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Saída da Grécia do euro "é possível e já não assusta"

Ministro da Economia alemão admite que Grécia pode sair da zona euro: "se a Grécia não cumprir as condições que negociou, não poderá receber mais pagamentos".
Lusa |
Phillip Rösler diz que o dracma pode voltar a ser utilizado na Grécia
Phillip Rösler diz que o dracma pode voltar a ser utilizado na Grécia / Getty

O ministro da Economia alemão, Phillip Rösler, considerou hoje, em entrevista à televisão pública ARD, ser "possível" uma saída da Grécia da zona euro, um cenário que "deixou de ser assustador há muito tempo".

"É evidente que Atenas não tem registado progressos no cumprimento do plano de reformas acordado com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional", disse Rösler, que é também vice-chanceler e chefe do Partido Liberal.

Por isso, acrescentou o ministro germânico, "se a Grécia não cumprir as condições que negociou, não poderá receber mais pagamentos", disse ainda o chefe do Partido Liberal.

"Entretanto, muitos gregos querem voltar a ter o dracma como moeda nacional", sublinhou ainda o ministro da economia do Governo de Angela Merkel.

FMI não quer emprestar mais dinheiro


O semanário "Der Spiegel" noticiou hoje que o Fundo Monetário Internacional (FMI) tenciona cessar as ajudas financeiras à Grécia, o que poderá lançar este país da zona euro na falência já em setembro.

A intenção do FMI de não libertar mais dinheiro para o programa de ajustamento financeiro negociado com Atenas já foi comunicada à União Europeia, garantiu a revista alemã, citando fontes diplomáticas em Bruxelas.

Atualmente, a chamada troika do Banco Central Europeu (BCE), Comissão Europeia e FMI está em Atenas a examinar o cumprimento do memorando de entendimento.

Numerosos especialistas já advertiram, porém, que a Grécia não conseguirá reduzir a sua dívida pública a 120% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020, objetivo central do programa traçado para reequilibrar as suas finanças públicas.

Atenas obteve até agora, desde maio de 2010, dois resgates no total de 240 mil milhões de euros, além de um perdão superior a 50% da dívida por parte da grande maioria dos credores, mas a situação económica do país continua a ser muito crítica.

Se a Grécia obtiver mais tempo para cumprir o programa de ajustamento financeiro, como o novo governo de Antonis Samaras exige, isso custará à UE e ao FMI mais 50 mil milhões de euros, segundo cálculos da troika citados pelo "Der Spiegel".

Porém, muitos governos da zona euro não estão dispostos a emprestar mais dinheiro a Atenas, e a Finlândia e a Holanda condicionaram futuras ajudas à participação do FMI.


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Destruír é sempre o mais facil
A saída de Portugal do euro tambem será certamente possível e tambem não assustará.

Possívelmente , mesmo a curto prazo , o fim do euro será tambem possível e não assustará.

E assim de maneira ligeira e leviana , os alemães voltam a brincar com destinos de povos , abusando da demagogia , fazendo afirmações gratuitas sem terem a certeza do que afirmam , nem das consequências dessas mesmas afirmações.
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Re: Destruír é sempre o mais facil
Depois veio a Crise e chegámos aqui onde estamos
A Grécia caminha a passos largos para ficar em "offside" relativamente ao euro.
Todos percebemos que os Gregos enquanto puderam e já lá vão mais de dois anos, tentaram contornar a questão da dívida soberana, dos cortes e estancar a despesa pública, por motivos vários, do eleitoralismo dos partidos, á propensão que os povos do Sul têm para fugir "com o rabo á seringa"!
A Grécia é apenas uma parte do problema. O problema maior chama-se, irresponsabilidade, corrupção, tráfico de influências, manipulação, ... tudo coisas que abundam na Espanha, na Itália, em Portugal e por fim na Grécia, isto para não falar da Roménia. Houve ditaduras comunistas em vários lados, mas a de Nicolae Ceaucescu, foi de todas a mais corrupta. Isto não foi por acaso.
Enquanto os mercados financeiros foram alimentando a Europa com juros baixos, toda a gente comeu, e quem produzia bens de investimento e produtos de elevado valor acrescentado foi fiando aos outros mais pobres. Depois veio a Crise e chegámos aqui onde nos encontramos...!
Re: Depois veio a Crise e chegámos aqui onde estam
Re: Depois veio a Crise e chegámos aqui onde estam
Re: Depois veio a Crise e chegámos aqui onde estam
Re: Depois veio a Crise e chegámos aqui onde estam
Re: Depois veio a Crise e chegámos aqui onde estam
Re: Depois veio a Crise e chegámos aqui onde estam
Re: Depois veio a Crise e chegámos aqui onde estam
É estranho...

É estranho, mas esse ministro não tem cara de ser de raça pura e ariana... Não tem cabelos louros e muito menos olhos azuis..
Re: É estranho...
Re: É estranho...
Re: É estranho...
Aviso a Portugal e aos portugueses
Este puxar de tapete do FMI à Grecia , serve tambem de aviso a Portugal e aos portugueses , que mesmo com nota 20 em termos de obediências e seguidismos , com o programa a falhar totalmente em termos economicos , acabaremos tambem por ser empurrados para fora do tapete.

Aí chegará a factura para pagar de tanto seguidismo e será hora dos seguidistas-mor prestarem contas , mas mal eles pressintam isso , darão logo à sola do país , alguns provavelmente ainda no mesmo avião que os do FMI.

Re: Aviso a Portugal e aos portugueses
Re: Aviso a Portugal e aos portugueses
Re: Aviso a Portugal e aos portugueses
CSU sugiere a Grecia comenzar a utilizar el dracma
Los socios de Merkel sugieren a Grecia comenzar a utilizar el dracma

La Unión Social Cristiana de Baviera (CSU), socios del Gobierno de Angela Merkel, ha sugerido a Grecia que comience a utilizar el dracma para pagar los sueldos de los funcionarios y las pensiones de los jubilados para encaminar así un "retorno suave" a la antigua moneda, en vistas a su posible salida del euro. Alemania ha vuelto a negarse a renegociar las condiciones del segundo rescate financiero griego por boca de los ministros Schäuble y Westerwelle.

Así lo ha propuesto el secretario general de la CSU, Alexander Dobrindt, con carácter de urgencia, en una entrevista concedida al diario germano 'Welt am Sonntag' publicada este domingo.

"El Gobierno griego ya debe empezar a pagar en dracmas la mitad de los sueldos de sus funcionarios públicos, de sus pensionistas, entre otros gastos", remarca Dobrindt.

"El camino de un retorno suave a la antigua moneda en Grecia es mejor que un cambio brusco", ha incidido, "como una moneda paralela, el dracma ofrece la oportunidad de revertir en un mayor crecimiento económico".

En este sentido, Dobrindt ha enfatizado en la necesidad de trazar una 'hoja de ruta' para una salida ordenada de Grecia de la zona euro, como piedra de toque para una reducción de la eurozona.

...

eleconomista.es/economia/noticias/4135653/07/12/2/Los-socios-de-Merkel-sugieren-a-Grecia-c omenzar-a-utilizar-el-dracma.html

Re: CSU sugiere a Grecia comenzar a utilizar el dr
Euro e Grécia
A grécoa nunca teve conmdições para aderir ao euro. Aldrabou e camuflou as contas para as fazer coimcidir com as exigências da adesão. A Grécia sempre considerou a Europa, com euro ou sem euro, uma vaca leiteira, de onde se podia extrair dinheiro.

Gastou o que pôde, enquanto pôde, cravou o máximo e consumiu-o distribuindo subsídios a torto e a direito, comprando votos.

Por mais tentativas de branquear a actuação, não há fuga: o que se passou foi uma opreração de saque aos bancos europeus, apanhados na sua ânsia de lucro fácil.

Foi bom, enquanto durou, reformas aos 50, pensões para filhas solteiras,ordenado mínimo de 750, tudo em grande e à francesa.

Agora acabou e há que trabalhar, Nas pescas e na agricultura, pois também estragaram o turismo e vai levar tempo a recuperar.

Viver à conta dos outros é sempre arriscado.......
ISTO FAZ-ME LEMBRAR!
Aquele pai que não o soube ser, não educou os filhos como devia, foi tudo como os meninos gostavam, mais tarde quis ter controle neles mas não conseguiu, e aí acha que o melhor é eles sairem de casa! O fim desta história é bastante triste, pois estamos a falar de pessoas!
Re: ISTO FAZ-ME LEMBRAR!
Re: ISTO FAZ-ME LEMBRAR!
Bem...finalmente vão conseguir....
Bem...finalmente vão ter o que querem...

Nas manifestações em Portugal proliferam os cartazes com a inscrição "A TROIKA E O FMI FORA DAQUI" e "A FOME A MISÉRIA E O FMI FORA DAQUI", sendo estas frases repetidas em coro pelos manifestantes...

Se isto suceder com Grécia ou Portugal, finalmente o grito dos manifestantes será realidade... eles ficarão satisfeitos pois saindo a Troika e o FMI, poderemos finalmente deixar de pagar os juros usurários e recuperara a nossa soberania e implementar as políticas que entendermos...

Espero que então fiquem felizes com a prosperidade e bem-estar que a realização que agora pedem lhes trará...

Espero, se tiver sorte, já estar em Genéve a assistir.....
Re: Bem...finalmente vão conseguir....
Ahahahah
Quando tiver filhos vou-lhe dizer que quando forem grandes quero que sejam............GREGOS....mai nada, peçam emprestado, vivam à grande e à Francesa, recebam vários subsídios por mês do estado, não paguem impostos sobre a propriedade, exijam viver num País com um dos mais baixos IVA´s da Europa, mesmo na pior crise da história, reformas aos 56 anos....e por aí fora....e mais no fim do dia, no fim de isto tudo exijam não pagar aquilo que devem, mesmo que alguém tenha pena de vós, digam NÃO!!!! exijam não pagar o que devem....EXIJAM.......................................LOLOLOL...."Oh Pai de onde vêem os palhaços?? - Da Grécia filho!!! Da grécia!!!"
Obviamente que não assusta
A Global Macro Absolute Return, que pertence à Eaton Vance Corp. e administra US$ 7,7 biliões, abocanhou 12% do mercado de dívida pública da Sérvia, tornando este país dos Balcãs o terceiro maior investimento do fundo este ano, atrás dos Estados Unidos e da China.

Cada vez mais, grandes fundos mundiais que investem em títulos de dívida pública, apostam em mercados de dívida de pequenos países como a Sérvia, Iraque e Hungria.

Os investidores também procuram aumentar os retornos das suas carteiras, a maioria das quais inclui grandes posições em títulos de dívida de baixo rendimento dos Estados Unidos, Alemanha e Japão.

Os investidores estrangeiros, a maioria dos EUA, possuem cerca de 40% da dívida pública da Sérvia, atraídos pelo discreto perfil de dívida do país e suas altas taxas de juros, diz Dusan Mikezic, secretário de Estado do Ministério da Fazenda sérvio.

Outros investidores, porém, evitam grandes exposições a pequenos mercados. "Dado o elevado grau de vulnerabilidade que esses países menores têm em relação às fontes externas de risco, não acreditamos que seja prudente dar muito peso a este segmento, mesmo que [o rendimento] pareça atraente neste momento", diz Robert Awad, um dos gestores de uma carteira de US$ 35 bilhões de investimentos em títulos de dívida de mercados emergentes na Asset Management Ocidental.

fonte: WSJ
Re: Obviamente que não assusta
Pois n
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Edição Diária 17.Abr.2014

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