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Em 5717 vistos gold concedidos, só nove criaram postos de trabalho. BE defende o fim da medida

As casas nas Torres São Gabriel e São Rafael foram compradas por chineses com vistos gold

Nuno Botelho

O partido de Catarina Martins defende a eliminação dos vistos gold porque estes são fonte de corrupção, tráfico de influências, peculato, branqueamento de capitais, ilícitos fiscais e criminais

Passados cerca de seis anos do Governo de Passos Coelho ter lançado a medida dos vistos gold - que dá autorização de residência em Portugal, logo na UE, a cidadãos estrangeiros que façam um investimento mínimo no país de 500 mil euros -, em 5717 vistos concedidos, só nove serviram para criar postos de trabalho, revela o “Diário de Notícias”. Para o Bloco de Esquerda, estes números justificam o fim desta medida que põe em evidência e favorece a criminalidade económica.

De acordo com um projeto de lei do BE que dará entrada, esta quinta-feira, na Assembleia da República, e a que o “DN” teve acesso, o partido de Catarina Martins defende a eliminação dos vistos gold porque estes são fonte de corrupção, tráfico de influências, peculato, branqueamento de capitais, ilícitos fiscais e criminais.

O BE entende que deve ser revogada “a autorização de residência para atividade de investimento”, lê-se na proposta de lei.

“Esta figura dos vistos gold apresenta um conjunto de traços profundamente negativos que, tudo ponderado, nos leva a dizer que deve ser eliminado”, disse José Manuel Pureza, deputado bloquista, em declarações ao “DN”.