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Secretas lançam alerta: movimentos de extrema-direita estão de volta

d.r.

Segundo a avaliação das Secretas no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), “a extrema-direita portuguesa continuou a aproximar-se das principais tendências europeias, na luta pela “reconquista” da Europa pelos europeus”

De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), que foi esta quarta-feira aprovado pelo Conselho Superior de Segurança Interna (CSSI), os movimentos conotados com a extrema-direita em Portugal voltaram ao ativo em força em 2017, avança o “Diário de Notícias” esta quinta-feira.

O incidente do último fim de semana, num restaurante em Loures, quando dois grupos rivais de motards (um deles liderado pelo ex-líder skinhead Mário Machado) entraram em conflito, pode já ter sido sintoma desta situação.

Segundo a avaliação das Secretas, “a extrema-direita portuguesa continuou a aproximar-se das principais tendências europeias, na luta pela “reconquista” da Europa pelos europeus” e que “para além de intensificarem os contactos internacionais, estes extremistas desenvolveram um esforço de convergência dos seus diferentes sectores (identitários, nacional-socialistas, skinheads), no sentido de promoverem, no plano político e metapolítico, os seus objetivos”.

Uma das novidades no panorama nacional foi o nascimento do grupo dos motards “Los Bandidos”, que Mário Machado trouxe para Portugal, históricos rivais dos “Hell Angels”.

Os espiões do SIS acompanharam também de perto, no ano passado, o movimento político “Nova Ordem Social”, criado por Mário Machado.

Assistiu-se “um reforço da propaganda online e à multiplicação de iniciativas com alguma visibilidade – como concertos, conferências, apresentações de livros e protestos simbólicos –participadas por militantes de diferentes quadrantes”, nota o RASI.