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Em dois mil bolseiros, só 52 têm contrato

Tiago Miranda

De acordo com dados da FCT, foram sinalizados este mês 1358 bolseiros de investigação sem contrato em 54 instituições de ensino superior

Os bolseiros de investigação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia vão esta terça-feira para as ruas protestar e prometem parar em frente à residência oficial de António Costa. Os concursos prometidos para acesso a contratos ainda não foram abertos, as verbas do Estado devidas à FCT ainda não foram transferidas.

Segundo o “Jornal de Notícias” esta terça-feira, dos cerca de dois mil bolseiros de investigação que existem no país, mais de mil foram “sinalizados” pelas instituições de Ensino Superior, em março, para serem contratados. Contudo, esta medida, até agora, só chegou a 52 investigadores – 4% do total.

Está em causa a aplicação da norma transitória do Decreto de Lei nº57, que veio obrigar as universidades a contratar os bolseiros doutorados em funções há mais de três anos. Segunda a lei, deviam ser abertos dois concursos – o segundo deve ser aberto até agosto, o primeiro ainda não avançou.

De acordo com dados da FCT, foram sinalizados este mês 1358 bolseiros de investigação sem contrato por 54 instituições de ensino superior.