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Ângelo Correia: “Centeno deve condicionar Costa como Gaspar fazia com Passos”

Luiz Carvalho

Em entrevista ao “Diário de Notícias” esta quarta-feira, Ângelo Correia rejeita a ideia que o Conselho Estratégico do PSD se trate de um governo sombra, pois isso pressuporia “que as pessoas que integrassem o órgão seriam uma espécie de pré-ministros se o PSD ganhasse o poder”

Mário Centeno é o ministro do Governo de António Costa “mais importante”. “Não sei se Mário Centeno faz com Costa o que Vítor Gaspar fazia com Passos Coelho. Deve condicionar Costa como Gaspar fazia com Passos. E suspeito que o grau de condicionamento é grande e tem uma influência decisiva sobre o desempenho deste governo”, disse Ângelo Correia, ex-ministro da Administração Interna e agora coordenador para a área da Defesa do Conselho Estratégico do PSD, em entrevista ao “Diário de Notícias” esta quarta-feira.

De acordo com o social-democrata, as pressões dos partidos à esquerda que apoiam o Governo neste momento não darão origem a uma crise política, nem isso seria bom para o país.

“Compete aos partidos à esquerda do PS reclamar tudo o que pensam que corresponde à sua base eleitoral. É também normal que o PSD reclame que se há excedentes orçamentais se apliquem nos serviços públicos. Pensar que há alguma alteração no quadro político não faz qualquer sentido. Devemos deixar os três partidos que fizeram um acordo de governo ir até às eleições assim. Não prevejo que nenhum deles queira sair desse acordo até lá. Agora os partidos vão puxar a brasa à sua sardinha a pensar no potencial de voto”, explicou.

Ainda na mesma entrevista ao DN, Ângelo Correia rejeitou a ideia que o Conselho Estratégico do PSD se trate de um governo sombra, pois isso pressuporia “que as pessoas que integrassem o órgão seriam uma espécie de pré-ministros se o PSD ganhasse o poder”.

“Haverá neste conselho pessoas com capacidade e desejo de executar missões preparatórias, que um governo PSD possa executar, sem que o integrem. Essa é uma das razões que me levou a aceita, o de ajudar o partido a construir equipas em cada uma das áreas”, disse.