26/05/2012 atualizado às 20:05

Salazar foi acompanhado por 43 médicos

O ditador esteve para ser operado por um neurocirurgião ligado ao PCP. Alguns dos clínicos que o assistiram mais de perto pertenciam à Maçonaria. Na véspera de morrer, Salazar recebeu uma segunda extrema-unção. Clique para aceder ao dossiê Salazar morreu há 40 anos

José Pedro Castanheira (www.expresso.pt)
8:00 Quarta feira, 28 de julho de 2010
Vasconcelos Marques, chefe da equipa de neurocirurgia e o prof. norte-americano Houston Merritt
Vasconcelos Marques, chefe da equipa de neurocirurgia e o prof. norte-americano Houston Merritt
«A Capital» (Arquivo Gesco)

Nos últimos dois anos de vida - desde a intervenção cirúrgica ao cérebro, até à morte - Salazar foi acompanhado por uma vastíssima equipa de médicos, disponibilizados e pagos pelo Hospital da Cruz Vermelha. Segundo uma listagem feita pelo Expresso, foram 43 os clínicos que o trataram, das mais variadas especialidades (desde neurologia e neurocirurgia, até anestesiologia, passando por urologia e nefrologia).

A listagem baseia-se no próprio processo clínico de Salazar, existente no Hospital da Cruz Vermelha, completado por dois dos principais trabalhos sobre o fundador do Estado Novo: a biografia "Salazar", de Franco Nogueira, e "Salazar. O Fim e a Morte", do seu médico Eduardo Coelho, escrito em parceria com o filho António Macieira Coelho.

Operação acompanhada ao vivo por 13 clínicos


Só no bloco operatório da Casa de Saúde da Cruz Vermelha, a assistir à cirurgia na madrugada de 7 de Setembro de 1968, estiveram 13 médicos.

A operação esteve a cargo dos cirurgiões Vasconcelos Marques, Álvaro de Ataíde e Lucas dos Santos, enquanto a anestesia foi confiada a Maria Cristina da Câmara. De acordo com o biógrafo Franco Nogueira, que à época era o ministro dos Negócios Estrangeiros, à cirurgia assistiram ainda mais nove clínicos: Eduardo Coelho, Almeida Lima, Bissaia Barreto, Lopes da Costa, João de Castro, Ana Maria Monteiro, Silva Santos, João Bettencourt e Jorge Manaças.

O chefe da equipa de cirurgia foi António Vasconcelos Marques, director do serviço de neurocirurgia do Hospital dos Capuchos. Segundo a versão de Eduardo Coelho, o médico pessoal de Salazar, Vasconcelos Marques foi a quarta escolha.

Primeira escolha foi um médico pró-PCP


Os primeiros nomes a serem considerados foram os de Eduardo Moradas Ferreira, Gama Imaginário e Almeida Lima.

Apesar de ligado à Oposição, suspeito mesmo de simpatias pelo PCP, Moradas Ferreira foi a primeira hipótese a ser equacionada. No entanto, "estava fora do Continente, na Madeira"; atendendo ao carácter de extrema urgência da operação, e não havendo forma de ir buscar Moradas Ferreira a tempo, Eduardo Coelho foi obrigado a mudar de ideias.

Alternativas consideradas foram, então, as de Gama Imaginário e Almeida Lima; o primeiro, porém, "estava doente", enquanto o segundo "já não operava".

Médicos ligados à Maçonaria


Impôs-se assim o nome de António Vasconcelos Marques. A primeira incisão, porém, foi efectuada pelo seu colega Álvaro Ataíde, também ele desafecto ao regime salazarista e já pertencente à Maçonaria - de que viria, mais tarde, a ser dos principais responsáveis.

Também à Maçonaria pertencia Bissaia Barreto, velho amigo de Salazar e seu médico pessoal, antes de ser substituído por Eduardo Coelho. O mesmo sucedia com um dos analistas, Fernando Teixeira, bem como o nefrologista Jacinto Simões.

Este foi, aliás, o clínico que mais assiduamente acompanhou o ditador na fase terminal. Sobretudo a partir de 15 de Julho de 1980, quando adoeceu gravemente.

Pároco da Estrela dá segunda extrema-unção


Submetido a hemodiálise, acompanhado por Jacinto Simões, logo surgiram complicações em cadeia: perturbações cardiovasculares, carência da função renal, um edema pulmonar e focos de pneumonia.

No domingo, 26 de Julho, o ditador entrou em agonia, a pondo de ter sido chamado o padre Gomes Duarte, pároco da basílica da Estrela, que deu a extrema-unção a Salazar.

Foi a segunda que este sacramento lhe foi administrado: a primeira fora em 16 de Setembro de 1968, pelo cardeal Gonçalves Cerejeira, quando Salazar entrou em coma, na sequência do violento AVC que se seguiu à cirurgia.

"Um electrocardiograma quilométrico"


Segundo o comunicado oficial emitido pelo Governo, Salazar faleceu às 9.15 horas de 27 de Julho de 1970.

A morte foi confirmada por um electrocardiograma, feito e assinado por três cardiologistas: o médico pessoal, Eduardo Coelho, o filho, Eduardo Macieira Coelho, e J. Silva Maltez.

"Costumo dizer que foi um electrocardiograma quilométrico", recorda Macieira Coelho; "como o dr. Salazar estava clinicamente morto, o resultado só podia ser uma linha contínua".

O cirurgião Vasconcelos Marques. Nas suas memórias, Eduardo Coelho (o médico de Salazar) diz que foi uma quarta escolha
O cirurgião Vasconcelos Marques. Nas suas memórias, Eduardo Coelho (o médico de Salazar) diz que foi uma quarta escolha
«A Capital» (Arquivo Gesco)

446 mil euros com os médicos


Quase um terço das despesas efectuadas pelo Hospital da Cruz Vermelha relacionam-se com os honorários apresentadas pelos médicos.

Segundo a documentação existente no processo clínico de Salazar, desde o internamento à morte, as despesas com os médicos foram de 1.611.860 escudos, o que equivale atualmente, nos termos de um coeficiente de atualização do INE, a cerca de 446 mil euros.

Desta verba não fazem parte os honorários do chefe da equipa de cirurgia, Vasconcelos Marques, que, compreensivelmente, foi quem apresentou uma "fatura" mais elevada.

Vasconcelos Marques: 152 mil ou 830 mil euros?


No seu livro de memórias, Eduardo Coelho, que viria a incompatibilizar-se com Vasconcelos Marques - a ponto de o caso ser julgado em tribunal -, diz que este "apresentou uma conta de honorários de três milhões de escudos" - 831 mil euros. No processo hospitalar, porém, estão registados apenas 550 mil escudos (152 mil euros), pagos pelo Ministério da Economia.

Eduardo Coelho, o médico pessoal de Salazar, escusou-se a apresentar quaisquer honorários.

A vinda de um especialista norte-americano


Ignora-se ainda o montante das despesas efectuadas com a vinda do médico norte-americano Houston Merritt, professor de neurologia e vice-presidente da Universidade de Columbia, de Nova Iorque.

Por sugestão da administração norte-americana, e a suas expensas, Merritt veio de propósito a Lisboa observar Salazar após o AVC. Pouco mais fez que confirmar o diagnóstico feito pelos colegas portugueses e elogiar o seu trabalho.

"Os cuidados médicos que o Presidente tem recebido e o tratamento que foi instituído para a hemorragia intracerebral foram excelentes e não poderiam ter sido ultrapassados em parte alguma do mundo", escreveu Merritt num relatório de 18 de Setembro de 1968.



Lista dos 43 médicos chamados a tratar de Salazar (por especialidade)

Neurocirurgia - António Vasconcelos Marques, Álvaro Ataíde, Almeida Lima, Eduardo Lucas dos Santos, Fernando Silva Santos, Jorge Manaças, João Barros de Bettencourt

Neurologia - João Lobo Antunes, Ermelinda Santos Silva e Miranda Rodrigues

Cardiologia - J. Silva Maltez , J. Correia Marques, Eduardo Macieira Coelho, Lima Faleiro, Eugénia Cohen da Cunha Telles e António Gomes Conceição

Anestesiologia - Maria Cristina da Câmara, João de Castro, Avelino Fortes Espinheira, Ana Maria Monteiro e M. Silva Araújo

Urologia - Cândido da Silva, Alberto Matos Ferreira, Sousa Sampaio, J. Pires Pereira

Cirurgia geral - J. Viana Barreto

Gastrenterologia - J. Pinto Correia

Otorrinolaringologia - Carlos Larroudé

Fisiatria - Henrique Martins da Cunha

Medicina física e de reabilitação - António Eduardo Alves Carpinteiro

Análises clínicas - Manuel H. Nazaré, Fernando Teixeira

Nefrologia - Jacinto Simões

Reumatologia - José de Mendonça da Cruz

Pneumologia - Tomé Vilar

Estomatologia - Ferreira da Costa, Manuel Figueiredo

Oftalmologista - João Saraiva

A estes nomes, haverá que acrescentar o médico de Salazar, Eduardo Coelho, Bissaia Barreto (que desempenhara anteriormente idênticas funções), Luís Lopes da Costa (diretor clínico do Hospital da Cruz Vermelha), Neto Rebelo e o professor americano Houston Merritt.

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A 2ª extrema-unção foi para garantir?
Floriano Mongo(Pres) (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 14:40 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Mil sacramentos não resgatariam, este homem mesquinho, beato, maligno.

Ele é o rosto da nossa tragédia, do nosso atraso.

Após a sua morte, suspirámos aliviados, agora sim, seremos um país do futuro.

Nos anos seguintes, Marcelo Caetano, mais tarde Marx, Lenine, democratas de esquerda, de direita, liberais, neo-liberais e tantos outros para todos os gostos, desfilaram diante da nossa credulidade.

O país alfabetizou-se desenvolveu-se.

Veio o delírio do consumo, as casas, as férias no exterior, os carros, uma ilusão de felicidade "fast food" a qualquer preço.

Numa manhã acordámos falidos. A miséria sorria-nos. De novo.

  Sentado numa nuvem, algures na eternidade, Salazar sorri, um sorriso surpreendente num homem q sempre valorizou a tragédia.

Sorri tanto q até parece ser de felicidade.
 
Felicidade pelo nosso atraso, pela nossa fatalidade.

Quarenta anos após a sua morte, Salazar sobrevive em nós.

  Algures no nosso código genético.
 
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O gajo recebeu duas extremas-unções, mas agora
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 9:23 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
parece que o querem ressuscitar...aukistuxego
 
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Não terão sido 44 ?
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:44 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Com todo o respeito pelo trabalho de José Pedro Castanheira, talvez fosse melhor divulgar as fotocópias da Torre do Tombo, do arquivo do ditador.Desse modo ficava completa a monografia ,sem dúvidas acerca do nº de médicos-se foram só 43 ou 44.
 
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E mesmo assim morreu!
Lonet (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 9:58 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
A morte quando chega é para todos, mesmo para aqueles que tanto mal fizeram a um país.

Este homem foi eleito n.º 1 no top "o melhor Tuga de sempre", um mero concurso televisivo. Certamente, beneficiou de um mito: o do saudoso D.Sebastião. Certamente eleito enquanto tal por aqueles que, de curta memória, confundem a "segurança" de então com a "insegurança" de hoje.

Deveremos ser justos e prestar-lhe a devida homenagem de acordo com aquilo que a História nos ensina. Não há dúvidas que a deusa Clio lhe sorriria se ele ao menos tivesse sabido descer da cadeira após a IIGM. Mas, o ditador, teimoso como todos os ditadores, recusando-se a descer, sofreu o enfado da cadeira que o atirou ao chão.

Salazar deu-nos escolas? A sério? Onde é que as construía? Ali mesmo acessível ao pé descalço?
Salazar defendeu a moeda? A que custo? Fechando-nos ao mundo?
Muito mais se poderia dizer sobre esse grande português que foi Salazar.

Como todos os Homens teve defeitos e virtudes. É de lastimar que nos esqueçamos dos defeitos e que lhe enalteçamos as virtudes.
Há 40 anos morreu um homem que por pouco, por pouco, ia matando um país!

Entre Salazar e D. Sebastião, a única coincidência não será a "bruma" que cobriu o país após o desaparecimento de ambos?

"Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não" Fernando Pessoa, "Liberdade"
 
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    Re: E mesmo assim morreu!    Ver comentário
Mckendrick (seguir utilizador), 1 ponto , 10:40 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
    Re: E mesmo assim morreu!    Ver comentário
Lonet (seguir utilizador), 1 ponto , 11:20 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
    Re: E mesmo assim morreu!    Ver comentário
Floriano Mongo(Pres) (seguir utilizador), 1 ponto , 20:37 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
    Re: E mesmo assim morreu!    Ver comentário
Lonet (seguir utilizador), 1 ponto , 21:07 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
    Re: E mesmo assim morreu!    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 11:49 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Nem o deixavam respirar!
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 10:42 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Mas tantos? Iam à vez, ou era tudo ao molhe e fé em Deus?
Será que eles não estavam mas é a fazer vigília para ver quando o velhote "cacimbava"?
Eu quando vou fazer um Check Up clínico, também passo por mais de uma dúzia de médicos.
Olha se fosse Primeiro Ministro! Nem me deixavam respirar!
 
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Apenas mais um nome
Trapezio (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 14:56 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Salazar é uma consequência dos desvarios e da chico-espertice de quem fez a 1ª República. É apenas o rosto mais visível de uma oligarquia atrasada e profundamente terceiro-mundista que governa este país há séculos e que continua a agir impunemente como se nada de mal houvesse.
 
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Um pequeno comentário
jazão (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 18:59 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Se fosse hoje, como seria? quantos médicos e quanta despesa para o país? Ou mais provavelmente, não iriam para o estrangeiro? E alguma coisa ficaria registada? Duvido...
Coisa que nem o Dr. Salazar nem ninguem do antigo regime era, era gastador, despesista, abusador do erário público.
Bastaria ver o valor constante da conta bancária do «ditador» e os bens que deixou, para perceber que por ele não tinha dinheiro para custear tão caras intervenções médicas. Deveria então deixar-se morrer? Hum, o que lhes parece?
 
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    Re: Um pequeno comentário    Ver comentário
leaoferro (seguir utilizador), 1 ponto , 23:12 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
TANTA PREOCUPAÇÃO COM AS DESPESAS COM O HOMEM
tocaafalar (seguir utilizador), 2 pontos , 13:11 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
Ele tinha os cofres cheios, não vivia em Palácios, morreu pobre. Para quem por aqui diaboliza uma situação, que não tem qualquer razão de ser, analise só estes 5 ITEMS:

1. Por que razão os Serviços de Apoio e Coordenação, Órgãos Consultivos e outras entidades da PCM (Presidência do Conselho de Ministros) custaram ao erário público mais 1.612,846,40 do que estava orçamentado?

2. Por que razão o Gabinete do Ministério dos Negócios Estrangeiros custou ao erário público 651.784,29 a mais do que estava orçamentado?

3. Por que razão a Cooperação e Relações Externas do Ministério referido no número anterior custou 20.902.823,71 a mais do que estava orçamentado?

4. Por que razão os Serviços Gerais de apoio, estudo, coordenação e cooperação do Ministério das Finanças custou ? 3.746.830,11 a mais do que estava orçamentado?

5. Por que razão o Ministério da Defesa Nacional custou 107.182.211,83 a mais do que estava orçamentado?

ATENÇÃO, ISTO É ACTUAL E NUM PAÍS À BEIRA DA BANCARROTA. E COM A CLASSE MÉDIA EM EXTINÇÃO, POR VIRTUDE DA CARGA FISCAL.... OS INSTALADOS GASTAM À TRIPA FORRA
 
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1980?
DrainBamage (seguir utilizador), 1 ponto , 10:00 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
"Sobretudo a partir de 15 de Julho de 1980, quando adoeceu gravemente."
Sem querer ser picuinhas, alguém devia ler os textos antes de carregar no publish.
 
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A Saúde
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 12:10 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Análises políticas à parte, acho que aqui se aplica uma frase ironicamente engraçada, do Dr. Eduardo Barroso:
"A saúde é um estado transitório que não augura nada de bom".
 
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    Re: A Saúde    Ver comentário
jazão (seguir utilizador), 1 ponto , 18:54 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
    Re: A Saúde    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 11:44 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
Outra vez?
eng7 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:27 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Mas que é isto? Estamos condenados a Salazar ou como única alternativa estes "pseudo" políticos que temos que em vez de governarem o país só querem ir para o poder para se governarem a eles próprios? Evolução precisa- se...urgentemente.
 
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erro de datas
MNR (seguir utilizador), 1 ponto , 14:18 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Onde se escreve 15 de Julho de 1980, deveria escrever-se 1970.
 
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???
Desiludido... (seguir utilizador), 1 ponto , 22:47 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
No tempo do Salazar havia muita coisa má. Eu conheci esse tempo.
Fala-se agora da miséria que havia, mas não se fala da porca miséria a que a 1ª. República levou o País. Ou mesmo a monarquia.
Diz-se que matou milhares na guerra colonial, mas não se fala nos milhares que morreram na 1ª. guerra mundial, por causa das colónias. Sim, porque Portugal entrou na 1ª. Guerra para depois se poder sentar à mesa com os vencedores a fazer valer direitos às colónias.
Muita gente por aqui opina, mas muitos parece-me que emprenharam pelos ouvidos.
Só gostava de ver aqui um dia escarrapanchados os milhões que Mário Soares gastou nas 53 viagens que fez ao estrangeiro quando era presidente. Em proveito próprio e da sua camarilha.
 
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ATRÁS DE MIM VIRÁ...
josilnor (seguir utilizador), 1 ponto , 22:58 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
QUEM DE MIM MELHOR FARÁ!
Este é um ditado popular muito antigo, mas sempre actual.
Não "entendo" porque vêm agora falar nos custos da doença do Salazar.
Para mim não é isso que está em causa. Veja-se as ajudas de custos que os politicos actuais têm.
Veja-se quais eram os pertences do ditador aquando da sua morte e compare-se com os dos Soares e outros actuais e passados recentes. Parece que a diferença é avassaladora.
Hoje qualquer ministro, secretário de estado, deputado, ou presidente, sai do seu gabinete com todas as despesas pagas pelo erário publico e ainda tem direito a ajudas de custo, (incrivel, não é?).
Deixem o homem dormir em paz e não tentem desenterrá-lo ao fim de 40 anos, só para nos distrair das porcarias que os actuais fazem!
O Salazar não seria boa peça (até porque era ditador), mas os actuais não demonstram ser, nem iguais a ele, quanto mais, melhores.
 
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    Re: ATRÁS DE MIM VIRÁ...    Ver comentário
Tiroli (seguir utilizador), 1 ponto , 7:54 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
Regulares e Irregulares
amos (seguir utilizador), 1 ponto , 2:50 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
João Pedro Cstanhheira a esta hora haverá muitas pessoas a sentir uma ligeira azia, uma naúsea difusa, porventura algumas cólicas e algumas dejecções diarreicas. Os meus parabéns pelo seu trabalho tão esclarecedor.
 
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    Re: Regulares e Irregulares    Ver comentário
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 3:13 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
    Re: Regulares e Irregulares    Ver comentário
amos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:36 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
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