20 de abril de 2014 às 17:39
Página Inicial  ⁄  Economia  ⁄  Sair da zona euro seria um desastre

Sair da zona euro seria um desastre

Comentário de Ana Sofia Santos, jornalista do Expresso, no Jornal de Economia da SIC Notícias. Em análise o custo para Portugal de deixar a moeda única, o novo empréstimo de 115 mil milhões de euros do BCE aos bancos europeus e o aumento do preço do pão.

Comentários 2 Comentar
ordenar por:
mais votados ▼
A nossa saída do euro não tem que ser dramática
A saírmos pelo nosso pé do euro neste momento é impossível , já que seríamos boicotados pelos nossos parceiros europeus.
Logo a saírmos tería que ser com o acordo dos outros parceiros europeus , ou por uma situação de emergência como um colapso do euro ou a bancarrota efectiva de Portugal.

A acordar-se a saída , tentaria resolver-se o problema da dívida da melhor maneira fazendo uma reestruturação da mesma , para lançarmos depois a nova moeda que devido ao ouro que ainda temos no banco de Portugal poderia ser segurada aquando do lançamento , bastava por exemplo indexá-la ao padrão ouro e certamente haveria uma concertação a nível dos bancos centrais para segurar a nova moeda.
Acontecendo isso , não acredito num cenário de grande desvalorização , mais do que é necessário , para a nossa economia fazer o verdadeiro ajustamento que precisa que é reduzir os sectores que vivem artificialmente à sombra do euro e das taxas de juro baixas , os sectores dependentes de fortes importações , para assim ao diminuirmos as importações passarmos outra vez a ter uma economia mais competitiva e esta virar-se outra vez para a produção nacional , como a agricultura e industria e termos novamente uma economia a crescer.

No caso de haver default , as perdas serão automáticas para os nossos credores , logo seria de aproveitar a onda para se saír do euro.

A nossa saída do euro não tem que ser forçosamente dramática , é sim a nossa situação actual e dentro do euro , que só tende a piorar.
Fora do Euro
O desastre está mais perto do que se pensa se não se corrigir o rumo da politica monetária e de gestão das dívidas soberanas dos estados membros periféricos como Grécia Irlanda e Portugal...
Mais inflação, mais desemprego, mais perda de nível de vida, devastadora desvalorização de activos e aumento significativo da dívida externa que continuaria denominada em euros...
Também há quem defenda a solução euro I para "cumpridores" e euro II para "incumpridores" ou com economias mais débeis, com uma taxa de câmbio definida e flutuante no tempo. Duvido que seja uma solução execuível.
PUBLICIDADE
1. JoanaAbreu21 ( 133pts )
2. moncarapacho ( 126pts )
3. BrincaNareia ( 103pts )
4. Resistente ( 103pts )
Expresso nas Redes
Pub