Das 701 escolas do 1.º ciclo que já não vão abrir este ano letivo, 384 estão localizadas no Norte do país. Ministério da Educação libertou ontem as listas com o novo reordenamento. (Veja vídeo SIC)
23:36 Quarta feira, 18 de agosto de 2010
«Com esta reorganização, as escolas do 1.º ciclo com menos de 20 alunos, na sua esmagadora maioria escolas de sala única (Vouzela, na imagem), onde o professor ensina ao mesmo tempo e na mesma sala alunos do 1.º ao 4.º anos, passam a ser uma exceção», diz a ministra Isabel Alçada
Na região Norte do país vão encerrar mais escolas do 1.º ciclo do que no resto do país. Lamego é o concelho que vai fechar as portas de mais estabelecimentos, 21 no total.
Das 701 escolas do 1.º ciclo que já não vão abrir este ano letivo, 384 estão localizadas no Norte do país, 152 no Centro e 121 na região de Lisboa e Vale do Tejo. No Alentejo, vão encerrar 32 estabelecimentos de 1.º ciclo e no Algarve 12.
O Ministério da Educação divulgou esta noite, nas páginas das várias Direcções Regionais de Educação, as listas das escolas do 1.º ciclo, que incluem turmas do 1.º ao 4.º anos, que vão encerrar a partir deste ano letivo, ao abrigo do reordenamento da rede escolar.
Lamego é concelho onde vão encerrar mais escolas do 1.º ciclo, 21 no total, seguido pelo de Chaves (18), Penafiel (16), Ponte de Lima (15), Paredes (14), Felgueiras, Paços de Ferreira e Peso da Régua, todas com 13 escolas fechadas. Ainda no Norte, no concelho de Sabrosa vão fechar 12 estabelecimentos e no de Resende 11 escolas, o mesmo número do concelho de Valpaços.
Região Centro é a segunda mais afetada
A região Centro é a segunda onde vão encerrar mais escolas do 1.º ciclo a partir deste ano letivo, sendo Pombal o concelho mais afetado, com nove estabelecimentos a fechar as portas. Também nos concelhos de Montemor-o-Velho, Mortágua e Anadia já não vão abrir oito escolas. Mealhada (sete), Gouveia (sete) e Mangualde (seis) estão igualmente entre os concelhos que mais escolas fecham nesta região.
Na região de Lisboa e Vale do Tejo, os concelhos de Caldas da Rainha e Santarém são os que fecham mais escolas de 1.0 ciclo (10 cada um), seguindo-se os de Sintra e Rio Maior (nove em cada). Em Torres Novas e em Óbidos, oito escolas em cada vão fechar as portas e em Mafra e Tomar são sete as escolas que este ano letivo já não vão abrir em cada um dos concelhos.
No Alentejo, das 32 escolas que vão fechar portas cinco estão no concelho de Odemira e quatro no de Santiago do Cacém. No Algarve, a região onde vão fechar menos escolas do 1.º ciclo, Loulé é o concelho mais afetado, encerrando quatro estabelecimentos.
Reordenamento iniciado em junho
O Ministério da Educação anunciou no início de junho um reordenamento da rede escolar, designadamente o encerramento de cerca de 500 escolas do 1.º ciclo com menos de 21 alunos e a agregação de unidades de gestão (agrupamentos e escolas não agrupadas).
No entanto, em julho a tutela somou mais 200 escolas do que inicialmente previu a esta lista, encerrando ao todo 701 já este ano letivo. Destas, as oito escolas do concelho de Murça vão continuar "em funcionamento até à conclusão do centro escolar", previsto para dezembro. Os alunos destas escolas, número não indicado pela tutela, serão transferidos para "centros escolares ou escolas dotadas de melhores condições de ensino e de aprendizagem".
Durante o mandato da ex-ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, já tinham sido encerradas cerca de 2500 escolas de reduzida dimensão do 1.º ciclo do ensino básico.
Salas com menos de 20 alunos serão uma exceção
"Com esta reorganização, as escolas do 1.º ciclo com menos de 20 alunos, na sua esmagadora maioria escolas de sala única, onde o professor ensina ao mesmo tempo e na mesma sala alunos do 1.º ao 4.º anos, passam a ser uma exceção, prosseguindo o objetivo de garantir, a todos os alunos, igualdade de oportunidades no acesso a espaços educativos de qualidade", sublinha o gabinete da atual ministra, Isabel Alçada.
Quanto ao processo de agregação de unidades orgânicas, resultaram 84 novas unidades, com uma média de 1700 estudantes cada.
Toni 2 (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 17:24 | Quinta feira, 19 de agosto de 2010
Este projecto não é deste governo nem do PS, mas também pois já vem antes do tempo de Durão Barroso, pois foi neste tempo que encerraram diversas escolas com menos de 10 alunos. Aliás haja honestidade politica e diga-se toda a verdade, porque também na Saúde o encerramento de Centros Médicos já provocaram polémicas no tempo de Cavaco em que Leonor Beleza era Ministra da mesma, tendo-se repetido a mesma cega rega com Campos e Cunha, no primeiro governo de Sócrates. É de lamentar que na Oposição defendam o oposto de quando estão no governo e estou a referir-me ao PS e PSD. O Mundo mudou e o País também. Não temos riqueza para manter escolas sem alunos, hospitais sem doentes e tribunais sem processos. Também não é só uma questão economicista, mas antes para servir melhor os interesses das pessoas. É claro que todos queremos a escola o hospital, a policia e o autocarro à nossa porta, mesmo que por vezes não passe de uma falsa segurança, isto se os serviços não forem eficientes.O País necessita de uma reestruturação o mais breve possivel, onde os partidos se empenhem sem demagogias e a pensar no voto.
Quanto mais culto ficar o país, mais se pode exigir do governo e talvez isso não esteja nos planos do governo, por tal surgiram as novas oportunidades de ficarmos mais burros.
Há-de chegar o dia em que se afirmar que é do PS será um ato de coragem?
JNv (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 17:32 | Quinta feira, 19 de agosto de 2010
Eu sei que o governo está longe de ter feito o suficiente para explicar à opinião pública (nela incluída a população cujos filhos serão objecto desta medida), de uma forma exaustiva e sem segredos, todos os critérios de racionalização e de melhoria do ensino que estão por trás deste programa de encerramento de muitas escolas.
Também sei que o frenético e vergonhoso combate político leva a que os políticos da oposição e algumas “associações” façam tudo para confundir e baralhar as pessoas, utilizando basicamente a sua credulidade ou a sua ignorância, impedindo assim o esclarecimento ou o debate desses critérios. Tal como fizeram com a saúde.
E sei ainda que um bom número dos autarcas deste país, cujo poder é recorrentemente exercido com base no populismo e na demagogia, tudo farão para confundir, desvirtuar e bloquear a aplicação deste programa de racionalização. Tal como fizeram com a saúde.
Mas o que não devemos duvidar é que é preciso fazer alguma coisa na educação, a este e a muitos outros níveis, se quisermos que o país evolua para patamares superiores de preparação escolar e de comparação com outros países europeus.
Como é que se podem manter as escola abertas se o número de crianças cada vez é mais reduzido.'
É aceitável a defesa de escolas com dez (ou pouco mais) alunos?
Claro que não. Não é aceitável, nem para os alunos, nem para os Professores (a sério e sérios), nem para todos nós que, pela via da manutenção dessas "escolas sem alunos", contiuávamos a desperdiçar recursos que tanta falta nos fazem.
É óbvio que há quem defenda.
Naturalmente os Pais, bem intecionados, os Autarcas, verdadeiros irresponsáveis que apenas sabem "estourar" a fatia dos nossos impostos que lhes vai chegando e, naturalmente, a gloriosa Frenprof, com o "comuna" que a dirige, assumindo o quanto "pior melhor", grande e último desígnio dos verdadeiros "mentores do sistema", claro o PCP e a CGPT....
Se questionarem porque é que, cada vez mais, os casais têm menos filhos. Bom, por aí, vale a pena ir.........
No processo de encerramento das escolas, existe outra dimensão do problema, que é a desertificação, se por um lado faz sentido fechar as que não tem mais de dez alunos, por outro cada uma que fecha abre caminho para mais pessoas deixarem de viver na zona. Vai-se assim criando condições para a desertificação, para o seu aumento progressivo, sem retorno, vai-se fechando o país a pouco e pouco. Dizia há uns tempos alguém, julgo que era sociólogo, que com tanto peso no litoral o país corre o risco de virar, mesmo em sentido figurado, esta coisa assusta qualquer um e a sério não é fácil gerir a pressão demográfica do litoral. Ora, se percorrermos o interior do país, mete dó ver o abandono a que está votado por esta classe política de gente sem capacidade, de carreiristas que não sabem o que fazem, porque se soubessem sabiam que para manter a população no interior tem de haver um mínimo de condições e até estas estes "animais" lhe tiram. São as escolas, os hospitais, os serviços que são centralizados, as empresas que não tem incentivos. A reforma da educação não pode ser vista só em função do número de alunos, se queremos olhar para o país.
É este o país que se quer mais homogéneo, é assim que se facilita o ensino a todas as crianças. Muito eu gostava que ao menos um, dos nossos governantes tivesse um filho de 6 anos a ter que que se levantar às 5 ou 6 da manhã e regressas às 19, 20h só para ir para uma escola com 600 anos e quadros interactivos. Se tivessem um pingo de vergonha na cara, aprendiam com os que já experienciaram os efeitos que as "grandes" escolas têm nas crianças, sobretudo nas crianças do 1ºciclo. Enxerguem-se
Vou usar esta notícia para se mostrar como se pode fazer mau jornalismo. Ontem, uma das manchetes de primeira página do Correio da Manhã era: "Fecham mais de mil escolas com menos de 21 alunos". Dentro, continuavam-se com letras garrafais "escolas para fechar são afinal mais de mil". Mas dentro da notícia, o que se descobria é que a ANMP (ou alguém supostamente falando em nome dela) acreditava que as escolas a fechar iam ser mais de mil, porque o ME tinha feito chegar às mãos dela, uma lista de 1079 escolas com menos de 21 alunos (Buuu!... porque inicialmente, eram para só ser fechadas 500). Aparentemente, a crença da ANMP tem mais valor como "facto", do que a insistência do ME que só 701 iam ser fechadas, e daí a manchete. E como tudo na vida onde não se lê as letras pequeninas, o leitor desatento só vai se lembrar que o malvado ME fechou o dobro do que prometia.
O raciocínio do ANMP (e do CM), era provavelmente que, havendo a regra de fechar escolas com menos de 21, e havendo 1079 nessas condições, mais de mil tinham que ser fechadas. A falha deste raciocínio é que os alunos das escolas fechadas têm que ir para algum lado, e podem muito bem salvar algumas escolas de fechar. Só isto deveria ter acautelado o jornal em usar aquele argumento: se o ME dizia que 701 escolas iam ser fechadas, porquê dizer que eram mais de mil? Tivessem noticiado "ANMP acredita que...", estavam na razão, assim foi apenas mau jornalismo.
É uma calamidade a somar às outras que antecedem esta decisão. Tivemos nos últimos 15 anos governos que mais não fizeram do que assassinar a vida do interior do país. Se recordarmos os últimos 6 anos, constatamos o encerramento de centenas de milhares de empresas e serviços locais que um certo inconsciente entendeu exterminar, desde o mandato de execução dos idosos, até à proibição da procriação humana. Maldito sócrates, é o causador desta catástrofe irreversível. BLO Lx.
A Cultura não permite os Governantes... Governarem-se à vontade ! Portanto ai que fazer o Povoléu voltar a ser Analfabeto e Analfabruto ! Tudo pelo bem do Partido Socrático e outros Socrateiros do Polvo ! Acabemos com as Escolas Todas ! Viva o Sócrates e o Coelhote dos Passos perdidos pelo PPD
Experimentei pessoalmente (no 3º e 4º ano) estas maravilhosas escolas que todos defendem, com tão poucos alunos que um único professor pode ensinar simultaneamente vários anos...
O professor era bom e, com classes com menos de 10 alunos em cada ano, não há dúvida que conseguia dar as aulas em condições e lá aprendemos, mais ou menos o mesmo que os outros, imagino.
Mas compreendo perfeitamente as razões educativas e as vantagens de integrar esses alunos em turmas maiores, da mesma idade e nível de ensino.
Haverá casos e casos, mas não penso que seja bom para as crianças conviverem na escola apenas com a meia dúzia de outras crianças com que convivem quando saiem da escola e, por muito bom que o professor seja, estará sempre a dar apenas uma parte da sua atenção a cada classe.
Caros Colegas.
Não me vou dirigir a cada um mas a todos; presumo que todos - à sua maneira - acabam por ter alguma razão em certos pontos mas não em todos.
O Encerramento/Fecho de escolas para MIM é de uma Insensatez de todo o Tamanho. Somente pessoas Incapazes de ocupar certos Lugares Cimeiros Podiam ter este pensamento e porquê?
1 - O encerramento de certas Escolas, obriga à transferencia de alunos para outras e que distam quilómetros;
2 - Esta medida acaba por DESERTIFICAR ainda mais o interior;
3 - Os alunos para além de terem o seu tempo ocupado em transportes ainda terão de ter tempo para estudar?
4 - Será que os nosssos Governantes pretendem ter uma população OBEDIENTE MAS INCULTA?
5 - Porque não tentam (governantes claro) fazer durante um ano a experiencia de DESLOCAÇÃO E ESTUDAR POSTERIORMENTE CONFORME PROGRAMA APRESENTADO?
6 - Constato que e mais uma vez estamos a "Brincar" coim coisas demasiado sérias mas desta vez ainda é mais SÉRIO PORQUE ESTAMOS A TRATAR DE ASSUNTOS RELACIONADOS COM INSTRUÇÃO SOBRETUDO NO INTERIOR DO PAÍS O QUAL ESTÁ CARENCIADO DE POPULAÇÃO.
Senhores Governantes, porque não tentam "OUTRO EMPREGO" ?
Pessoalmente gostaria muito de ser Médico mas, não tenho qualificações para poder ser; assim sendo somente Vos digo Façam Aquilo que Podem fazer e Sabem; o quê ? não sei mas se tiverem dúvidas sugiro que tentem saber aquilo que poderão fazer junto dos psicólogos especialistas. Não brinquem com coisas demasiado sérias.
A execução está a ser péssima, mas queiram todos pensar além dos vossos preconceitos. Sim, o encerramento das escolas promove a desertificação do interior. Mas isto é inevitável. As inúmeras localidades perdidas pelo interior são uma legacia arcaica de regimes passados. Não se pode falar de igualdade de oportunidades com jovens a viver em terreolas que são verdadeiros pesadelos logísticos com nomes anedóticos. Há que reduzir o impacto negativo no território de ter uma percentagem de população rural muito acima da média europeia. Porque há sítios onde simplesmente não é suposto viver gente. Acho que neste aspecto o alentejo é o modelo do que devia ser o país; pessoas agrupadas em poucas localidades e expansões grandes de território invioladas por vivendas de gosto questionável dispostas de modo aleatório.
O que eu queria ver era todos os que atacam esta medida a viver numa aldeola perdida no interior.
Se esta medida contribuir para a desertificação, paciência. Há locais que são muito bons para passar férias em turismos de habitação pensados para citadinos mas não têm condições para lá se viver, menos ainda com crianças.
Quem fala muito contra a desertificação e diz que as populações do interior não deviam vir para o litoral mas sim manter o seu pitoresco e tradicional modo de vida é porque nunca experimentou as "vantagens" de viver no sec. XIX...
Há um aspecto que me intriga nesta decisão e sobre o qual pouco se diz ou escreve. Vejamos os factos...
1. Vão fechar 701 escolas;
2. Alega-se que nas novas escolas há melhores condições para os alunos.
A questão que me move a fazer este comentário prende-se com as ditas escolas encerradas. Diz-se que não têm condições... Será verdade? Alguma ou algumas destas escolas foi alvo de investimento realizado pelas autarquias nos últimos anos? Haverá malbaratar de dinheiros públicos?
Deixo a questão em aberto. Talvez algum jornalista decida investigar este aspecto...
*És o MAIOR!
*
O novo estádio da cidade de Al-Kahder, nos arredores de Belém, na
Cisjordânia, cuja construção foi financiada por Portugal, através do
Instituto Português de Cooperação para o Desenvolvimento, vai ser inaugurado
na próxima Segunda-feira.
O recinto custou dois milhões de dólares, tem capacidade para seis mil
espectadores, é certificado pela FIFA e dispõe de piso sintético e
iluminação. A cerimónia de inauguração abrirá com uma marcha de escuteiros
locais, conduzindo as bandeiras de Portugal e da Palestina, e a execução dos
respectivos hinos nacionais.
Já fechámos urgências, maternidades, centros de saúde e escolas primárias,
mas oferecemos um estádio à Palestina.
Devíamos fechar o Hospital de Santa Maria e oferecer um pavilhão multiusos
ao Afeganistão.
A seguir fechávamos a cidade universitária e oferecíamos um complexo
olímpico (também com estádio) à Somália e por último fechávamos a
Assembleia da República e...
Oferecíamos os nossos Políticos Socialistas aos crocodilos do Nilo, isso
sim...
*DIVULGUEM PARA SABEREM O QUE FAZ ESTE GOVERNO DO PARTIDO SOCIALISTA (PS), COM
OS NOSSOS IMPOSTOS*.
*E AINDA HÁ QUEM ACREDITE E VOTE NESTES SENHORES... É PRECISO TER LATA...*