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Governo fez chegar proposta de investidores chineses ao Montepio

Luis Barra

Informação consta da ata de reunião mensal do conselho geral da Associação Mutualista realizada em setembro do ano passado, a que o “Público” teve acesso

A proposta de entrada da CEFC-China Energy Company Limited na Associação Mutualista Montepio Geral chegou à instituição via Governo, revela o “Público” esta sexta-feira.

Esta informação consta da ata de reunião mensal do conselho geral da associação realizada em setembro do ano passado, a que o matutino teve acesso; a garantia desta informação foi prestada pelo próprio presidente da Associação Mutualista ao Conselho Geral, antes de assinar o acordo de venda de 60% da Montepio Seguros ao grupo chinês.

No final da reunião de 19 de setembro de 2017, Tomás Correia pediu a palavra para informar que existia um grupo chinês, o CEFC, interessado em “desenvolver” em Portugal “uma parceria na área dos seguros e da banca”.

De acordo com Tomás Correia, este tivera conhecimento daquele facto “mediante proposta, encaminhada via Gabinete do senhor Primeiro-Ministro” que sugerira à Associação Mutualista “encetar conversações sobre a possibilidade” de avançar com “a parceria”, nomeadamente, “com a alienação do Montepio Investimento e de parte do capital do Finibanco Angola”.

Passados cerca de dez dias, os contactos luso-chineses vieram a público, com muitas notícias a mencionar conversas entre a CEFC e o Montepio, logo desmentidas por Tomás Correia. Dois meses depois, Tomás Correia acabou por rumar à China para celebrar com a CEFC o acordo de venda de 60% da Montepio Seguros (Lusitânia Vida, Lusitânia Seguros e N Seguros).