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Centeno: “Se formos chamados a ajudar o Montepio temos de estar disponíveis”

Tiago Miranda

“O garante último da estabilidade financeira é o Governo”, diz o m inistro das Finanças em entrevista ao “Jornal de Negócios”

António Costa prometeu no Parlamento que não ia deixar cair os associados da Associação Mutualista Montepio. Ou seja, o Estado, em último recurso, estaria disponível para “resgatar” a instituição. E Mário Centeno, ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo, partilha da mesma opinião: “O garante último da estabilidade financeira é o Governo”, diz em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta quinta-feira.

“Temos de ter, se e quando formos chamados a fazê-lo [ajudar o Montepio, resgatá-lo], princípios de orientação, e esses são os mesmos que temos feito até aqui e é evidente que precisamos de olhar para o sistema financeiro como um todo, com a mesma atitude que temos feito até agora, mas também com a certeza adicional de que está hoje muito mais robusto do que há uns anos”, explica.

Falando a propósito de ajudas do Estado aos bancos, Centeno revela ainda na mesma entrevista que o valor a emprestar ao Novo Banco ainda não está fechado. “Andará em torno dos 450 milhões de euros. Esse é apenas um empréstimo... O ‘apenas’ aqui é relativo. É um empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução, que é uma entidade das administrações públicas e por isso não tem impacto no défice”, diz.

O ministro não garante também que em 2019 o Estado não tenha de avançar com mais apoios extraordinários à banca. “Posso garantir poucas coisas, mas posso com certeza lançar alguma luz sobre qual é o processo. A expectativa é que estas injeções de capital tenham um perfil decrescente muito significativo no tempo e que a existir, e pode existir, nova chamada de capital em 2019, ela seja significativamente inferior, muito significativamente inferior, a 2018”, afirma.