Todas as possibilidades de um eventual boicote do Presidente francês Nicolas Sarkozy à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos estão em aberto, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner. O ministro falava na altura em que a chama Olímpica chegou a Paris.
"O Presidente (Nicolas) Sarkozy afirmou que está a manter em aberto todas as opções e que todos os caminhos devem ser perseguidos, de acordo com o desenvolvimento da situação", no Tibete, disse Kouchner à televisão LCI.
Tanto o Sarkozy como Kouchner têm afirmado que a França admite diferentes cenários, no que diz respeito à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos.
Alguns activistas apelaram a Sarkozy e outros dirigentes para boicotarem a cerimónia de abertura dos Jogos, mas Kouchner tem afirmado que a França se opõe a um boicote total.
O responsável referiu a participação no boicote, de 1980, aos Jogos Olímpicos de Moscovo na sequência da invasão soviética do Afeganistão. "O que foi conseguido com essa atitude?", interrogou, respondendo: "Nada". Kouchner apelou para mais discussões sobre as tensões no Tibete. "É abrindo as portas que podemos mudar a situação", disse Kouchner, um defensor de longa data de causas humanitárias e fundador do grupo Médicos Sem Fronteiras. Kouchner afirmou ainda ter falado, domingo, com o líder espiritual dos budistas tibetanos, Dalai Lama.
A tocha olímpica chegou entretanto a Paris, depois de uma tumultuosa passagem por Londres onde foi acompanhada de protestos devido à repressão dos direitos humanos no Tibete.