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Salários dos CEO aumentaram mais 40% desde 2015

d.r.

Em média, cada “patrão” de uma das empresas do PSI 20 ganhou 996 mil euros brutos em 2017

A remuneração média dos presidentes executivos das empresas do PSI 20, em 2017, foi de um milhão de euros, valor 40% superior ao registado há três anos, revela o “Diário de Notícias” esta segunda-feira. Estes salários milionários são 46 vezes mais altos do que o custo médio que as empresas cotadas têm com os seus trabalhadores. Em 2015, essa diferença era de 33 vezes.

Por exemplo: A Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce pagou, em 2017, mais de dois milhões de euros ao presidente executivo, Pedro Soares dos Santos. Já em 2014, o CEO da Jerónimo Martins teve tinha uma remuneração de 668 mil euros, 57 vezes acima da média dos seus trabalhadores.

Em 2017, António Mexia, o CEO que mais ganha na bolsa portuguesa, auferiu 2,29 milhões, mais 39 vezes do que o custo médio da EDP com cada trabalhador. Há três anos, tinha ganho 1,15 milhões, mais 23 vezes do que os funcionários da empresa, revela o matutino.

Em média, cada “patrão” de uma das empresas do PSI 20 ganhou 996 mil euros brutos em 2017, o que compara com uma remuneração de 708 mil euros há três anos, segundo cálculos do “DN”, baseados em dados constantes nos relatórios e contas das empresas, e que englobam remunerações fixas, variáveis, prémios e encargos com fundos de pensões.

Desde 2015, os lucros acumulados das empresas da bolsa subiram 50%, totalizando mais de 3,5 mil milhões de euros. Essa melhoria da rentabilidade é uma das explicações para as subidas das remunerações pagas aos gestores, lembra o jornal.