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Caixotes com processos da operação Fizz em casa de Cândida Almeida

Cândida Almeida, ex-diretora do DCIAP, foi poupada na versão tornada pública da inspeção feita ao departamento que chefiou. Afinal, a versão integral revela outra realidade

Cândida Almeida, ex-diretora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que foi a primeira testemunha a depor na operação Fizz, que envolve o ex-vice-presidente de Angola Manuel Vicente, terá levado para casa caixotes com dezenas de investigações sobre este processo, quando ainda estava a decorrer. No texto integral da inspeção a que a TVI teve acesso, descreve-se que no tempo em que Cândida Almeida estava à frente do DCIAP este departamento vivia uma situação caótica, com vários processos desaparecidos, alguns deles que a própria diretora teria levado para casa em caixotes. Segundo a TVI, foram 35 dossiês, que acabaram por chegar às mãos dos inspetores, em janeiro de 2014.

Parte desta auditoria já era conhecida, mas, verifica-se agora pela notícia da TVI, tinham sido omitidas pasagens do documento com situações que punham em causa a conduta de ex-diretora do DCIAP.

Para além dos 15 dossiês que a inspeção anotou como faltosos e com informação que estaria em poder da procuradora do Ministério Público, havia ainda 22 documentos que dizem respeito aos rendimentos do ex-vice-Presidente de Angola.