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Risco de bancarrota: do máximo de 73% para 65% no fecho da semana

Depois do disparo que culminou com um máximo no começo da semana, a probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa desceu oito pontos percentuais. Mas Portugal mantém-se em 2º lugar no TOP 10 deste risco

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
9:00 Domingo, 5 de fevereiro de 2012

A probabilidade de um incumprimento da dívida portuguesa num horizonte de cinco anos desceu para 65,14% no fecho da semana, depois de ter atingido um máximo de 73,32% na segunda-feira, 30 de janeiro, segundo dados da CMA DataVision. Trata-se de uma contração de oito pontos percentuais.

O nível de risco regressou ao nível de 18 de janeiro. A distância em relação à Grécia ampliou-se. Também o preço dos seguros contra o risco de incumprimento (credit default swaps) baixou de 1554,69 pontos base na segunda-feira, um máximo, para 1240,15 pontos base.

No entanto, este nível elevado de risco mantém Portugal na segunda posição no TOP 10 de países com mais alta probabilidade de incumprimento no mundo, logo a seguir à Grécia que está com um nível de risco de 85,75%, próximo de uma situação de default iminente.

A distância de Portugal em relação ao Paquistão, que está em terceiro lugar naquele TOP 10, é de 20 pontos percentuais e em relação à Irlanda (outro país da zona euro com plano de resgate da troika, e que está em 7º lugar naquele "clube") é de 26 pontos percentuais. São diferenças muito acentuadas.

Apesar de um movimento geral de abrandamento do risco de incumprimento entre os "periféricos" da zona euro, refira-se que, sexta-feira, segundo dados da Bloomberg, as yields (juros) dos títulos do Departamento do Tesouro italiano e das obrigações espanholas estiveram a subir em todas as maturidades no mercado secundário.

Também os juros dos títulos belgas e austríacos subiram. No entanto, mesmo nos casos italiano e espanhol, os juros estão abaixo de níveis críticos - no caso dos títulos a 10 anos, os juros estão abaixo de 6% para o caso italiano e abaixo de 5% para o caso espanhol. Longe do limiar crítico dos 7%.


Mudança mundial na apreciação do risco da dívida

Refira-se que ocorreu uma mudança importante na avaliação do risco de incumprimento no mundo nos últimos três anos. A viragem deu-se com a crise da dívida na Europa, que começou por se desenvolver na Islândia em final de 2008 e na Irlanda em fevereiro de 2009 e que depois alastrou à Grécia em final de 2009 e a Portugal em 2010. Esta mudança na perceção dos investidores internacionais deixa muitos leitores e analistas perplexos pelo facto de estarem habituados a associar risco de bancarrota a países em desenvolvimento ou emergentes.

O TOP 10, outrora ocupado integralmente por países emergentes ou em desenvolvimento, foi invadido por países considerados desenvolvidos, como aconteceria com a Islândia (que entretanto saiu), Grécia (que viria a ultrapassar a Venezuela, Paquistão, Argentina e Ucrânia) que alcançou o 1º lugar, Irlanda (que desceu para a 7ª posição, depois de ter estado numa situação pior do que a portuguesa), Portugal (que acabaria por subir para o 2º lugar), Espanha (que entretanto saiu) e Itália (que foi o último a chegar a esta galeria e que permanece em 10º lugar, apesar do risco ter baixado de 37,58% em 6 de janeiro para 28,40% no fecho de hoje).

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Depois da tempestade financeira, chegar a bonança!
carlos-carlos (seguir utilizador), 2 pontos , 10:38 | Sábado, 4 de fevereiro
Depois da tempestade financeira, a bonança aproxima-se?

Vamos todos fazer força para que assim seja.

Assim os nossos políticos saibam guiar-nos para portos amigáveis... já que são eles a gerir esta 'nau'.
 
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Efectivamente...
userEX315258 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:56 | Sábado, 4 de fevereiro
Temos assistido há já alguns dias à descida da Euribor que representa um dado positivo embora as causas possam ser diversas. Um dos factores potencializadores da presente crise é a falta de liquides associada à falta de confiança dos actores económicos, a descida desta taxa é talvez o fato mais positivo que por sua vez conduz ao investimento, quer em acções quer em obrigações, quer em obrigações da França quer em obrigações portuguesas, na minha opinião devemos estar atentos ao diferencial entre as taxas de empréstimo da BCE e dos bancos entre si "Euribor". Este é o indicador dos indicadores.

http://eurotostoes.blogsp...
 
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    ..estas noticias...    Ver comentário
aparencias (seguir utilizador), 1 ponto , 0:46 | Segunda feira, 6 de fevereiro
    desculpe.....    Ver comentário
aparencias (seguir utilizador), 1 ponto , 0:49 | Segunda feira, 6 de fevereiro
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