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Ana Catarina Mendes: “Gostaria de ver Centeno num próximo Governo do PS"

Para a secretária-geral adjunta do PS, apesar da aproximação ao centro com Rui Rio, o PSD nunca deixará de ter o seu cunho ideológico. E pior: o novo líder do PSD está, neste momento, “entre a espada e a parede, com uma oposição interna que não o deixa ser líder da oposição”

Se a princípio foi questionado, o nome de Mário Centeno ao comando das finanças portuguesas acabou, nos últimos dois anos, por se tornar consensual para os portugueses. “Nunca tivemos um ministro das Finanças tão bem aceite pelos portugueses”, disse Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS, em entrevista ao “Público” e à “Renascença” esta segunda-feira.

O Congresso do PS está à porta e, ao que tudo indica, o partido poderá contar com o atual ministro das Finanças para fazer o quadro macro-económico que dará base ao novo programa eleitoral.

“Contamos com Mário Centeno para continuar a conduzir o país nos bons resultados financeiros e económicos que temos tido, na nossa credibilidade externa. Seguramente será um ativo muito importante no futuro do PS e nas próximas eleições”, disse a número dois dos socialistas.

Porém, com a presidência do Eurogrupo, a agenda para 2019 de Centeno ficou bem mais apertada. “Gostaria de o ver num próximo Governo do PS. Mas isso depende da sua vontade - e do PS ganhar as próximas eleições”, disse Ana Catarina Mendes.

Sobre Rui Rio: tem uma “oposição interna que não o deixa ser líder da oposição”

Para a secretária-geral adjunta, apesar da aproximação ao centro com Rui Rio, o PSD nunca deixará de ter o seu cunho ideológico.

“Rui Rio mostra-se muito mais disponível para o diálogo. Mas não nos enganemos muito. Qual é o diálogo que o PSD está neste momento disposto a ter com o PS? A descentralização, que é fundamental; e o Portugal 2030. Se há coisa que o Portugal 2020 nos mostrou é que foi um mau quadro comunitário, negociado para Portugal”, disse.

Segundo a socialista, Rui Rio está, neste momento, “entre a espada e a parede, com uma oposição interna que não o deixa ser líder da oposição”.