Martine Aubry, líder do PSF, era amiga de Dominique Strauss-Kahn (DSK) mas, depois do escândalo sexual de Nova Iorque, tudo mudou. Candidata às presidenciais francesas da primavera de 2012, nem sequer quer o seu apoio. "Penso a mesma coisa que muitas mulheres sobre a atitude de DSK em relação às mulheres", disse.
Já Michel Rocard, ex-primeiro ministro e referência histórica do socialismo francês, foi muito mais longe. "DSK é um doente mental que não consegue controlar os seus impulsos sexuais", disse.
No PSF, nenhum dos seis postulantes à investidura socialista para as presidenciais deseja hoje o apoio de DSK. François Holland, ex-lider do partido e favorito das sondagens, diz que ele não deverá intervir nas primárias socialistas para designar o candidato, marcadas para o mês de Outubro.
DSK perdeu 30 pontos nas sondagens
Mesmo os amigos mais próximos do ex-diretor do FMI, ex-favorito na corrida às presidenciais francesas, se afastaram dele e aconselham-no a manter-se reservado, a "reconstruir-se e refletir".
Apesar de ilibado do crime de violação, nos Estados Unidos, DSK tem hoje uma imagem abominável na opinião pública - perdeu 30 pontos nas sondagens devido às revelações sobre os seus alegados apetites sociais desmesurados e ao seu gosto pelo luxo.
De acordo com as sondagens, o atual presidente, Nicolas Sarkozy, está hoje praticamente empatado nas intenções de voto com François Hollande. Antes de rebentar o escândalo em Nova Iorque, há três meses, DSK tinha 15 pontos de avanço sobre Sarkozy.
O ex-patrão do FMI prometeu dar pela primeira vez a sua versão sobre o que aconteceu em Nova Iorque quando regressar a França. Segundo diversas fontes, deverá viajar para Paris no próximo domingo.