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Há 29 anos que a despesa do Estado com pessoal não era tão baixa

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Apesar de o Governo ter dado início ao descongelamento das progressões na carreira já este ano, com um custo estimado este ano de 211 milhões de euros, tudo indica que a tendência de redução do peso da despesa pública no PIB será para manter

O Governo parece estar a chegar a uma encruzilhada: por um lado, quer continuar a reduzir as despesas permanentes do Estado; por outro, o Bloco de Esquerda e o PCP não vão desistir no curto prazo de pressionar para o descongelamento das carreiras dos funcionários públicos.

Em 2018, o Executivo de António Costa terá de convencer os partidos à sua esquerda que não existe espaço de manobra para fazer regressar em 2019 as actualizações salariais na função pública. Porém, há um dado que pode complicar tudo: a despesa com pessoal do Estado está ao nível mais baixo dos últimos 29 anos, avança o “Público” esta segunda-feira.

Segundo o matutino, devido aos bons resultados da economia nos últimos três anos e a diferença significativa entre os vencimentos dos funcionários que se reformam e os que entram, o Governo está a conseguir mais do que compensar o fim dos cortes aplicados durante a crise e o impacto do descongelamento das carreiras iniciado este ano.

De acordo com a estimativa apresentada na semana passada pelo Conselho de Finanças Públicas (CFP), a despesa pública com pessoal terá sido, em 2017, de 11% do PIB - valor inferior aos 11,3% de 2016. Note-se: a despesa com pessoal em Portugal ainda se mantém acima da média do euro, que deverá ficar pelos 9,9% em 2017.

Apesar de o Governo ter dado início ao descongelamento das progressões na carreira já este ano, com um custo estimado este ano de 211 milhões de euros, tudo indica que a tendência de redução do peso da despesa pública no PIB será para manter.