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Pedro U. Lima
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17:04 Sábado, 13 de abril de 2013
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O mais habitual argumento contra o uso dos robôs é que supostamente estes acabam com muitos empregos, substituindo operários. O surpreendente é que os robôs, com a sua capacidade crescente de substituir humanos em tarefas cada vez menos rotineiras, estão na verdade a criar em muitos casos um igualitarismo crescente entre diversas regiões do mundo relativamente ao potencial para criarem produtos competitivos, sem terem que recorrer a salários baixos - os produtos são fabricados pelo mesmo tipo de robôs e sistemas de automação. Ao mesmo tempo, alguns estudos parecem mostrar que, em muitos casos, não só alguns empregos são mantidos, embora com características diferentes (mais criativos, menos perigosos), como o emprego na região aumenta em empresas que produzem produtos necessários às fábricas automatizadas.
O mais habitual argumento contra o uso dos robôs é que supostamente estes acabam com muitos empregos, substituindo operários. É uma visão compreensível, já que corresponde à verdade em algumas situações temporárias, e muitas vezes afectando grande número de empregados, como sucedeu com a introdução de manipuladores industriais nas fábricas. Mas é também verdade que muito do trabalho substituído é rotineiro e/ou perigoso, e sabemos agora que muitos desses trabalhadores acabaram por encontrar empregos bem mais aliciantes do que aqueles em que foram substituídos. O tema tem vindo a ser objecto de discussão e até aqui no Robotizando nos referimos a ele recentemente, a partir de um post de Paul Krugman no seu blogue do NYT.
A plataforma online robohub
, que funciona como uma revista online com comunicações de vários peritos internacionais em robótica sobre investigação, empreendedorismo, inovação e educação em robótica, debruçou-se recentemente sobre o assunto, ouvindo uma diversidade de opiniões sobre ele. O surpreendente é que os robôs, com a sua capacidade crescente de substituir humanos em tarefas cada vez menos rotineiras, estão na verdade a criar em muitos casos um igualitarismo crescente entre diversas regiões do mundo relativamente ao potencial para criarem produtos competitivos
, sem terem que recorrer a salários baixos - os produtos são fabricados pelo mesmo tipo de robôs e sistemas de automação. Ao mesmo tempo, alguns estudos parecem mostrar que, em muitos casos, não só alguns empregos são mantidos, embora com características diferentes (mais criativos, menos perigosos), como o emprego na região aumenta em empresas que produzem produtos necessários às fábricas automatizadas.
Temos aqui insistido na existência de um forte nicho de conhecimento em robótica em Portugal, que aliás começa a produzir os seus frutos em algumas das nossas PMEs de base tecnológica - um exemplo recente é o do vídeo deste post. E temos defendido que poderia ser uma área chave de investimento para fazer progredir Portugal à custa da sua tecnologia e conhecimento. Mas curiosamente a estratégia actual do nosso Governo aponta antes em competirmos pelos salários baixos, algo que já nem na China convence ninguém, e convidar a sair do país precisamente os jovens mais qualificados, por exemplo, em áreas tecnológicas.
Ao contrário de Krugman, no seu post sobre robôs e empregos, temos cada vez menos motivos para dizer "Não" aos robôs. Mas pelos vistos temos cada vez mais para, como ele, dizer "Just Say Não" a esta política sem futuro.
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O conteúdo deste blogue é da inteira responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Robótica.
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Pedro U. Lima
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10:22 Quarta feira, 26 de dezembro de 2012
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O economista Paul Krugman escreveu recentemente que se tem observado nas últimas décadas um aumento dos lucros do capital sem o correspondente aumento dos salários dos trabalhadores, e que as diferenças de salários entre trabalhadores qualificados e não qualificados deixaram de se alargar, ao contrário do que acontecia nos anos 80, numa espécie de ressurgimento da dialética Marxista. Uma das causas para esta situação é, segundo Krugman, o facto de muito do trabalho tecnológico avançado moderno ser realizado por máquinas cujos computadores são fabricados por... robôs - cujo custo por unidade produzida é menor até do que o equivalente aos baixos salários dos trabalhadores asiáticos.
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[reproduzido de http://libcom.org/library/aufheben/aufheben-14-2006/review-cyber-marx]
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O economista Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia, escreveu recentemente, num do seus invariavelmente interessantes artigos de opinião publicado pelo New York Times
, que se tem observado nas últimas décadas um aumento dos lucros do capital sem o correspondente aumento dos salários dos trabalhadores, e que as diferenças de salários entre trabalhadores qualificados e não qualificados deixaram de se alargar, ao contrário do que acontecia nos anos 80, numa espécie de ressurgimento da dialética Marxista. Mas é a explicação que avança para esses fenómenos que nos leva a citá-lo no Robotizando. Segundo Krugman, há duas causas possíveis para estes desequilíbrios: por um lado o aumento dos monopólios de capitalistas sem escrúpulos; por outro o facto de muito do trabalho tecnológico avançado moderno ser realizado por máquinas cujos computadores são fabricados por... robôs - cujo custo por unidade produzida é menor até do que o equivalente aos baixos salários dos trabalhadores asiáticos. Os Estados Unidos encontraram assim na tecnologia um substituto barato para os humanos, que lhes permite competir com a China e outras economias orientais em grande expansão. Curiosamente, notícias recentes provenientes da própria China falam também em empresas que adquiriram um milhão de robôs literalmente para substituir trabalhadores humanos!
Devem os académicos e empresas que produzem robôs preocupar-se com estes aspectos, bem como outros de natureza também ética mas distinta, como o uso crescente de robôs na guerra, incluindo veículos aéreos que disparam sobre inimigos, por enquanto apenas seguindo a ordem de operadores humanos remotos, mas para os quais já se discute a possibilidade de decidir autonomamente alvejar pessoas reconhecidas pela máquina como inimigos?
Na minha opinião, sim. Embora seja verdade que a Ciência e a Tecnologia sempre tenham desenvolvido ao longo dos séculos produtos que fazem avançar a Humanidade, ao mesmo tempo que são usados de forma perversa por quem tira deles partido para fins bélicos e/ou não éticos, e que os investigadores não podem nem devem inibir a sua capacidade de desvendar novas soluções, produtos e ideias que fazem avançar a Humanidade e criam progresso, há casos em que os riscos são tão óbvios que deveriam merecer uma atenção especial. Por exemplo, não deveriam os investigadores em Robótica recusar-se a colaborar no desenvolvimento de robôs assassinos, mesmo que para ser usados em guerras supostamente defensáveis? E o que dizer dos avanços na robótica de manufatura que permitem substituir até trabalhadores qualificados e não mais apenas os que realizavam trabalhos inumanos, como nos anos 70 e 80? A Robótica tem hoje à sua frente uma diversidade e riqueza de áreas de aplicação que permite aos seus investigadores focarem-se nas soluções de progresso real, como os robôs de serviços que ajudam em casa, em espaços públicos, e na exploração do fundo do mar ou de planetas distantes. Talvez valha a pena então que todos paremos para pensar e tomemos as nossas opções sobre as linhas de inovação a desenvolver ponderando não só a sua mais valia para cada um de nós e as nossas empresas, mas também, e principalmente, o impacte que elas têm sobre a sociedade.
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Pedro U. Lima
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21:39 Sexta feira, 26 de outubro de 2012
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A Robótica Industrial, no sentido mais lato do desenvolvimento de robôs pela indústria, para ambientes fabris mas também para uso doméstico, em hospitais e escritórios, e espaços públicos, está a registar um desenvolvimento assinalável nos últimos tempos. As universidades, os institutos de investigação e algumas pequenas e médias empresas nacionais já estão a seguir este caminho. Aguarda-se agora pelas grandes empresas. São elas o motor do desenvolvimento nacional e é delas também a responsabilidade pelo futuro do país.
A Robótica Industrial, no sentido mais lato do desenvolvimento de robôs pela indústria, para ambientes fabris mas também para uso doméstico, em hospitais e escritórios, e espaços públicos, está a registar um desenvolvimento assinalável nos últimos tempos. O último relatório da International Federation of Robotics, comparando dados de 2011 com 2010, regista uma subida de 38% na venda de robôs industriais, e de 9% na de robôs profissionais de serviços. Nestes últimos, destaca-se uma subida de 15% do número de vendas dos robôs para uso doméstico e pessoal, correspondente a uma subida de 19% do respectivo valor vendido.
A reacção positiva da robótica profissional à crise internacional está alicerçada na inovação constantemente introduzida nos produtos disponibilizados. Temos vindo a assistir a uma explosão de soluções (quase-)comerciais que há poucos anos estavam no domínio da ficção científica. Bons exemplos disto são o carro autónomo da Google ou o robô de manufactura Baxter da nova empresa Rethink Robotics. Estes e outros casos de sucesso resultam frequentemente de colaborações sólidas e transferência de tecnologia entre as empresas e as universidades. A Google recrutou Sebastian Thrun, então um distinto jovem professor da Universidade de Stanford, após este ter vencido a DARPA Grand Challenge em 2005 com um Volkswagen modificado capaz de navegação autónoma em pistas no deserto. A Rethink Robotics é a nova aposta do investigador e professor do MIT Rodney Brooks, fundador da actual maior empresa de robótica de serviços do mundo, a iRobot.
Na Europa, e em Portugal em particular, a vontade e a capacidade de levar adiante estes desafios é historicamente limitada e piorou com a crise económica e financeira. Mesmo assim, há sinais positivos. A Comissão Europeia e instituições industriais e académicas acordaram levar por diante uma Parceria Público-Privada
(PPP - designação tabu no Portugal dos nossos dias) em 2013, visando aumentar a influência das empresas europeias no mercado internacional da robótica, que já representa um valor anual de 15.500 milhões de euros. Um memorando de entendimento foi assinado em Bruxelas no passado dia 18 de Setembro e algumas instiuições portuguesas fazem parte dos fundadores. Em Portugal assiste-se ao nascimento, a um ritmo muito interessante, de novas PMEs que utilizam conceitos de robótica para desenvolver sistemas autónomos espaciais, aéreos, terrestres e marinhos, aplicados às mais diversas áreas. A adesão de Portugal à ESA foi fulcral neste recrudescer de novas empresas, projectos e produtos, e espanta saber-se que há hesitações governamentais em manter a contribuição nacional para as actividades da Agência Espacial Europeia.
Todos sabemos que o nosso país atravessa um momento muito complicado da sua História. Mas também todos sabemos que só sairemos destes problemas qualificando os portugueses e criando tecnologias inovadoras que sejam exportáveis pela sua competitividade internacional. Infelizmente, ao mais alto nível, há quem pense que há uma alternativa melhor, consistindo em baixar salários e mandar os nossos jovens mais qualificados e empreendedores para o estrangeiro. Esta atitude corrente do nosso sector público, potenciando um retrocesso civilizacional, cria uma oportunidade, há muito adiada, para o sector privado assumir a liderança, abandonando a dependência do financiamento do Estado e investindo no emprego qualificado, na transferência de tecnologia, na inovação e no risco de apostar em projectos visionários e a longo prazo. A robótica, pela sua multi-disciplinaridade, é uma aposta por excelência desse tipo. Não só os produtos "robóticos" aumentam a sua parcela de mercado, como referi no início deste texto, como o conhecimento técnico exigido aos profissionais da área permite desenvolver uma miríade de produtos que podem ter pouco a ver com robôs no sentido vulgar do termo. As universidades, os institutos de investigação e algumas pequenas e médias empresas já estão a seguir este caminho. Aguarda-se agora pelas grandes empresas. São elas o motor do desenvolvimento nacional e é delas também a responsabilidade pelo futuro do país.
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Pedro U. Lima
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8:19 Segunda feira, 6 de agosto de 2012
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Primeira imagem enviada de Marte hoje pelo rover Curiosity [Fonte: NASA JPL].
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A "maratona" começou há pouco menos de 9 meses, quando o foguetão Atlas V lançou o Mars Science Laboratory
na sua jornada em direcção a Marte. Foi o início de uma viagem que, em dois terços de casos passados, não teve um final feliz. O planeta vermelho, e principalmente a sua atmosfera, ainda guardam algumas surpresas para os cientistas, que têm levado a perdas de sondas e naves interplanetárias à chegada.
Mas esta é uma corrida para gente determinada, que não baixa os braços perante os desafios, nem entra por caminhos austeros ao primeiro sinal de desânimo. O sprint final dura 7 minutos e é uma torrente de emoções. Começa pela libertação da cápsula que transporta o robô Curiosity e a abertura de um grande pára-quedas que desacelera a sua queda em relação à superfície. Prossegue com a separação do "guindaste do céu", uma espécie de nave com propulsão a foguetes que controla a velocidade e aceleração de descida (fazendo lembrar as grandes séries de ficção científica do século XX, como o Espaço 1999 ou a Star Treck) utilizando ainda uma câmara para procurar um local de descida sem rochas ou pequenas crateras perigosas para o seu passageiro. Chega então o momento em que fica a pairar sobre o solo e suspende o rover através de cordas de nylon, até que este toca o chão e se liberta da nave mãe que, como qualquer mãe que se preze, voa para longe para não magoar o seu filho nem lhe toldar os sentidos com o pó levantado pelos seus foguetes.
Podem (re)ver esta estória num belo vídeo de simulação que a NASA preparou e que aqui mostrámos
num post de Novembro do ano passado. Mas para os que, como eu, não quiseram perder este momento histórico para a humanidade, a realidade sobrepôs-se à ficção e pôde ser seguida em directo a partir das 6:24 de hoje online na NASA TV
! À medida que os sinais indicativos da transposição de cada uma das fases acima indicadas ia chegando ao centro de controlo do Jet Propulsion Lab da NASA, pudemos ver a ansiedade, a excitação e, finalmente, a explosão de alegria, estampadas nos rostos dos cientistas e operadores da agência espacial americana que seguiram o "thriller" até ao fim, simultaneamente como seus intervenientes e espectadores.
Este é o começo, e não o final, da missão. Nos próximos 2 anos (pelo menos), seguiremos a exploração de Marte pelo rover Curiosity, começando na cratera Gale e usando os seus instrumentos científicos a bordo para efectuar medidas geológicas e biológicas que, entre outras coisas, poderão permitir detectar vestígios de vida passada no nosso vizinho do sistema solar. Este robô móvel é a última estrela de uma linha que o JPL tem vindo a desenvolver nos últimos anos, sendo maior, mais ágil e capaz de se deslocar a maiores velocidades que os seus antecessores Sojourner, Spirit e Opportunity. As suas rodas com suspensão activa permitem-lhe ultrapassar obstáculos de 75 centímetros de altura (o sistema de visão detecta e permite evitar rochas maiores) e viajar a cerca de 90 metros por hora, na ausência de problemas típicos diversos, como as derrapagens, o declive, o nível da bateria ou o nível de ocupação do terreno, que se espera reduzam a velocidade média para cerca de 30 metros por hora.
A seguir nos próximos meses!
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Pedro U. Lima
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21:32 Terça feira, 26 de junho de 2012
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Apesar de ter sido realizado na longínqua Cidade do México, o RoboCup 2012 contou mais uma vez com grande participação portuguesa que, com 21 equipas e cerca de 80 participantes, se cotou no 7º lugar (em número de participantes) entre mais de 30 países presentes. Para isso valeu o apoio financeiro do Ciência Viva às equipas Júnior classificadas em 1º lugar no Robótica2012, mas também o de outros patrocinadores, públicos e privados, e algumas vezes o custeamento pessoal de despesas, numa demonstração de vontade, motivação e entusiasmo que faz ainda ter esperança, num país em que a Ciência e a Tecnologia estão de novo a ser vistas como temas de menor importância para o futuro.
Como em edições anteriores, a presença nacional não se ficou pela quantidade, tendo de novo, nas classes Major (ensino superior e investigação) e Junior (ensino básico e secundário), havido vários vencedores lusitanos. Fica a lista:
Major Soccer
Middle-Size League
1º lugar na Technical Challenge - CAMBADA (U. Aveiro)
2º lugar na Scientific Challenge - CAMBADA (U. Aveiro)
RoboCupSoccer 3D Simulation League
3º lugar na Scientific Challenge - FCPortugal (U. Aveiro, Porto e Minho)
RoboCupSoccer 2D Simulation League
2º lugar na Scientific Challenge - FCPortugal (U. Aveiro, Porto and Minho)
Junior Soccer
Soccer A Primary Light Weight
1o Lugar SuperTeams - AGSG2 (Agr. Escolas de São Gonçalo)
Best Presentation Award - AGSG2 (Agr. Escolas de São Gonçalo)
Soccer A Secondary Light Weight
2o Lugar Individual - Cenatex Light (EP Cenatex)
1o Lugar SuperTeams - Cenatex Light (EP Cenatex)
Open Soccer A
3o Lugar Individual - Cenatex EP (EP Cenatex)
1o Lugar SuperTeams - Cenatex EP (EP Cenatex)
Open Soccer B
1o Lugar SuperTeams - Cenatex 3G (EP Cenatex)
Junior Rescue
Rescue A - Primary
Best Presentation Award - EÇA BOT 1 (Agr. Escolas Eça de Queirós)
Junior Dance
Primary Dance
1o Lugar Superteams - Parada Disney (Agr. Escolas Damião de Gois)
Use of Sensors Award - Quinta S. Gonçalo (Agr. Escolas de São
Gonçalo)
Secondary Dance
1o Lugar SuperTeams - ESA ROBOTS (E. Sec. de Amares)
1o Lugar SuperTeams - Simãozinho (Agr. Escolas Santos Simões)
Choreography Award - Simãozinho (Agr. Escolas Santos Simões)
1o Lugar Individual - ESA ROBOTS (E. Sec. de Amares)
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Luis Almeida
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9:18 Quarta feira, 13 de junho de 2012
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O RoboCup, o maior evento mundial de robótica, organizado pela RoboCup Federation, realiza-se este ano na Cidade do México, já entre os dias 18 e 24 de junho. Portugal, um dos países com maior expressão na Federação RoboCup, vai participar este ano com uma delegação de 21 equipas que estão já de partida: 6 em competições designadas Major, destinadas a grupos universitários, e 15 em competições Junior, que envolvem alunos dos ensinos secundário e básico.
O RoboCup
, o maior evento mundial de robótica, organizado pela RoboCup Federation, realiza-se este ano na Cidade do México
, já entre os dias 18 e 24 de junho. Agrega cerca de 3000 participantes oriundos de mais de 30 países, com idades a partir dos 8 anos de idade, que participam num conjunto vasto de competições de Robótica destinadas a divulgar e comparar os resultados mais recentes da investigação científica em áreas relacionadas e a promover o interesse pela tecnologia e o gosto pelo saber fazer neste domínio tão exigente quanto apelativo.
Portugal, um dos países com maior expressão na Federação RoboCup, vai participar este ano com uma delegação de 21 equipas que estão já de partida: 6 em competições designadas Major, destinadas a grupos universitários, e 15 em competições Junior, que envolvem alunos dos ensinos secundário e básico. O torneio mundial RoboCup existe desde 1997 e Portugal participa desde 1998 com uma atividade sempre crescente que levou à organização do evento em Lisboa em 2004, e à obtenção de inúmeros prémios e distinções em todas as categorias, tanto nas competições Major como nas Junior. A delegação nacional é ainda acompanhada por 4 elementos da organização internacional: Luis Almeida, professor da FEUP e Vice-Presidente da Federação, Pedro Lima, professor do IST e membro da Direcção da Federação, Carlos Cardeira, professor do IST e Presidente das competições Junior em 2012 e Tiago Caldeira, co-chair do RoboCupJunior Rescue e membro do respetivo Comité Técnico.
Entre as equipas que integram esta seleção encontram-se algumas já com créditos firmados em terreno internacional, estando ao nível das melhores do mundo nas suas categorias. Desde a equipa CAMBADA da Universidade de Aveiro, na exigente e espetacular categoria de Futebol Robótico Médio (Middle-Size League) vencedora em 2008, tendo-se qualificado em 3º lugar desde então, à equipa FC Portugal, que junta as Universidades de Aveiro, Porto e Minho e que tem um palmarés invejável com várias vitórias e resultados honrosos desde 2000 nas várias ligas de Simulação de Futebol em 2D e 3D e de Busca e Salvamento, as equipas de Futebol Robótico Junior da Escola Profissional Cenatex, a Escola Secundária de Amares e o Agrupamento de Escolas de São Gonçalo em Dança Robótica Junior, ou a Escola Profissional de Braga em Busca e Salvamento Robótico Junior, todas elas frequentadoras habituais do podium nessas categorias. E para que não se pense que isto é apenas coisa de rapazes crescidos, veja-se por exemplo os dois elementos mais jovens da seleção: Sara Rodrigues de 10 anos da equipa Parada Disney do Agrupamento de Escolas Damião de Góis, e Inês Rei de 11 anos, da equipa Quinta de S. Gonçalo do Agrupamento de Escolas de S. Gonçalo, ambas na liga de Dança Robótica Junior.
A participação das equipas é essencialmente autofinanciada e com patrocínios angariados pelas mesmas, havendo um apoio significativo da Agência Ciência Viva que tem sido instrumental na manutenção da componente Junior mas que necessitamos de complementar com outros apoios. Nos tempos que atravessamos, é motivo de particular regozijo conseguirmos comparecer no México com uma delegação desta dimensão, fruto de uma enorme dedicação dos elementas de todas as equipas. Agora é esperar pelos resultados que certamente iremos arrecadar para Portugal e pelas experiências que iremos partilhar com colegas dos quatro cantos do mundo.
Mais informações poderão ser recolhidas na página Internet do Comité Português da Federação RoboCup
.
Robotizando cobrirá este evento diariamente durante a semana que vem.
Luis Almeida
Presidente do Comité Português da Federação RoboCup
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Pedro U. Lima
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14:49 Sexta feira, 1 de junho de 2012
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Rodney Brooks revolucionou a forma de pensar o desenho de robôs inteligentes nos anos 80. E promete revolucionar a forma de fazer robôs para a manufactura. Mas por enquanto ainda é segredo como tenciona fazê-lo.
O leitor, ao ver o título deste post, terá imediatamente pensado que íamos aqui falar em robôs corta-relvas ou para operação em florestas de carvalhos, ongoing work por todo o mundo de I&D em robótica. Mas não - na verdade o secretismo está nas novidades que a empresa mais aguardada no mundo da Robótica norte-americana e mundial (Heartland Robotics
) trará ao mercado, para supostamente o revolucionar.
Rodney Brooks: Remaking Manufacturing With Robotics
from Maker Faire
and Maker Faire
on FORA.tv
O seu criador, Rodney Brooks, revolucionou de facto a forma de pensar o desenho de robôs inteligentes nos anos 80. E promete revolucionar de novo, agora a forma de fazer robôs para a manufactura. Mas por enquanto ainda é segredo como tenciona fazê-lo. Vamos continuar a esperar e, enquanto isso, vamos vendo as suas palestras sobre o assunto. Não são secretas e não as recebemos por sms ou tweet.
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Pedro U. Lima
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15:19 Sábado, 14 de abril de 2012
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O Festival Nacional de Robótica regressa à cidade berço... do Festival Nacional de Robótica. A edição 2012 já está a decorrer no Pavilhão Multiusos de Guimarães, e dura até amanhã, dia 15 de Abril.
O Festival Nacional de Robótica regressa à cidade berço... do Festival Nacional de Robótica. A edição 2012 já está a decorrer no Pavilhão Multiusos de Guimarães, e dura até amanhã, dia 15 de Abril.
O Robótica 2012
inclui, como no ano passado em Lisboa, várias provas para equipas sémior e júnior, incluindo futebol robótico, condução autónoma, robôs numa fábrica e demonstrações livres de robôs. É uma festa de demonstrações, competições, palestras e muito mais, em plena Capital Europeia da Cultura.
Aproveite, que parece que agora o tempo não anda de feição para festas...
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Pedro U. Lima
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19:27 Domingo, 25 de março de 2012
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As promessas de robôs que nos ajudem no dia a dia, em casa, no emprego ou na fábrica, pareciam constantemente adiadas. Eis senão quando, de uma assentada, duas companhias fabricantes de robôs são compradas por preços astronómicos e transformadas em máquinas de fazer negócio com robôs. O futuro está aí... e é robotizado!
A gigante Amazon acaba de adquirir a companhia americana Kiva Systems
, que fabrica robôs móveis que cooperam entre si para levar a cabo, de forma revolucionária, operações de gestão de grandes armazéns, pela módica quantia de 775 milhões de dólares americanos.
Quase em simultâneo, a pequena companhia francesa Aldebaran Robotics (150 empregados), fabricante dos já célebres robôs humanóides NAO
, acaba de vender a maioria das suas participações
, no valor de 100 milhões de dólares, à companhia japonesa Softbank, que pretende transformar a nova estrela da Aldebara, ROMEO
, num robô humanóide com forte presença nos lares de todo o mundo.
Um aspecto comum às duas companhias é o facto de estarem ligadas ao RoboCup, sobre o qual aqui falámos em post recente, referindo a importância das competições de robôs no desenvolvimento da I&D em robótica, e do facto de problemas que parecem "brincadeiras" acabarem por levar a resultados de grande impacto social.
O futuro está aí... e é robotizado!
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Pedro U Lima
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11:41 Quinta feira, 15 de março de 2012
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O RoboCup surgiu em 1997 como um grande desafio na área da Inteligência Artificial e Robótica, sob o lema de desenvolver uma equipa de robôs que pudessem jogar contra a equipa que vencer o Campeonato do Mundo de Futebol em 2050... e derrotá-la! A verdade é que mesmo os mais cépticos começam a acreditar que isso venha mesmo a ser realidade.
A prestigiada revista Spectrum, do IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) publicou recentemente na sua edição online
um artigo no qual analisa os admiráveis progressos dos robôs humanóides que jogam futebol, no âmbito do RoboCup.
O RoboCup surgiu em 1997 como um grande desafio na área da Inteligência Artificial e Robótica, sob o lema de desenvolver uma equipa de robôs que pudessem jogar contra a equipa que vencer o Campeonato do Mundo de Futebol em 2050... e derrotá-la! A verdade é que mesmo os mais cépticos começam a acreditar que isso venha mesmo a ser realidade. Até já se fazem, desde 2007, jogos entre humanos e robôs vencedores da Middle Size League, a título de experiência, no final do evento - ver vídeo nesta notícia.
Embora a tendência na Comissão Europeia seja a de aumentar o financiamento das Grand Challenges em Robótica, isto é, grandes desafios muitas vezes sem uma aplicação imediata, mas que desenvolvem muitos resultados com grande impacto prático ao longo dos anos (qual foi o verdadeiro interesse de ter humanos na Lua?), parece que em Portugal os ventos soram apenas na direcção do utilitarismo imediato. É um perigo de que todos devemos ter consciência, porque o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia pode ser hipotecado a muitos anos quando não se aposta em grandes desafios.
Nota
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