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Sarkozy anuncia aumento do IVA em França

O presidente francês anunciou a criação de uma taxa sobre transações financeiras e a subida do IVA, enquanto rejeitou uma possível descida da idade da reforma para 60 anos, medida sugerida pelo adversário socialista François Hollande
Lusa
Sarkozy foi entrevistado hoje à noite Lionel Bonaventure/AP Sarkozy foi entrevistado hoje à noite

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou hoje a criação de uma taxa sobre transações financeiras de 0,1% e uma subida de 1,6% da taxa normal IVA que passa de 19,6 para 21,2%.

Foi tomada a "decisão de criar uma taxa sobre transações financeiras", declarou Sarkozy numa intervenção na televisão, acrescentando esperar que a medida, aplicável a partir de agosto, possa vir a ser seguida por outros países europeus.

O aumento do IVA estará em vigor a partir de 1 de outubro.

Retomar a reforma aos 60 anos é uma "loucura"


Nicolas Sarkozy afirmou que seria uma "loucura" e uma "ilusão" o regresso da idade de reforma aos 60 anos.

"É uma loucura, não há ninguém que acredite nisso, não há nenhum francês que pense que isso é verdade. É uma ilusão porque isso não acontecerá", disse Sarkozy, na televisão francesa, aludindo a uma proposta do candidato socialista às presidenciais, François Hollande.

Uma medida como essa "conduzirá o país à ruína por uma simples razão: em cada quatro anos ganhamos um de esperança de vida. Se vivemos
mais tempo (...) e se as pessoas trabalharem menos, quem vai pagar-lhes as pensões?", questionou o presidente francês.
 
"Os socialistas espanhóis fizeram reformas nas pensões, os socialistas alemães alteraram as suas pensões. Não é uma questão de esquerda
ou direita, é uma questão de ponderação", disse.

"Europa já não está à beira do abismo"


Sarkozy afirmou que a "Europa já não está à beira do abismo" e que "os elementos de uma estabilização da situação financeira no mundo e [em particular] na Europa estão em marcha".

No caso de França, Sarkozy afirmou que o défice público desceu mais do que o previsto em 2011 para 5,3 por 5,4% do PIB.

"Estamos exatamente na nossa trajetória de redução do défice", disse. Sarkozy falava na véspera da cimeira europeia informal de segunda-feira, que reunirá os chefes de Estado e governo dos 27 Estados-membros da União Europeia, chamados a finalizar um projeto de pacto para reforçar a disciplina orçamental na zona euro.

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Como tenho dito,
o pagador VIP do descontrole econômico/financeiro do Estado moderno, é sempre o empregado, o trabalhador, o que ganha menos e, por isso, como burro de carga, vai mesmo é puxar a carreta pesada dos sacrifícios impostos pelos governantes, que se têm alma é esta vendida ao diabo, ou a quem pagar mais. Rio Grande
Iremos a reboque ?
Saúda-se a criação ( em França) da taxa sobre transacções financeiras, nomeadamente operações da Bolsa.
  Há largos meses esta medida também foi proposta em Portugal.
Porque será que aqui, neste paraíso à beira Atlântico plantado, fizeram orelhas de mouco?
Para quando tributar a " exportação" de capitais, nomeadamente para países fiscais?
Lá chegaremos, mais que não seja, mais uma vez a reboque de outros, mas já se perdeu muito tempo e ... cobrança de impostos
Re: Iremos a reboque ? Ver comentário
Um phenómeno surpreendente...
«(...)Sarkozy afirmou que o défice público desceu mais do que o previsto em 2011 para 5,3 por 5,4% do PIB.» E Défice «cresceu» asiim sózinho, como a massa dos filhozes! Sarkozy e o seu governo não tiveram nada a ver com isso. Apenas constataram que o défice «cresceu».
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