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Houve 15 mil pedidos de quebra de sigilo bancário em três anos

d.r.

De acordo com o Banco de Portugal, a grande maioria solicitações foram dirigidas “por entidades oficiais”, entre as quais “outros supervisores financeiros, autoridades judiciárias e administração tributária

Entre 2015 e 2017, o Banco de Portugal (BdP) recebeu mais de 15 mil pedidos de informação sobre contas suspeitas, para levantamento de sigilo bancário, avança o “Diário de Notícias” esta sexta-feira.

Este número trata-se, segundo o matutino, de um reflexo directo do elevado volume de operações judiciais - Lex, Fizz, Marquês, por exemplo - a decorrer neste momento em Portugal.

De acordo com o BdP, a grande maioria solicitações foram dirigidas “por entidades oficiais”, entre as quais “outros supervisores financeiros, autoridades judiciárias e administração tributária”.

O “DN” pediu ainda o acesso a dados anteriores a 2015, mas isso foi-lhe negado. Contudo, investigadores criminais ouvidos pelo jornal garantem que, desde uma cirúrgica alteração legislativa de 2010 - que passou a permitir ao Ministério Público (MP) o acesso às contas, sem ter de passar por um juiz -, a diferença no número de pedidos é abissal.

“A velocidade hoje em dia destas investigações não tem paralelo. O folow the money faz-se à velocidade da luz”, disse Pedro Fonseca, investigador há 20 anos da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ.