Roman Polanski
quebrou o silêncio a que esteve remetido desde que foi detido em 2009, em Zurique. Numa longa entrevista a um canal de televisão suíço, o realizador norte-americano mostra-se arrependido de atos cometidos no passado.
"Tenho remorsos do que aconteceu há 34 anos, sim, arrependo-me do que se passou", disse o cineasta numa entrevista, transmitida anteontem, sobre o facto de ter tido relações sexuais com uma menor.
Roman Polanski foi acusado de ter abusado sexualmente de uma menina de 13 anos, em 1977. Os pais apresentaram queixa e Roman Polanski acabou por sair dos EUA, onde não pode regressar sob pena de ser detido.
Em 2009, foi preso pelo mesmo crime, quando viajava para a Suíça, mas desta vez viveu o processo de uma forma diferente.
Pânico do realizador de jet-set
"Já não sofro do pânico do realizador de jet-set que não consegue estar no mesmo sítio mais de três ou quatro dias". Roman Polanski esteve preso vários meses na cadeia e depois em prisão domiciliária, mas o Governo suíço rejeitou o pedido de extradição dos EUA.
Roman Polanski sempre lutou pelo arquivamento do processo, alegando que a relação foi consentida e que o juiz não conduziu bem o caso. O realizador vive atualmente em Paris e já pediu desculpas, publicamente, à jovem.
Na entrevista, Roman Polanski diz ainda que não tem medo da morte e recordou momentos complicados da sua vida, como a morte da sua mulher Sharon Tate, então grávida de oito meses. "A princípio as suspeitas caíram sobre mim, até que prenderam Charles Mason".