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Rajoy: “Espanha e Portugal são dois bons exemplos de superação das dificuldades”

Mariano Rajoy, líder do PP e primeiro-ministro espanhol

EPA

Em entrevista ao “Diário de Notícias” esta segunda-feira, o chefe do Governo espanhol recusa-se a comentar a solução governativa encontrada por António Costa em Portugal, mas ainda assim deixa um elogio ao seu homólogo

Portugal, para os espanhóis, não é um país vizinho mas um “irmão”, diz Mariano Rajoy, presidente do governo espanhol desde 2011, em entrevista ao “Diário de Notícias” esta segunda-feira.

“Evidentemente existe uma relação geográfica, mas para além disso penso que em primeiro lugar partilhamos uma história. (...) Espanha e Portugal são dois bons exemplos de superação das dificuldades. A mais recente delas é a crise económica que ambos sofremos. Somos dois países com um futuro muito importante no mundo. E quanto mais nos entendermos, melhor para ambos”, assume Rajoy em declarações ao matutino.

Com a visita de três dias a Espanha de Marcelo Rebelo de Sousa a decorrer, Rajoy refere que os dois países estão, neste momento, à procura de “novas formas de cooperar, é o nosso habitual habitat político”.

“É importante continuar a colaborar nas questões que temos estado a realizar nos últimos anos. Estou a referir-me especialmente às interconexões, tanto as infraestruturas de comboios e estradas como as interconexões energéticas e tudo isto com o apoio da Europa, como ficou patente no ato a que assisti em Elvas no passado dia 5 de março com o primeiro-ministro António Costa. Um ato muito importante em que assumimos o compromisso de continuar a trabalhar para promover o corredor atlântico. Penso que o importante nestes encontros é continuar a aprofundar a sintonia que já temos e nos projetos comuns”, diz.

Ainda na mesma entrevista, Rajoy recusa-se a comentar a solução governativa encontrada por António Costa para o país, mas, ainda assim, deixa um elogio ao seu homólogo português. “Não costumo dar opiniões acerca do que escolhem os cidadãos dos outros países ou sobre as alianças políticas que surgem. O importante é que Portugal tenha estabilidade para continuar a crescer e a deixar para trás uma crise que nos afetou notavelmente a ambos. Eu entendo-me muito bem com o António Costa, como também tinha uma boa relação com o Passos Coelho. Ao António Costa também lhe agradeço especialmente o apoio que nos deu na crise. É de grande senso comum”, afirma.