A Ryanair
anunciou hoje que espera "um bom resultado" das negociações para a instalação de uma base aérea no aeroporto de Lisboa, estando preparada para iniciar a operação no próximo verão.
"Estamos confiantes que as nossas conversações tenham um bom resultado apesar de não sabermos quando podemos começar a operar em Lisboa", disse hoje o diretor de comunicações da Ryanair para a Europa em conferência de imprensa no Porto.
Em declarações aos jornalistas, Daniel de Carvalho realçou que "em Lisboa o principal 'calcanhar de Aquiles' tem a ver com questões operacionais", uma vez que, explicou, "não é possível cumprir" o tempo médio de permanência no solo ('turnaround') da companhia irlandesa, que é de 25 minutos.
"Fizemos uma proposta aos nossos parceiros da ANA para utilizar o terminal de voos domésticos no aeroporto de Lisboa, que se encontra em discussão", disse o responsável da Ryanair, escusando-se a detalhar "a proposta que está a ser negociada".
Terceira base em Portugal
Daniel de Carvalho admitiu que ainda não há acordo quanto ao valor da instalação daquela que seria a terceira base da companhia irlandesa de baixo custo em Portugal: "Lisboa continua a ser mais caro do que gostaríamos", acrescentou.
"Tem havido uma aproximação, estando ainda dependente de questões financeiras e operacionais", resumiu, admitindo que a companhia está pronta para começar a operar em Lisboa no próximo verão.
Segundo o diretor de comunicações da Ryanair na Europa, "um terceiro aeroporto é um benefício ainda mais visível para o turismo português", realçando que nos dois aeroportos em que a companhia instalou uma base de operações - Porto e Faro - são transportados 3,3 milhões de passageiros por ano.
Conquistar novos clientes
A estratégia de crescimento da Ryanair em Portugal passa por conquistar novos clientes e retirar passageiros à TAP nas rotas que têm em comum. "Garantimos as tarifas mais baixas e que não haverá greves", afirmou Daniel de Carvalho.
A partir de novembro, a Ryanair reforça a operação no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, com mais um avião e sete novas rotas, num investimento de de 70 milhões de dólares (57,7 milhões de euros).