19 de abril de 2014 às 17:14
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Ricardo Diniz a navegar pelo mar português

Nysse Arruda
A expedição Montepio Mare Nostrum começou hoje no Tejo e percorrerá 5000 milhas na Zona Económica Exclusiva - ZEE
A expedição Montepio Mare Nostrum começou hoje no Tejo e percorrerá 5000 milhas na Zona Económica Exclusiva - ZEE
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O velejador solitário Ricardo Diniz partiu hoje do Tejo na inédita expedição 'Montepio Mare Nostrum', uma rota de 5.000 milhas na linha de fronteira da Zona Económica Exclusiva - ZEE - a fim de mostrar que Portugal é também mar, muito mar - uma área 20 vezes maior que o território nacional. A bordo do veleiro Open 60 pés Montepio Mar, Ricardo iniciou a viagem para sul com um leve vento de oeste que o levará até o cabo de S. Vicente, esta noite, e pela costa algarvia até Vila Real de Santo António, primeiro 'way point' da linha de fronteira marítima portuguesa.

Uma leve brisa de oeste, corrente contrária, uma lancha da Marinha portuguesa e alguns veleiros acompanharam hoje a partida de Ricardo Diniz na sua viagem pelo mar português - na linha de fronteira da Zona Económica Exclusiva. "A aventura começou. Agora é rumar para sul pela costa portuguesa até o cabo de S. Vicente e então percorrer a costa algarvia até alcançar o primeiro ponto da fronteira marítima portuguesa, em Vila Real de Santo António.", disse Ricardo Diniz antes de zarpar da doca de Alcântara, em Lisboa.

"Quero com esta viagem revelar aos portugueses a dimensão do mar exclusivo que rodeia o continente, a Madeira e os Açores e sensibilizar os jovens para o património marítimo português e para o potencial que Portugal tem ao investir no mar.", acrescentou ainda o velejador solitário que segue acompanhado por uma gatinha de três semanas que já se sente confortável a bordo.

Depois de mais de quatro meses de trabalhos nos Estaleiros Navais de Peniche, o veleiro que esteve abandonado em La Rochelle, França, ganhou nova vida e novas cores depois de já ter completado duas voltas ao mundo nas mãos de skippers franceses. "O barco foi todo remodelado e reforçado para esta viagem. Tem um novo 'lay-out' de convés e de cabine, criado especialmente pelo designer Nuno Pereira. O trabalho dos técnicos dos Estaleiros Navais de Peniche foi impecável.", lembrou Ricardo que também leva a bordo alimentos desidratados suficientes para 45 dias (cerca de 200 kg) e 300 litros de água potável, além de 48 litros de sumo Compal.

O veleiro também está equipado com seis painéis solares e equipamento eólica que produzirão toda a energia necessária para alimentar os instrumentos de navegação e comunicação.

"É um momento único e histórico. É um projecto apadrinhado pelo Montepio desde o primeiro momento. É um projeto que dignifica Portugal e que permitirá aos portugueses olhar o mar, o património mais rico do país. É um elo para unir passado, presente e futuro e que cimentará a nossa Portugalidade, o que é muito importante para nós no Montepio, para o país e para os portugueses.", declarou Fernando Amaro, director de marketing do Montepio, uma empresa 100% nacional.

"Para compreender melhor o nosso lugar no mundo, é importante olhar para Portugal, todo o Portugal, e perceber de uma vez por todas o nosso potencial, a nossa força, a nossa identidade.", disse ainda Ricardo Diniz adiantando que a viagem deve demorar entre 30 e 45 dias, com a passagem por mais de 30 'way points', inclusive ao largo das ilhas Selvagens, na Madeira, e à volta dos Açores, a parte mais arriscada da rota, com possíveis tempestades tropicais.

Uma vez ultrapassado o arquipélago dos Açores, o navegador marca a rota de regresso à costa portuguesa seguindo para a exata latitude de Viana do Castelo e daí rumando para sul, em direcção a Peniche, cabo Raso e o Tejo novamente.

Leia mais em www.nyssearrudasailing.com

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