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Ronaldo: "Não sou o salvador da pátria"
Na sala está uma hospedeira que está pelo beicinho por Ronaldo. Traz uma câmara na mão e pede a todos que se desviem do seu caminho. Senta-se, estica o pescoço, tenta que Ronaldo olhe para ela e ri-se quando ele se ri - mesmo que não perceba patavina do que ele diz. Ronaldo, esse, está visivelmente bem-disposto e tranquilo.
Garante que marcará os penáltis, apesar de ter falhado um contra o Bayern de Munique (Liga dos Campeões) e outro contra a Turquia (pela seleção). Garante que sabe onde está e que Lviv é "uma cidade bonita". "Uma cidade bonita!", repete, piscando o olho à plateia.
O capitão da seleção sabe da responsabilidade que lhe cai sobre os ombros e tenta aliviar a carga. "Numa grande competição, têm de estar os melhores jogadores. Mas eu não sou o salvador da pátria. Sou apenas mais um."
É mais um, sim, mas que faz as delícias dos jornalistas ucranianos que lhe pedem que fique mais um pouco em Lviv depois do jogo para dar um passeio pela cidade. A seleção, recorde-se, parte para a Polónia logo a seguir ao encontro.
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Ronaldo bem disposto na antevisão do jogo contra a Alemanha
