26/05/2012 atualizado às 20:05
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Salvar a nossa história comum

8:00 Segunda feira, 5 de janeiro de 2009

Este é um dos assuntos que raramente merece umas linhas na Comunicação Social. Mas será, certamente, um dos mais severos julgamentos a que esta geração se submeterá no futuro. Um país que se permite ter património histórico valioso (e valioso não só do ponto de vista meramente português, mas do próprio ponto de vista europeu e global) a cair aos pedaços, é um local onde ou falta a auto-estima, ou abunda a inconsciência (ou ambas as coisas em simultâneo).

Nas páginas 12 e 13 desta edição podemos tomar conhecimento de um panorama desolador: a Sé de Lisboa repleta de lixo; a Igreja de São Francisco em Évora com um tecto a ruir; o centro histórico do Porto em perigo de derrocada; o Convento de Cristo em Tomar repleto de mazelas do tempo. Castelos, grutas, castros, muralhas sem quem lhes acuda.
Pedir que seja o Estado apenas a tomar conta de tudo pode ser um caminho. Mas é esquecer, como tantas vezes, que o dinheiro do Estado é de todos. E, ainda que possa ser reconfortante chorar sobre as verbas gastas em estádios de futebol e em muitos outros investimentos duvidosos ou ruinosos, de nada nos serve. Melhor será, pois, apelar à sociedade e às empresas que sigam os bons exemplos já dados (da Cimpor, na recuperação da Charola de Tomar, da Fundação Eugénio d'Almeida, no centro de Évora, para não falar da Gulbenkian no património português espalhado pelo mundo). E apelar dizendo-lhes que, apesar da crise e da natural contenção, muito se pode fazer com pouco investimento e com retorno muitas vezes superior ao de iniciativas vácuas e sem sentido.

O Expresso, que tem por imperativo, no seu Estatuto Editorial, a defesa do património histórico, terá gosto em divulgar as iniciativas relevantes na sua recuperação.

O inimigo do costume

É certo que as respostas de Israel nem sempre são comedidas, sendo algumas vezes desproporcionadas. Mas desta vez convém analisar bem os factos antes de chegar a conclusões precipitadas. O Governo radical do Hamas em Gaza, à revelia da liderança palestiniana de Mahmoud Abbas, decidiu, na véspera de Natal, atingir o Sul de Israel com uma barragem de foguetes.

Em resposta veio o que se sabe.

No entanto, se não temermos todas as perguntas, há uma que inevitavelmente teremos de fazer: qual a vantagem do Hamas em quebrar uma trégua de seis meses e atacar alvos civis no poderoso vizinho israelita?

A vantagem é só uma: o Hamas tem de governar com um inimigo externo bem visível a quem responsabilizar pelos resultados da sua própria governação: desemprego, miséria, banditismo, violência. E tem de demonstrar à Cisjordânia e ao mundo árabe que é ele o campeão desse combate.

O inimigo, já se sabe, é o do costume: Israel.

Palavras-chave  opinião
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Coherencia!!
LisQue2 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:46 | Segunda feira, 5 de janeiro de 2009
Até que em fim encontro um artigo com o qual posso relacionarme!!!

Ninguém se lembra de que são os fanáticos musulmanes os que sempre estão a procura de algúm inimigo com o qual lutar???

Ninguém se lembra de que sempre atacam em lugares públicos donde não há defensa alguma?? imaginam que alguém se inmolasse no meio de um mercado ou na saída de um colégio ou na porta de uma igreja???

Levam días "a brincar" e sabem que Israel não vai aceitar que matem à sua povoação!!!

Por qué em lugar de comprar kalasnikov não trocam por comida para todos os familiares? por que estes fanáticos de Hamás não lutam de modo valente e se escondem no meio de povoação civil entre mulheres e crianças?? Grandes cobardes que só pensam em matar e criar o maior pânico possível!!!

Se por eles fosse, havería mais 11S e 11M
 
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    Quem é que criou este movimento?    Ver comentário
zepereira (seguir utilizador), 1 ponto , 0:56 | Terça feira, 6 de janeiro de 2009
    Re: Quem é que criou este movimento?    Ver comentário
LisQue2 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:16 | Terça feira, 6 de janeiro de 2009
    Re: Quem é que criou este movimento?    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 17:50 | Quinta feira, 12 de março de 2009
CARO HENRIQUE MONTEIRO
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 12:45 | Terça feira, 6 de janeiro de 2009
Hoje constatei algo preocupante. No vosso site é possivel a alguns usurpar a identidade de outros. Esta estranha situação aconteceu lamentavelmente comigo. Agora tenho um idiota que sob a minha identidade anda por aí a ilustrar as minhas intervenções com saudações e dizeres nazis.
Agradecia que providenciasse uma solução para este situação impropria, cobarde e eticamente reprovavel.
Muito agradecido
Odisseia na terra
 
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Salvar a nossa história comum
Pedro Lemos (seguir utilizador), 1 ponto , 8:57 | Sexta feira, 9 de janeiro de 2009
Inteiro aplauso à parte deste artigo que se refere à defesa do nosso património comum. Numa época em que as grandes decisões económicas e políticas já não são tomadas ao nível puramente nacional e o conceito clássico de soberania tende a perder conteúdo real, das poucas coisas que restam ao Estado e aos portugueses defender por si próprios é a sua identidade cultural e o património histórico. Tudo o que se faça nesse sentido é bem vindo. E, já agora, diga-se a talhe de foice... seria bom que o Estado se concentre naquilo que são as suas funções essenciais - garantir o efectivo funcionamento da segurança e da justiça e dos serviços da educação e da saúde. Quanto ao resto, meus amigos, a margem de manobra do Estado para resolver os problemas dos cidadãos é cada vez menor e cada vez mais um exercício de "fazer de conta"... pago a peso de ouro pelos contribuintes.
 
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PARABÉNS
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 17:51 | Quinta feira, 12 de março de 2009
ARTIGO PODEROSO!
 
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