Santana Lopes deixou os candidatos à liderança do partido para mais tarde. Subiu ao palco para dizer de sua justiça. Desancou José Sócrates - "um primeiro-ministro não pode viver sob suspeitas de carácter e continuar primeiro-ministro" -, e lançou-se a Cavaco: "não levará a mal que lhe pergunte se era esta a boa moeda".
Claro que Santana não pôs em causa o apoio do PSD à recandidatura do professor: "sinto-me contente por ter Cavaco Silva como candidato presidencial e Manuel Alegre a continuar a fazer poemas", esclareceu. Mas confessou "estar convencido de que se Cavaco Silva soubesse o que sabe hoje teria preferido que o PSD continuasse a governar" em 2005, quando escreveu um artigo que ajudou a fragilizar o então primeiro-ministro Santana Lopes.
Feroz com Constâncio - "enfiou o maior barrete a Portugal e permitiu o projecto de poder pessoal de José Sócrates" -, Pedro Santana Lopes defendeu que o PSD se prepare para "liderar um bloco de centro-direita , assumindo a bipolarização, e dexando o CDS no seu lugar, sem andar a crescer à nossa custa".