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Estudo revela que quase metade dos professores portugueses apresenta sinais de “exaustão emocional”

MIGUEL A. LOPES/lusa

De acordo com dados avançados esta semana por Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, há 12 mil professores de baixa prolongada

Num universo de 16 mil professores inquiridos, quase metade dos docentes apresentou sinais “preocupantes” de “exaustão emocional”, mais de 40% revelaram não se sentir realizados profissionalmente. Estes dados constam de um estudo encomendado pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) e feito por uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que será apresentado esta sexta-feira, avança o “Público”.

Os responsáveis pelo estudo dividiram os professores em cinco patamares, consoante o nível de exaustão demonstrado: 47,8% revelou sinais no mínimo preocupantes de exaustão emocional, 20,6% mostraram sinais “preocupantes”, 15,6% apresentaram “sinais críticos” e 11,6% tinham já “sinais extremos” de esgotamento.

Os indicadores reunidos no estudo são “absolutamente catastróficos”, aponta a investigadora Raquel Varela, que coordena o trabalho, em declarações ao matutino. “O Ministério da Educação vai ter que agir em relação a isto. Não é possível ter qualidade de ensino numa situação como esta”, disse.

Segundo o “Público”, a Fenprof já manifestou a intenção de usar os dados agora recolhidos na mesa das negociações quando, na próxima semana, voltar a reunir-se com a tutela para discutir a contabilização do tempo de serviço das carreiras dos docentes.

De acordo com dados avançados esta semana por Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, há 12 mil professores de baixa prolongada.