24 de abril de 2014 às 17:08
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Rio: Traficantes fogem de favela através de galeria de águas pluviais

Polícias encontraram hoje uma galeria com 400 metros de comprimento, por onde passam águas pluviais, que terá sido usado por traficantes durante a fuga no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)com agências
Polícia brasileira apresenta armas, munições e droga apreendidas no passado fim-de-semana em favelas no Rio de Janeiro Marcelo Sayao/EPA Polícia brasileira apresenta armas, munições e droga apreendidas no passado fim-de-semana em favelas no Rio de Janeiro

Uma galeria de esgotos com 400 metros de comprimento, encontrada esta tarde pela polícia brasileira, poderá ter facilitado a fuga de traficantes durante o cerco no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. As autoridades continuam no local em busca de armas e drogas deixadas pelos criminosos.

Segundo informações prestadas às autoridades por moradores da favela, os traficantes terão fugido através desse túnel, por onde passam águas pluviais, durante o cerco realizado pelas forças de segurança.

Desde o início das operações policiais, cerca de 50 pessoas morreram, tendo sido apreendidas centenas de armas e mais de 30 toneladas de drogas. 

Chefes de gangues continuam a monte


Entretanto, continuam a monte os principais chefes do narcotráfico nas comunidades agora retomadas pela polícia. Luciano Martiniano da Silva, conhecido como "Pezão", que chefiava o Comando Vermelho no Complexo do Alemão, e Fabiano Atanázio da Silva, o "FB", comandante do tráfico na Vila Cruzeiro, têm paradeiro desconhecido.

Está também desaparecido o chefe do Comando Vermelho fora da prisão, Alexandre Mendes da Silva, conhecido como "Polegar".

O BOPE-Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro está a investigar as denúncias de que esses criminosos famosos fugiram do Complexo do Alemão por meio das galerias de esgotos.

Segundo o comandante do BOPE, tenente-coronel Paulo Henriques de Morais, que cita informações dos moradores da favela, os bandidos obrigaram funcionários das obras do PAC -Programa de Aceleração do Acrescimento a fazerem canais largos de modo a permitir que fugissem.

As obras iniciadas em março de 2008 na favela do Complexo do Alemão incluíram a construção de conjuntos de habitação popular, recuperação de ruas, redes de saneamento e iluminação pública, além de equipamentos sociais.


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SEGURANÇA DE PALANQUE
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A resistência foi quase inexistente até lá acima, no morro do alemão. O facto de se ser bandido não quer dizer q se seja burro.

Resistir seria um suicídio.

A invasão foi negociada por uma Ong. para evitar tiroteio q faria um num. de vítimas elevado. Os bandidos não ofereceriam resistência e em troca, o Estado proporcionaria o direito de poderem fugir.

A polícia não tem a foto de todos os traficantes, e ninguém o traz estampado na cara. Dificilmente alguém será preso, se estiver em casa de perna esticada diante da tv.

  A experiência na Colômbia, ensina-nos q eliminar a presença de traficantes armados, que impõem suas regras na base do terror e da violência, é a primeira acção a ser tomada no combate ao crime organizado.

Em Bogotá, Medellín e noutras cidades, essa estratégia funcionou bem.

As UPPs seguiram o modelo colombiano, apenas com uma diferença. Naquelas cidades, os quartéis-generais dos chefes do narcotráfico foram tomados logo nas primeiras operações, e os criminosos presos.

  No Rio, as principais barricadas dos bandidos ficaram intactas, enquanto o estado começava a ocupação de favelas de menor tráfico.

  Assim, os chefes continuaram o negócio - agora auxiliados pelos bandidos das favelas tomadas que se refugiaram nos seus territórios. Só no ultimo ano, o num. de traficantes no alemão triplicou.

Esta é a segurança q Lula alardeou para ganhar eleição Como se vê, só existiu no palanque.
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Alguns dados interessantes... No rescaldo:


"A Polícia Civil informou nesta terça-feira que vai catalogar os 300 veículos roubados e recuperados durante operação no complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, zona norte do Rio. O objetivo é acionar os donos das 275 motos e 25 carros para que eles possam fazer o reconhecimento no Pátio Legal da Polícia, na avenida Duque de Caxias, 334, em Deodoro, zona oeste da cidade."
Traficantes... Recompensas... E fotografias...

Recompensas, que chegam a R$ 2 mil, pagas por informações sobre assaltantes ou outros integrantes de facções criminosas.

"Os principais chefes do tráfico no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro continuam foragidos após as operações de retomada das comunidades pela polícia.

Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, que chefiava o Comando Vermelho no Complexo do Alemão, e Fabiano Atanázio da Silva, o FB, comandante do tráfico na Vila Cruzeiro, têm paradeiro desconhecido.

Também está foragido o chefe do Comando Vermelho fora da cadeia, Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que, segundo informações da inteligência policial, estava no Alemão.

O Bope investiga denúncias de que bandidos teriam fugido do complexo por meio de galerias de esgoto.

O comandante do Bope, tenente-coronel Paulo Henrique de Moraes, disse que moradores relataram que criminosos obrigaram funcionários das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) a fazer dutos largos para eles fugirem.

As obras no complexo foram iniciadas em março de 2008 e incluem, além da construção de conjuntos habitacionais, a recuperação de ruas e instalação de redes de saneamento e iluminação pública, além de equipamentos sociais.

“As fotos dos procurados pela Polícia do Rio e as respectivas recompensas estão no site do Disque-Denúncia do Rio de Janeiro.”
Espero que tudo seja um bom plano,
que certamente trará o Estado para dentro daqueles redutos conhecidos como favelas que, ao vivo, são verdadeiras cidades, com muito potencial para melhorar o PIB do Rio de Janeiro. Espero, sinceramente, que tudo o que está sendo feito não se pareça com essa política de caça a terroristas de encomenda, como o tal de Osama Bin Laden, justificativa para muitas loucuras e acirramento de ânimos daqueles que não param para pensar o aceitável, mas que sonham com os feitos do Zorro, do Homem Aranha e de tantos outros heróis de papel... Penso que, às vezes, o colapso é calculado, como se fora um negócio, tal e qual o ataque desferido contra Bagdad, sob os holofotes da tevê mundial... Rio Grande
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