25 de abril de 2014 às 2:49
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Ricardo Costa sobre a entrevista a José Sócrates

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Isso é que é por o dedo na ferida!
Muito bem!
Sectário
Ricardo Costa é incapaz de fazer uma avaliação objectiva da entrevista e só tenta levar água ao seu moinho, para não entrar em contradição com os seus múltiplos ataques contra Sócrates no passado recente. Assim, o seu veredicto destoa completamente da apreciação de outros comentadores (ver por exemplo o Editorial do DN de hoje). Trata-se de uma lamentável atitude sectária, que prejudica o seu inegável talento jornalístico.
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Oque é que ele quer?
Toda a gente sabe que Cavaco Silva prefere Manuela Ferreira Leite a Luís Filipe Menezes, ainda que o cargo de maior responsabilidade que lhe atribuiu enquanto foi primeiro-ministro foi a pasta da Educação, uma pasta desvalorizada nos tempos do seu Governo mais empenhado em desbaratar os dinheiros do FSE em falsa formação profissional. Na ocasião da escolha da liderança do PSD foi notícia o envolvimento de assessores de Cavaco Silva na escolha de Manuela Ferreira Leite, a notícia do Expresso foi desmentida mas o jornal reafirmou-a. Aliás, estes assessores, personagens anónimas e quase secretas que detêm desempenhado um Cavaco Silva não oficial, têm tido um papel durante esta presidência que nunca tiveram no passado, em regra para fazerem intriga política.
Foi evidente a mudança de postura de Cavaco Silva em relação ao Governo e com o PSD, com Marques Mendes o Presidente relegava o seu partido para uma posição subalterna levando-o a assinar pactos com Sócrates. Com Manuela Ferreira Leite Cavaco Silva abandonou a estratégia da unanimidade presidencial e começou a fazer das palavras de Manuela Ferreira Leite ou, o que é bem mais grave, a líder do PSD começou a antecipar os discursos oficiais de Cavaco Silva fazendo-os palavras suas.
É evidente a articulação de estratégias políticas entre Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite, quando uma fala o outro repete, quando um fala a outra apoia. Só resta saber o que pretende Cavaco Silva.
Levar Manuela Ferreira Leite só seria possível com a ajuda do caso Freeport, mas nesse caso estaria a envolver a Presidência da Republica num quase golpe de Estado de contornos duvidosos. Que o assunto interessa a Cavaco mostra a ultima reunião que manteve com Pinto Monteiro que ninguém percebeu muito bem, nem sequer se sabe se foi o Presidente a convocá-la ou o Procurador-Geral a solicitá-la. Coincidência, ou talvez não, ocorreu pouco tempo depois de Sócrates responder de forma dura a um discurso de Cavaco Silva.
A estratégia passa mais por impedir uma maioria absoluta de Sócrates, mas a crise económico teve efeitos políticos inversos aos esperados, Sócrates tem resistido ao impacto da crise. Quando se esperava solidariedade do Presidente da República este escolhe um dos momentos mais difíceis que o país já atravessou para condenar as opções de Sócrates e alinhar com o discurso de Manuela Ferreira Leite, numa clara tentativa de desafiar Sócrates.
Cavaco Silva procura a crise política mas não com o objectivo de dar as legislativas a Manuela Ferreira Leite, o que o Presidente parece pretender é manter a crise política a marinar para além das legislativas, no pressuposto de que Sócrates não alcança a maioria absoluta. É evidente que Cavaco já não quer ter boas relações com Sócrates, ainda só não tem a certeza que que ele próprio não será uma das vítimas da sua estratégia. É que Cavaco está longe de ser uma personagem amada neste país, só ganhou as eleições à segunda tentativa e graças à ausência de adversário.
A partir do momento em que tenha Manuela Ferreira Leite à frente do Governo, que muito dificilmente terá a maioria absoluta que agora parece querer negar a Sócrates, o Presidente da República e a sua velha discípula terão contra ambos uma esquerda socialmente maioritária. Neste contexto e acusado de ter lançado uma crise política sem olhar ao momento difícil que o país atravessava Cavaco Silva core um sério risco de voltar a ser derrotado numas presidenciais.
O que quer que seja que Cavaco Silva quer não tem nada que ver com os interesses do país, nem mesmo do PSD pois se assim fosse teria apoiado Marques Mendes, um líder bem mais capaz do que Manuela Ferreira Leite. Cavaco quer governar nem que seja por interposta pessoa, o seu discurso é mais próprio de um candidato a primeiro-ministro do que de um Presidente da República.
ISENÇÃO
Lamentável a ideia que as pessoas têm do jornalistas.
Jornalismo não é atacar, fazer politiquice ou oposição (Embora exista que o faça)
Jornalismo sério é investigar, é estudar para poder fazer as perguntas que o cidadão comum gostaria de poder fazer.
Quando acontece o contrário, estão a servir outros interesses...
A mesma enguia de sempre
O Sócrates mais uma vez mostrou o animal político que é, manipulando, desviando, rabiando, esquivando-se sucessivamente às perguntas e evitando respostas objectivas. Na realidade não passa dum vendedor de "banha da cobra". E quando critica o "bota abaixo", deixa de o ser (hipocrisia pura), e continua a não dar qualquer esperança, nem tem qualquer ideia, refugiando-se de que a oposição é falha de ideas.
vergonha!
Creio que as entrevistas que este senhor já fez ao primeiro-ministro, aliás, trata o mesmo por "[ó] Zé Sócrates", mostram bem o seu carácter e o seu profissionalismo! não entendo..! Tenha ou não razão, as abordagens que tem e faz, são contra-natura os termos do jornalismo!
Raiva...
O que para aí vai de raiva...
Afinal, o "Sr. Engenheiro", nosso Primeiro Ministro, pôde conduzir a entrevista como quis, quase ameaçar a entrevistadora por ousar falar na questão do vídeo e o jornalista Ricardo Costa não pode ter opinião?
Isto é que vai aqui uma democracia!...
Dá pena assistir a tanta raiva...
Re: Raiva... Ver comentário
O Trafulha
O PM, auto intitulado engenheiro, é um trafulha profissional. O seu longo currículo de trafulhices e a maneira esperta como ilude os problemas são evidentes. Evidencia uma retórica própria de um 'banha da cobra' misturada com uma arrogância fruto da reacção à sua consciência de encurralado. Até quando?
Mais do mesmo
O conteúdo das opiniões exprimidas por este Sr. é sempre previsível. Todas as almas informadas sabem o que esperar dele sempre que se pronuncia sobre qualquer cor politica que difira daquela que é obrigado a defender, impreterivelmente.

Em virtude daqueles que lhe pagam o ordenado, a sua postura nunca poderia ser diferente. Aliás, estou convicto de que em Portugal existem determinados quadrantes políticos que estimulam a defesa do combate velado e o menosprezo incondicional de toda e qualquer posição ou ideologia oposta à sua.

As opções adoptadas pelos seus “adversários” nunca são boas. Tudo o que é contrário é negativo e nunca se é capaz de vislumbrar qualquer aspecto positivo em nada, neste contexto. São acérrimos pessimistas no que concerne aos opositores do “seu” sistema e da sua versão da “verdade”.
 
Não me parece credível que o Sr. Costa saiba com exactidão o que é que os Portugueses querem ou não saber neste momento. Eu, por exemplo, estaria mais interessado em conhecer as soluções concretas que a oposição tem para oferecer ao Pais para mitigar a crise, para além das minudências e lugares comuns que todos conhecemos e estamos fartos de ouvir.

Só assim terei escolha de opção nas eleições que se avizinham.

Muitos eleitores, ao contrário do que julgam certas mentes, não possuem partido fixo e votam consoante as melhores propostas apresentadas. Não votam no partido A, apenas porque nasceram na cidade X ou porque a sua família sempre votou nesse partido.
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