Euro 2012
Ricardo Costa: "Já não há adjetivos para classificar o homem..."
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Costa, que tem zero minutos nas pernas neste Europeu, não está preocupado. Como é lógico, gostava de jogar e está à espreita "da oportunidade" que pode ou não chegar. Se jogar, melhor. Se não jogar, amigos como dantes. "A motivação é estar aqui a defender Portugal. Estamos aqui, fomos os escolhidos. Estou pronto para jogar."
O capitão nacional e a final
Quem joga sempre - a não ser que o seu mundo dele acabe amanhã - é Cristiano Ronaldo. Ricardo Costa diz que a seleção não é Ronaldo-dependente, porque isso não fica bem, mas reforça a ideia de que todos estão com o capitão nacional. "Ele é o melhor jogador do mundo, não pode existir a mínima dúvida sobre o Cristiano, que está no auge da sua carreira", confessa o central-lateral. E acrescenta: "O Cristiano é um superjogador que trabalha dentro e fora de campo. Marcar dois golos, para ele, é fácil. Já não há adjetivos para classificar o homem." O homem, lá está.
E é nesse homem que poderá estar a chave portuguesa para abrir a porta da final. "Temos esse sonho, logicamente. E não falemos de gerações de ouro ou de prata. As grandes selecções são aquelas que põem o seu nome na UEFA ou FIFA; são as que ganharam alguma coisa", argumenta Ricardo Costa.
Espanha entrega-se à pressão alta
Bom, mas antes da final, há uma meia-final e uma dúvida: Espanha ou França? Lendo nas entrelinhas do discurso de Costa, Portugal (ou pelo menos, ele) prefere enfrentar os espanhóis. "Estão a jogar de uma forma diferente. Tocam a bola muitas vezes mas estão sem muita profundidade. Podemos pressionar alto e sair em contra-ataque. Já a França tem uma transição rápida, um jogo vertical que nos pode criar muitos mais problemas." Não esquecer que Portugal perdeu três meias-finais frente aos gauleses (1984, 2000, em Europeus; 2000, no Mundial). A história pesa?
O treinador que os percebe
Façamos contas: Bento foi colega, rival e treinador de uma mão-cheia de jogadores que estão na seleção. Ronaldo, Quaresma, Patrício, Miguel Veloso, Moutinho, Varela ou João Pereira, por exemplo. Este conhecimento, quando bem aproveitado, é uma vantagem. Os jogadores veem em Bento um tipo sério, honesto e, sobretudo, que os entende como jogadores. "Temos uma grande cumplicidade. É um ex-jogador que conhece os jogadores e que sabe como nós pensamos. Sabe lidar com os futebolistas porque já foi nosso companheiro".
A loucura de Rami?
Ricardo Costa conhece dois jogadores dos possíveis adversários: Jordi Alba, da Espanha, e Adil Rami, da França. Garante que já falou com o primeiro, que já lhe desejou sorte, mas que não tem trocado mensagens com o Rami. "É um bocadinho louco." Como assim, louco? Fomos pesquisar e há uma reportagem de um jornal francês que escreve mais ou menos isto: "Rami, o triunfo da indiferença."


Foto: Francisco Paraíso/FPF
