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Revista de imprensa

Novo Banco aumenta comissões de transferências para combater prejuízos

Nuno Fox

As transferências realizadas através do NBdireto – portal digital da instituição – serão o principal alvo de mudança

De forma a combater os prejuízos registados no último ano, dar mais fôlego à instituição, a partir de 30 de junho, o Novo Banco vai avançar com o agravamento de algumas comissões de movimentos bancários, revela o “Jornal de Negócios” esta terça-feira. As transferências realizadas através do NBdireto – portal digital da instituição – serão o principal alvo de mudança.

De acordo com a alteração do preçário publicado no site do banco liderado por António Ramalho, até agora, as transferências feitas dentro da mesma instituição financeira com o mesmo ordenante e o mesmo beneficiário realizadas através do NBdireto, no início de julho, passarão a custar 1,56 euros (incluindo imposto do selo), sendo que, até agora, não tinham qualquer custo.

A estratégia aplicada por António Ramalho, notemos, é muito semelhante à de Paulo Macedo na Caixa Geral de Depósitos: um aumento global de comissões dos movimentos bancários, para trazer fundos para a instituição.

No Novo Banco, as transferências entre clientes diferentes do banco no mesmo serviço serão agravadas em 72% para 1,976 euros; os movimentos urgentes para outras instituições financeiras realizados através do "homebanking" e da aplicação passarão a custar 26 euros, a partir do final de junho.

Segundo o matutino, mesmo as transferências não urgentes realizadas de forma periódica, pelos mesmos canais, que agora são gratuitas vão passar a ter um custo: 0,78 euros (0,75 euros mais imposto do selo).

Já as transferências internacionais no espaço SEPA urgentes, através da internet e da "app", deixarão de não ter custo para representar um encargo de 26 euros (com imposto).