O líder do PSD,
Pedro Passos Coelho
, considerou hoje que "depende agora" do Governo a existência de um acordo sobre as
SCUT
, insistindo que os sociais democratas não confundem discriminação positiva com isenção.
Em declarações aos jornalistas à saída da reunião da bancada parlamentar do PSD, Pedro Passos Coelho adiantou que a introdução de portagens nas SCUT foi um dos temas em discussão, mas remeteu para o executivo socialista a existência de um acordo.
"Não sei se está longe ou se está perto, isso depende agora do Governo. O Governo é quem governa e portanto deve apresentar a sua proposta", afirmou, quando questionado se o acordo com o executivo de José Sócrates estava perto de ser alcançado.
O líder do PSD reiterou apenas que para o seu partido há "dois pontos essenciais": que existam portagens em todo o lado num prazo razoável, ou seja, até ao final do ano, e que embora possa existir uma discriminação positiva, isso não signifique isenção.
Abertos a "discriminação positiva"
"Está agora nas mãos do Governo dizer qual é a solução do Governo para haver discriminação positiva, estamos abertos a essa discriminação positiva, mas não confundimos isso com isenção", sustentou, insistindo que é o Governo quem governa e não o PSD, por isso tem de ser o executivo a "resolver esta questão" e dizer quanto é que custa.
"É só isso e nada mais que nos separa para dar por encerrado esta matéria", assegurou.
Passos Coelho considerou, contudo, que "não é uma proposta de discussão séria" fazer uma lista de concelhos que estão isentos, pois iria colocar autarcas contra autarcas, portugueses contra portugueses.
"Não é uma forma correta de discutir", referiu, numa alusão às informações divulgadas pelo ministério das Obras Públicas no início da semana de que o Governo propunha a isenção da cobrança de portagens em 46 municípios atravessados pelas sete SCUT caso seja alcançado um acordo.
Diferendo sobre chip
Interrogado se está então ultrapassado o diferendo com o PS em relação à introdução do "chip" nas matrículas e se o PSD vai votar ao lado dos socialistas na especialidade, Passos Coelho remeteu a questão para o líder da bancada, Miguel Macedo.
O PS anunciou na quarta feira que propôs hoje o fim da obrigatoriedade do Dispositivo Electrónico de Matrícula (DEM) para todos os veículos, e que o aparelho se destine exclusivamente à cobrança de portagens nas SCUT.
As propostas apresentadas pelo PS serão discutidas e votadas na sexta feira à tarde, durante a reunião da comissão parlamentar de Obras Públicas.