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Paraísos fiscais. “Apagão” na investigação ao “apagão” dos €10.000 milhões

Se o envolvimento de dois peritos do Instituto Superior Técnico na auditoria ao “apagão” das offshores já era público, os termos financeiros em que esta colaboração ocorreu continuam envoltos em secretismo, aponta o “Público” esta quinta-feira

Há um “apagão” em volta do contrato realizado e do valor pago ao Instituto Superior Técnico (IST) na auditoria ao “apagão” de dados no fisco sobre 10.000 milhões de euros de transferências para offshores, revela o “Público” esta quinta-feira.

Em março de 2017, o inspetor-geral da Inspeção-geral de Finanças (IGF), Vítor Braz, anunciou a “colaboração” do Instituto Superior Técnico (IST) na auditoria ao “apagão” de dados no fisco sobre 10.000 milhões de euros de transferências para offshores. Passado pouco mais de três meses, Vítor Braz deu por concluídos os trabalhos da IGF.

O relatório foi feito mas os seus resultados acabaram por ser considerados insatisfatórios, com muitas omissões, pelo então secretário de Estado dos Assuntos Fiscais que ordenara a auditoria, Fernando Rocha Andrade.

Se o envolvimento de dois peritos do Técnico na auditoria era público, os termos financeiros em que esta colaboração ocorreu continuam envoltos em secretismo; entretanto, o “Público” apurou que a operação se tratou, então, de uma prestação de serviços cujo contrato não está publicado no portal Base, o site criado para dar transparência à contratação pública.

Nem Vítor Braz, nem o presidente do Técnico esclareceram, quando questionados pelo jornal, qual foi o valor do contrato.