de extermínio nazi. Ora, no final do livro, Sebald garante a Austerlitz uma saída minimamente redentora: a personagem parte em busca da memória do pai (em Paris), depois de ter desenterrado o passado da mãe. E o narrador? Não tem a mesma sorte. O narrador, sendo alemão, não encontra a redenção, não tem um momento de expiação, não encontra uma saída para o seu labirinto. Este contraste entre a linearidade redentora de Austerlitz e a espiral labiríntica do narrador é essencial para compreendermos o simbolismo do livro: este narrador é a personificação da Alemanha pós-guerra, a Alemanha enterrada numa culpa que a impede de sair para uma redenção colectiva.

Até ao advento desta crise europeia, eu dizia que este livro representava o ethos da Alemanha contemporânea, da Alemanha pós-guerra. Contudo, tendo em conta os últimos anos, parece-me que Sebald já não é o profeta da psique alemã. Porque esta Alemanha de 2012 já não é a Alemanha do pós-guerra, já é uma Alemanha que pensa a sua relação com os outros sem o fantasma de Hitler. E sabem uma coisa? Ainda bem.

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Hitler,nunca mais!
Hitler está enterrado,mas convém sempre que ninguém se esqueça da sua criminosa politica enquanto esteve no poder.
Essa consciência e esse sentimento de alerta tem a generalidade do Povo Alemão e é assumido em permanência pela Sra Merkel.
A Europa e os seus Povos estão unidos nos princípios da LIberdade,da Democracia e da Fraternidade.
Que ninguém tenha dúvidas disso.
Re: Hitler,nunca mais!
Eles zandam ai!
Re: Hitler,nunca mais!
Sebald ainda simboliza a Alemanha
Juros portugueses em máximos tocam quase os 21%
Taxas continuam imparáveis e renovam recordes em dia de cimeira europeia
A semana ainda mal começou e os juros da dívida pública portuguesa despertaram logo frenéticos, a acompanhar a escalada verificada na semana passada. Manhã de segunda-feira, dia de cimeira europeia - novos máximos a registar.

Nas principais maturidades há valores nunca antes vistos desde a entrada de Portugal no euro.

As Obrigações do Tesouro a dez anos subiram para um recorde de 15,66%.

Mas o caso mais grave é mesmo o verificado nos juros a cinco anos, que se aproximam perigosamente dos 21%. Chegaram já hoje aos 20,91%.

Os mercados estão cada vez mais desconfiados em relação à capacidade de Portugal fazer face aos seus compromissos e, por isso, exigem cada vez mais para investirem na nossa dívida.
Nota: Artigo A. Financeira.

De assustar é que acontece precisamente com uma Cimeira a decorrer. Ou já não acreditam ou estão a gozar connosco. Afinal mudar de governo não trouxe nenhum benefício, antes pelo contrário. As culpas que antes só eram de Sócrates, começam agora a ser da Alemanha, porque para alguns nunca serão deste governo.

http://www.jornaldenegoci...

http://www.youtube.com/wa...
A face oculta de Sócrates
Re: Sebald ainda simboliza a Alemanha
Re: Sebald ainda simboliza a Alemanha
Ó Henrique!
Quer um conselho? Venda o livro e compre uns óculos novos: parece-me que com esses vê muito mal (e assim já não aparece de olhinho fechado nas fotos)...
'Sebald ainda simboliza a Alemanha?
Confesso que há coisas que me perturbam na sua narrativa típica, Henrique... mesmo quando começam bem, acabam mal. Talvez eu seja demasiado ingénuo.

Mas antes... o livro parece interessante. Descobri agora mesmo que não sou literato, uma vez que nunca tinha ouvido falar de Sebald. Mas eu gosto de livros, e é bom saber onde os há bons.

Mas depois chega-se ao último parágrafo. A Alemanha tem sido uma das colunas inegáveis da Europa, e muito tem feito por ela. Àqueles que gostam de dizer que a Alemanha está farta de abrir o bolso e dando-lhe razão por isso, eu retruco, mas olhem como ela está mais rica do que nunca! Não há aqui um argumento de inveja tipo "os ricos que paguem a crise", não, a ideia é outra: A Europa é uma boa ideia, onde países como a Alemanha só podem prosperar! É por isso que nunca me fez sentido afirmar-se que a Alemanha fosse Europeísta devido ao fantasma de Hitler. Era-o porque isso fazia sentido, e consequentemente, a Europa era forte, e a Alemanha grande com ela.

Face a essa Alemanha, a atual é ambígua, hesitante no Europeísmo, e frequentemente acusada de egoísta e egocêntrica. Henrique diz que é por ela pensar sem o fantasma de Hitler e que isso é bom. Bom?... A Europa está em estilhaços com uma recessão que não se previa por causa disso, e isso é bom???

Há um equívoco aqui. Não era o fantasma de Hitler que ensombrava a Alemanha ou a Europa, era o da 2ª guerra mundial... e esquecê-lo, não é bom, é MAU!
Crónicas
Com alguma regularidade, HR tem assomos de pequeno intelectual, trazendo à baila temas que, calacula, podem atemorizar os comentadores de largo espectro.

Desconhecia que este romacista tivesse sido considerado "da moda" pois o tema a que recorre tem sido escalpelizado em centenas de escritos.

O sentimento de culpa e até de espanto, que muitos alemães transportam, perguntando-se como foi possível tal disparate, vão atenuando com o tempo. Nada de novo e de especial relevo.
O mesmo sentimento ou parecido atravessa a sociedade japonesa, com a renúncia total às armas, com um exército desarmado, ate há muito pouco tempo. Começam agora a libertar-se dos fantasmas. São fenómenos irrepetíveis, caldos de cultivo de humilhações e complexos, que convém analisar e remeter para as academias, onde devem ser dissecados por investigadores.....
Alemanha pos fantasma de Hitler
Caro Henrique Raposo

Não li Sebald por isso não estou em condições de analisar o texto que faz, mas achei particularmente interessante a conclusão da sua crónica:

"(...) uma Alemanha que pensa a sua relação com os outros sem o fantasma de Hitler"

Aqui não sei se concordo. É um facto que a Alemanha teve um progresso formidável nos últimos 70 anos a todos os níveis: económico, social, humanista, cultural, etc mas ainda se sente o fantasma de Hitler.

Encontrava-me em Israel há uns anos quando li num dos seus jornais (Haretz ou Jerusalem Post, não me recordo bem) uma estatística sobre os sentimentos do israelitas judeus sobre a forma como os vários países do mundo defendiam israel. Aquele que colocavam no topo era a Alemanha e só depois os USA. Na altura fiquei curioso porque ninguém tem dúvidas que os cheques em branco que sustentam este país têm a sua origem no estado americano e nos lobbies judeus americanos.

Passei a estar atento, e notei como mesmo nos mais sinistros dos actos do governo israelita, mesmo quanto até Bush perdia a paciência, a Alemanha mantinha um silêncio profundo. Por outro lado, tinham um gatilho rápido quando se tratava de qualquer crime cometido pelos palestinianos.

(continua)

http://oreivaivestido.blo...
Re: Alemanha pos fantasma de Hitler
Re: Alemanha pos fantasma de Hitler
Re: Alemanha pos fantasma de Hitler
Re: Alemanha pos fantasma de Hitler
Re: Alemanha pos fantasma de Hitler
Re: Alemanha pos fantasma de Hitler
não sei...
... se ainda bem, se ainda mal... o fantasmazinho de Hitler a pairar sobre aquele povo é capaz de não ser mau... digo eu..

http://barbarraridades.bl...
Re: Sebald ainda simboliza a Alemanha?

Em Itália é necessário irmos aos votos.
Basta dum governo técnico.

A Palavra deve ser restituída ao Povo Soberano.

      ἄѵϑος

Είστε ένα&
Re: Είστε έν
È vero!
Re: =»
Re: =»
lol
O conceito de Mittelstand é que caracteriza a Alemanha de hoje e de amanha, e é este que tem sido feito durante décadas. Resultado; crescimento e estabilidade económica. Cá brincou-se aos subsidios, para os jipes, obras públicas com pouco impacto na economia etc etc etc.. Engloba todos os governos pós 25 de Abril (PS/PSD e CDS). Uma cambada de burros!!!
Não dances sobre bunkers...
Re: Não dances sobre bunkers...
Sieg Heil!
O fabtasma de Hitler está bem presente em Angela Merkel. A Alemanha de 2012 é, tal como a Alemanha de 1933, um instrumento de opressão que ameaça toda a europa. Graças à Alemanha de 2012 temos hoje, em plena europa democrática, dois governos não eleitos e mais uns quantos governos fantoche que nem orçamento podem ter sem o aval reichfürerin: a mesma que faz caretas sempre quelhe falam em «eleições».
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Edição Diária 17.Abr.2014

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