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Revista sueca publica fotografias de Kate Middleton topless

Revista sueca também publicou fotografias de Kate Middleton topless, depois de um tribunal ter proibido as imagens em França. Revista dinamarquesa também vai divulgar fotos amanhã.
Revista francesa "Closer" foi a primeira a publicar as fotografias que já correram mundo
Revista francesa "Closer" foi a primeira a publicar as fotografias que já correram mundo / Reuters

A revista sueca "Se & Hor" publicou as polémicas fotografias de Kate Middleton topless durante umas férias no sul de França, num suplemento especial de 16 páginas.

A "Closer", revista francesa, foi a primeira a publicar as imagens, cuja publicação ou cedência foi entretanto proibida por um tribunal do país, após uma providência cautelar entregue pelo casal real. Contudo, as fotografias também já tinham sido divulgadas em Itália e na Irlanda do Norte - para além de estarem disponíveis online -, para despero da família real.

"Não é novo para nós publicar fotografias de celebridades nuas em férias", explicou a editora-chefe da revista sueca que publicou as imagens, citada pelo jornal inglês "Mirror", que acrescentou que Demi Moore e Sharon Stone também já tiveram imagens semelhantes publicadas.

Amanhã será a vez da revista "irmã" da "Se & Hor", a dinamarquesa "Se & Hoer", também ter as fotografias publicadas. O editor-chefe Kim Henningsen adiantou que foram oferecidas à revista 240 fotografias, mas "só" 70 delas foram selecionadas. Henningsen recusou dizer quando pagaram pelas imagens e quem as forneceu.  

A família real britânica já terá tomado conhecimento das novas publicações, mas ainda não agiu.

Queixa-crime por atentado à vida privada


Um tribunal francês já tinha proibido ao editor Mondadori a cedência e qualquer nova difusão das fotografias de Kate Middleton, publicadas pela revista "Closer" na passada sexta-feira. Durante uma audiência na segunda-feira, o advogado do casal real britânico, Aurélien Hamelle, tinha entregue uma providência cautelar para travar a difusão das fotografias, incluindo através da Internet.

Entretanto, a justiça francesa também abriu um inquérito preliminar, na sequência da entrega dos duques de Cambridge de uma queixa-crime em França por atentado à vida privada. O Ministério Público de Nanterre anunciou que o inquérito vai ser aberto pela brigada de repressão da delinquência à pessoa em Paris.

A queixa-crime foi apresentada contra a revista "Closer", propriedade do grupo de "media" italiano Mondadori, do ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, e contra o/os fotógrafos. "Vai haver uma instrução, que vai procurar determinar quem é que violou a intimidade da vida privada do casal, explicou o advogado Christophe Bigot, especialista em casos de imprensa.

Recordar a princesa Diana


A revista de celebridades italiana "Chi", propriedade do grupo Berlusconi, também publicou na segunda-feira as fotografias numa reportagem de 28 páginas com o título "Kate Middleton -- Escândalo na corte: a rainha está nua".

Na sexta-feira, os serviços dos duques de Cambridge consideraram que a publicação de fotografias da duquesa em topless pela revista francesa constituía um "ataque à vida privada" e recordaram a princesa Diana.

William, segundo na sucessão do trono britânico, e Kate "ficaram profundamente desgostosos de saber que uma revista francesa e um fotógrafo tinham atacado a sua vida privada de umaforma tão grotesca e totalmente injustificável", sublinhou, em comunicado, o Palácio de Saint James.

"Este incidente recorda os piores excessos da imprensa e dos paparazzi durante a vida de Diana (...) o que choca ainda mais o duque e a duquesa", adiantou o Palácio. Várias das fotografias foram tiradas com teleobjetiva.


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Ela que se vista ou que se cale!
Quem anda à chuva, molha-se!
God save the boobs
Quais os limites da liberdade de expressão?
Há três tipos de crime que devemos ter em conta quando analisamos a liberdade de expressão:

Os crimes contra a honra e a reserva da vida privada (capítulos V e VI - arts 180.º e seguintes do Código Penal)

Os crimes contra sentimentos religiosos (arts. 251.º e 252.º do Código Penal)

O ultraje dos símbolos nacionais, regionais e estrangeiros (arts. 323.º e 332.º do Código Penal)

Na minha opinião faz todo o sentido a criminalização do primeiro grupo, porque visa a protecção jurídica de seres humanos (mesmo depois de mortos - art. 185.º do CP). Exceptuo deste grupo somente a injúria, que deveria ser uma foram livre de expressão.

Já não faz qualquer sentido a protecção jurídica a símbolos nacionais e a crenças religiosas.
Caricaturar ou ironizar com o papa, Maomé, o nosso hino, a nossa bandeira ou com o brasão do município de Fornos de Algodres deve ser visto como uma forma livre de expressão.

Portugal tem um sistema proibicionista, muito na linha europeia.
Já nos EUA tanto sou livre de queimar a bandeira americana como de maldizer do papa.
São conceitos diferentes.
Abuso da liberdade de imprensa
Este tipo de imagens nada têm a ver com informação ou jornalismo. O foto jornalista que captou estas imagens é um sacana.
Notícia, no meio disto tudo é a importância que a casa real dá a este assunto. E até acho uma notícia engraçada.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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