25 de maio de 2013 às 2:33
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Salazar bipolar

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
A Tempo e a Desmodo - Salazar bipolar

O Salazar de Filipe Ribeiro de Meneses é um Salazar misterioso e profundamente ambíguo, cheio de contradições e até de incertezas. A primeira característica - o mistério - enquadra-se na visão mainstream que o país desenvolveu sobre o ditador. A segunda característica, pelo contrário, choca de frente com os lugares-comuns.

A narrativa do costume diz-nos que Salazar não passava de um lacaio da Igreja. Uma horda de pensadores e historiadores (reais ou de bancada) defende que Salazar era um mero seminarista, um tentáculo da Igreja no Estado. Filipe Ribeiro de Meneses nega este ponto. A relação entre Salazar e a Igreja foi ambígua, nos anos calmos, e conflituosa, nos anos mauzinhos. O ditador, por exemplo, não perdoava a fraqueza de Cerejeira perante a oposição católica (os "católicos progressistas"). E é evidente que Salazar deixou de lado o seu catolicismo político quando chegou ao poder máximo. Depois, a narrativa oficiosa defende que Salazar detestava o desenvolvimento económico e que, por isso, só deixou pobreza. Ora, Filipe Ribeiro de Meneses relembra que o país conheceu um período de desenvolvimento com o Estado Novo. Até 1961, esse desenvolvimento foi feito com muitos travões, dado que Salazar queria controlar com punho de ferro a actividade económica (ex.: conter o investimento externo). Após 1961, as coisas mudaram. Porquê? Por causa da guerra colonial. Para sustentar aquele esforço militar, Salazar sabia que tinha de criar mais riqueza, e, por isso, começou a abrir o país ao exterior. Desta forma paradoxal, a guerra em África acabou por ser um factor de abertura de Portugal ao mundo ocidental (na economia, no turismo, etc.). E este ponto leva-nos ao paradoxo que está no centro do Salazar de Meneses, um paradoxo que nem o próprio autor consegue compreender por completo, a saber: Salazar foi o homem que colocou Portugal na Europa, mas também foi o homem que nos levou para uma guerra sem sentido nas selvas de África.

Dentro da visão mainstream, Salazar é o símbolo do isolamento de Portugal em relação à Europa e EUA. Não sendo falsa, esta ideia tem, todavia, alguns obstáculos. Em primeiro lugar, Portugal foi membro fundador da NATO. Em segundo lugar, como já vimos, a integração de Portugal nas redes económicas europeias começou com o Estado Novo. O fortíssimo crescimento económico registado entre 1950 e 1973 (o maior da nossa história) resulta dessa integração europeia. Não por acaso, Portugal entrou na EFTA em 1960. Como cereja no topo deste bolo europeísta, constatamos ainda que, em 1962, o Estado Novo pediu a adesão de Portugal à CEE. Filipe Ribeiro de Meneses diz-nos que Salazar pediu 15 anos para preparar Portugal para essa adesão . Perante estes factos europeístas, a pergunta só pode uma: mas o que ia na cabeça de Salazar? Na resposta, temos de sair, mais uma vez, da visão costumeira: Salazar não tinha assim tantas certezas sobre aquilo que queria para o país. O ditador tinha muitas dúvidas e contradições naqueles neurónios beirões, e, por isso, acabou por colocou Portugal num paradoxo absurdo: o país que caminhava para uma guerra sem sentido em África era o mesmo país que caminhava para a integração ocidental e europeia (NATO, EFTA, abertura económica, primeiro namoro com a CEE).

Como salienta Filipe Ribeiro de Menezes, esta tensão entre a via modernizadora na Europa e a via ultra-nacionalista em África acabaria por ser a fórmula da implosão do Estado Novo. Os portugueses dos anos 70 queriam ser europeus, queriam ser como os outros europeus. Já não queriam ser heróis ou cruzados do predomínio europeu/ocidental sobre o resto do mundo. Em 1974, os portugueses já não eram bipolares.

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Salazar foi um "santo" de pau carunchoso
Ao mandar assassinar o grande lutador pela democracia, o General Humberto Delgado, este homem que não sabia o que era um sapato, que defendia a família, mas nunca constitui família, este "santo" aliado com Cerejeira, mostrou bem a sua raça de bandido que não respeitava a vontade popular.

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SALAZAR teria muitos defeitos, porque não há ninguém perfeito. Mas tinha muitas virtudes. Quais as virtudes dos que vieram a seguir? Dizerem que foram anti-fascistase que são democratas? É muito pouco. Digam-me quais as virtudes destes bandalhos que levarm o País à ruína depois de terem jorrado milhões da UE. Muitos dos que aqui escrevem se calhar nem conheceram o regime de Salazar. Num concurso na TV foi considerado o maior de sempre. Eu não posso concordar com isso, mas penso que as tv públicas (deles) já poderiam ter repetido esse programa. É o repetes...!!! Por outro lado, ainda ontem repetiram pela e-ésima vez a crise académica de Coimbra. Aparecem sempre um advogado dos pedófilos e o barbudo que agora pensa que é ministro da Justiça. A respeito dos 72 mil que a mulher dele recebeu, parece que ainda não foram devolvidos. Nem devem ser. Se calhar já os gastou em algum carrito topo de gama. (continua...)
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Salazar foi um "santo" de pau carunchoso...
Ao mandar assassinar o grande lutador pela democracia, o General Humberto Delgado, este homem que não sabia o que era um sapato, que defendia a família, mas nunca constituiu família, este "santo" aliado com Cerejeira, mostrou bem a sua raça de bandido que não respeitava a vontade popular.

HR
Salazar tinha muitos defeitos e virtudes, reprovo a sua política repressiva para com o povo mas veja a evolução que tinham as ex-colónias e que o país se atrasou muito.
Mas certamente que não o podemos acusar de não ser sério e de não trabalhar em prol do país, e muitos que o criticam vivem à conta do que ele conseguiu amealhar, será essa gente honesta?
Quantos ditadores se tem visto morrer ou viver sem altas fortunas, e afinal ele muitas contas do estado pagava do seu bolso.
Volto a afirmar que ele errou profundamente com a sua política repressiva e isso custou ao país o seu desenvolvimento.
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Salazar é o rosto do fascismo em Portugal Ver comentário
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Salazar bipolar
Por mais que se diga, que se defenda ou se ataque conforme as convicções de cada um, Salazar não passou de um camponês avarento tacanho sem qualquer visão. Deixou ouro é verdade, mas tudo por fazer, o povo a passar fome, sem qualquer segurança Social,a ter de emigrar, a braços com uma guerra sem sentido, numa ditadura do obscurantismo, onde o povo era analfabeto e não se fazia nada em sentido inverso. Tinhamos um rendimento de 30% da média europeia. Hoje temos problemas e graves mas o nosso rendimento é de 75%. A autoestrada terminava em Vila Franca para Norte e no Fogueteiro para Sul. As aldeias não tinham qualquer sinal de civilização, sem água, electricidade e estrada, onde só se podia ir de burro ou a pé. A maior parte das pessoas nascia vivia e morria sem nunca ir ao médico. Havia casas em que os pobres faziam fila a pedir esmola e era lhe dado duas batatas ou uma fatia de pão. As pessoas além de passar fome andavam com as roupas rasgadas. Hoje seria uma bênção se essas pessoas fossem vivas, ao ver roupas nos caixotes completamente novas, além da comida que todos os dias é deitada fora. Não quero dizer com isto que tudo vai bem, mas somente dizer que já foi muito pior e que estou convicto, que por pior que seja nunca será parecido ao que era nessa época.
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Salazar: fascismo,nunca mais
A História encarregou-se já de condenar a ditadura de Salazar e o fascismo que lhe estava subjacente.
Salazar caíu para sempre.Enterrada está a pide,a LIBERDADE e a DEMOCRACIA estão de pedra e cal por esse mundo fora.Todas as ditaduras ainda vivas tem os dias contados e romancear sobre elas nunca as pode absolver.
Delgado
Considerar HD um grande lutador pela democracia é um erro garrafal.
Colaborador em todas as organizações proto-fascistas (Legião MP), chefiou a delegação para a cedência das Lajes, altura em que saltou do carro nazi para o colo anglo-americano. Esperançado em substituir Craveiro Lopes, preterido por Américo, lançou-se nas eleições, que ganhou.
Seria sempre alguém que poderia ser catalogado como alguém de direita, típico republicano americano. As dinâmicas da oposição fê-lo ter apoio de Socialistas e comunistas, mas sempre com uma grande reserva.
o que não falta por aí são clones de Salazer
Eu até já bipolar Sócrates!!!
Re: Salazar bipolar
Em 1974 os portugueses em 1974 eram bipolares, sim senhora, e ainda hoje o são ao votarem indiscriminadamente no PS ou no PSD...
Re: Salazar bipolar
E essa ladaínha do 'crescimento económico' durante o Estado Novo sempre foi conversa para boi dormir. Nos primeiros anos da sua governação (?) o tiranete de Santa Comba colocou as contas públicas a ganhar rumo, mas em 48 anos pouco ou nada se fez em matéria de pobreza, democratização do ensino, ou independência da justiça, já para não falar da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres além de inúmeros outros aspetos que poderia elencar. Os nossos reaças CON ultra-radicais de direita tentam amiúde vir com estes exercícios de dourar a pilula, mas já passou tempo suficiente para ser fazer um juízo histórico e valorativo sobre aquilo que foi o Estado Novo: o período mais negro da história contemporânea deste país. A todos os níveis!
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Re: FAÇA O FAVOR DE PROVAR O QUE DIZ Ver comentário
Talvez não
Salazar compreendia a técnica do "ataca-te a ti mesmo" que o amigo Cerejeira explicava relativamente aos católicos "progressistas" mas seguia o princípio de "quem não é por mim é contra mim".
O mundo está em permanente mudança, e no tempo em que a URSS estava a chegar ao fim bastantes apostavam que o "comunismo salazarista" poderia escapar, ou não, conforme as circunstâncias ditassem.
O mundo está sempre em mudança na aparência, mas na essência talvez não.
Democracia com tecto de vidro
Esta democracia implantada sem educação financeira no 25 de Abril levou este Pais à situação actual. Considero Salazar brilhante na maneira como conduziu o Pais, mas como todos os homens neste mundo, também errou. Este consumismo devasto, esta liberdade sem controlo também não nos vai levar a lado nenhum. Vou gostar de ver os comentários das pessoas daqui a 30 anos sobre a situação actual. Hoje em dia a pobreza está escondida, muitas vezes atrás de apartamentos de luxo e carros de topo... infelizmente muitas pessoas que vão pedir subsídios para tudo e mais alguma coisa e chular quem contribui tem sempre um telemóvel xpto no bolso. Trabalho esse... nem pensar, faz doer as mãos.
Tem de haver quem mande e quem cumpra. Nem todos têm feitio para mandar, mas infelizmente todos querem opinar. Tudo está mal, não é? Aqui e em tantos outros sítios existem 990 pessoas a criticar pela negativa, e 10 a criticar pela positiva. Vejam onde é que se enquadram...
Salazar.
E porque continuar a bater no homem á tanto tempo morto?Acaso Portugal está hoje melhor que nos anos em que esteve no poder?Pois se fica bem falar mal,´é porque alguma coisa fez de bem.
Será que alguém tem coragem de dizer como estava Portugal em 1926,e como está hoje?As semelhanças são muitas.Mas ninguém fala ou tem coragem de falar. Já agora quie leiam aquilo que escreveu Guerra Junqueiro "Pátria"1986,ou as farpas de Eça de Queiróz.Pode-se comparar o que era Portrugal nesse tempo,aquele Portugal que salazar encontrou,e aquele que deixou.Depois de ler essas crónicas desses dois portugueses,e comparando com a actualidade,podem dizer aonde está a diferença? Haverá alguém que publique? Certamente que muitos portugueses agradeceriam.
Salazar
Embora ainda existiam por aí muitas palas de Arrifana de Sousa, os factos não desmentem e a verdade sobre as intenções de Salazar vêm vindo à tona e esclarecem.

Mas apenas quem quer ser esclarecido.
SALAZAR
NO COMENTÁRIO AONDE SE Ê 1986----DEVERA´LER-SE 1896.

               
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