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Paulo Macedo: “Caixa vai fechar 70 a 80 balcões este ano”

Paulo Macedo destacou no IX Encontro Fora da Caixa, em Viseu, a aposta que a região faz “em sectores tradicionais, como madeira, cortiça, transportes e agroalimentar”

Lucilia Monteiro

Em entrevista ao “ECO” e à “ TVI24” esta quinta-feira., Macedo assumiu, pela primeira vez, haver espaço para aumentos salariais para os funcionários do banco do Estado

A Caixa Geral de Depósitos irá encerrar “entre 70 a 80 balcões” este ano e o número de rescisões amigáveis deverá chegar aos 600 trabalhadores, disse Paulo Macedo, líder da Caixa Geral de Depósitos desde 2016, em entrevista ao “ECO” e à “ TVI24” esta quinta-feira.

Segundo o líder da Caixa, os critérios prioritários para o encerramento de balcões são: a “rendibilidade negativa” e a “proximidade e a localização de outros bancos, a distância do banco mais próximo da Caixa.”

“Um critério adicional que é a Caixa ter uma oferta junto das universidades, um mercado que queremos continuar a manter e onde temos um maior investimento… A Caixa investe muito mais nas universidade do que, por exemplo, na Culturget, que aliás faz 25 anos este ano e que temos orgulho em manter. Este tipo de pessoas é, claramente, clientes digitais. Temos também de fazer algum tipo de ajustamentos face a quem já faz tudo digital”, explicou.

Ainda na mesma entrevista, Macedo assumiu, pela primeira vez, haver espaço para aumentos salariais para os funcionários do banco do Estado.

“Há abertura para haver aumentos salariais. Inclusivamente já descongelamos parte das carreiras, porque a Caixa parece ser o único banco de dimensão que tem ainda progressões automáticas. Isso já foi feito. Inclusivamente, neste período de 14 meses, promovemos mais de 2.200 pessoas, entre obrigatórias e por mérito”, disse.

Questionado sobre o prejuízos históricos registados pelo Novo Banco em 2017, Macedo recusou-se a comentar os números em particular, mas concedeu uma visão “macro” da banca.

“Não vou comentar os resultado do Novo Banco. O Novo Banco comentará os resultados deles. Com este resultado do Novo Banco o que acontece é que o sistema financeiro português voltou, como um todo, a dar prejuízo. E isso aconteceu em 2017, 2016, 2015, enfim, em 2014, 2013, 2012 e em 2011. Às vezes parece que se quer reduzir as grandes rentabilidades da banca. Ora, nesta década, a banca toda tem uns milhares de milhões de prejuízos, mesmo que os bancos cumpram todas as suas previsões de resultados. Os bancos têm de fazer um trabalho sério na questão da solidez e da sua rentabilidade. E, em termos de entorno competitivo, é bom que isso possa ser uma realidade”, disse.